Morning Call | Mercados hoje: PIB da China, petróleo e protestos na Europa em destaque

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19 de outubro de 2026

Morning Call | Mercados hoje: PIB da China, petróleo e protestos na Europa em destaque

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Ibovespa

O Ibovespa encerrou a semana em queda de 1,7% em reais e 3,5% em dólares, por conta da depreciação de 1,5% do real, aos 205.430 pontos.

PRIO (PRIO3, +8,8%) foi o destaque positivo da semana, acompanhada pela Petrobras, em meio à alta do petróleo diante das tensões no Oriente Médio e dos riscos à oferta global.

Por outro lado, Vamos (VAMO3, -17,3%) foi o destaque negativo, pressionada pela reabertura da curva de juros e por realização de lucros após a forte valorização acumulada nas semanas anteriores.


Renda Fixa

No comparativo semanal, os juros futuros encerraram a semana com direções mistas entre Estados Unidos e Brasil. Nos Estados Unidos (EUA), o CPI e o PPI reforçaram a percepção de pressões inflacionárias mais persistentes, enquanto os dados de vendas no varejo mostraram resiliência da economia americana. Apesar disso, as declarações do presidente do Federal Reserve (banco central americano), Kevin Warsh, reduzindo as apostas de alta de juros já na reunião de outubro, favoreceram um fechamento das taxas ao longo da semana. A T-note de dois anos encerrou a 4,71% (-8 bps vs. semana anterior), a T-note de 10 anos a 5,08% (-16 bps) e o T-bond de 30 anos a 5,43% (-17 bps). No Brasil, após o forte fechamento observado na semana imediatamente posterior ao primeiro turno, os ativos locais passaram por uma recomposição parcial de prêmios diante das pesquisas mais recentes e do aumento das dúvidas sobre a condução fiscal a partir de 2027. O DI jan/27 encerrou a 13,49% (+5 bps vs. semana anterior), o DI jan/29 a 12,69% (+47 bps) e o DI jan/31 a 12,72% (+48 bps). A NTN-B também apresentou abertura, com a B29 a 6,86% (vs. 6,66%), a B35 a 6,93% (vs. 6,72%) e a B50 a 6,85% (vs. 6,62%).


Mercados globais

Nesta segunda-feira (19), os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: +0,5%; Nasdaq 100: +1,0%), recuperando parte da forte queda de sexta-feira, marcado pela venda de ações de semicondutores. Na Europa, o Stoxx 600 recua cerca de 0,8%, pressionado pelos setores de luxo e varejo, em meio aos protestos violentos na França no fim de semana. Na Ásia, os mercados fecharam em alta: o Kospi (Coreia) subiu 1,8%, o Nikkei 225 (Japão) avançou 1,3%, pressionado por ações de tecnologia, enquanto na China o CSI 300 avançou 0,1%, após dados do PIB do 3º trimestre.


O mercado acompanha as preocupações com o financiamento dos investimentos em inteligência artificial, que levaram o Nasdaq a acumular queda de 4,5% na semana passada, com a CoreWeave desabando 25% no período. O Brent recua mais de 1,3%, para próximo de US$ 108/barril, depois que o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, afirmou que os fluxos de petróleo no Golfo Pérsico voltaram a cerca de 80% dos níveis anteriores à guerra. O Treasury de 10 anos recua para 5,08%, após comentários do presidente do Fed, Kevin Warsh, lidos como mais brandos, com o mercado precificando 85% de chance de manutenção dos juros na reunião de outubro. Os investidores também direcionam o foco para a temporada de resultados, com divulgações esperadas de Netflix, SpaceX, Meta, Tesla, Newmont, BHP, Verizon, Lockheed Martin e NextEra ao longo da semana.


IFIX

O Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão de sexta-feira aos 3.939,94 pontos, com queda de 0,41%.


Após valorizar mais de 5% na semana anterior, impulsionado pelo fechamento das curvas de juros após o 1º turno das eleições, o IFIX recuou 1,22% na última semana. Entendemos que o movimento refletiu uma realização de lucros após o rali recente, em meio à reabertura da curva doméstica nos últimos dias, diante das incertezas eleitorais ainda presentes e de seus possíveis impactos sobre a condução da política fiscal nos próximos anos.


A sessão de sexta-feira foi marcada por desempenho negativo entre os principais segmentos do mercado. Os fundos de recebíveis recuaram 0,13%, enquanto os FIIs de tijolo registraram queda de 0,52%. Entre os segmentos de tijolo, as lajes corporativas avançaram 0,19%, ao passo que os fundos de shoppings e os ativos logísticos recuaram 0,43% e 0,58%, respectivamente. Já os fundos híbridos apresentaram baixa de 0,48%, enquanto a categoria multiestratégia/FOF caiu 1,02%.


Entre os destaques positivos do pregão de sexta-feira, sobressaíram MFII11 (+2,7%), PVBI11 (+2,0%) e BCRI11 (+2,0%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por RZTR11 (-4,5%), MCRE11 (-3,5%) e VGHF11 (-2,8%).

Economia

Na China, o PIB cresceu 4,5% no 3º trimestre em relação ao mesmo período de 2025, acima da expectativa de mercado (4,4%), sustentado pelas exportações. Com isso, a economia acumula crescimento de 4,6% no ano, em linha com a meta oficial de 4,5% a 5%. O resultado reduz a pressão por estímulos mais agressivos para o cumprimento da meta anual, embora a demanda doméstica siga fraca. Na Europa, os protestos contra o alto custo de vida na França se intensificaram no fim de semana e se espalharam para Bélgica, Itália e Portugal.


No Brasil, Lula e Flávio Bolsonaro participaram ontem do primeiro debate do segundo turno. O último debate está marcado para 23 de outubro, dois dias antes da votação.


Na agenda internacional desta semana, destaque para os PMIs preliminares de outubro nas principais economias. No Brasil, o principal indicador será o IPCA-15 de outubro. Esperamos desaceleração do índice cheio na margem, mas deterioração adicional nos serviços e nos núcleos. A FGV divulgará ainda o IGP-10 de outubro.



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ECONOMIA

1. PIB da China cresce 4,5% no 3º trimestre, sustentado pelas exportações


RENDA FIXA:

1. De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa


ALOCAÇÃO E FUNDOS

1. Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias


ESG

1. China propõe controle de exportação de tecnologias solares | Café com ESG, 19/10

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Equipe Expert | XP Research

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