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18 de setembro de 2026 Morning Call | Bolsas hoje: produção industrial nos EUA no radar Ouça o áudio do Morning Call XP no Spotify |
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IbovespaO Ibovespa encerrou a quinta-feira em alta de 0,2%, aos 185.992 pontos, após chegar a cair 1,2% durante a sessão. A volatilidade refletiu o aumento de preocupações fiscais, mas o índice se recuperou com a melhora do ambiente externo e o fechamento na curva de juros. Os investidores também repercutiram a alta de 25 bps dos juros pelo Fed e o corte de 25 bps da Selic pelo Copom, para 13,75% ao ano.
Na ponta positiva, YDUQS (YDUQ3, +3,07%) liderou os ganhos, beneficiada pelo fechamento na curva de juros. Já a CSN Mineração (CMIN3, -5,59%) registrou a maior queda, em meio às preocupações com o impacto dos custos elevados de frete marítimo sobre suas margens.
Renda FixaOs juros futuros encerraram ontem em queda. Nos EUA, após a alta de juros, as taxas recuaram com a redução das preocupações inflacionárias associadas ao petróleo. A T-note de 2 anos caiu para 4,67% (-6 bps), a T-note de 10 anos para 4,93% (-9 bps) e o T-bond de 30 anos para 5,28% (-7 bps). No Brasil, os DIs tiveram alta inicial refletindo preocupações fiscais e a realização de um leilão robusto de títulos prefixados pelo Tesouro Nacional. Contudo, o movimento perdeu força com o encerramento do leilão e melhora do cenário internacional, levando a uma redução dos prêmios. O DI jan/27 fechou em 13,56% (-3 bps), o DI jan/29 recuou para 13,82% (-5 bps) e o DI jan/31 encerrou a 14,04% (-3 bps). A NTN-Bs encerrou com a B29 a 7,41% (vs. 7,51%), a B35 a 7,66% (vs. 7,68%) e a B50 a 7,40% (estável). Mercados globaisNesta sexta-feira, os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: +0,2%; Nasdaq 100: +0,4%), sustentados pela continuidade da recuperação da véspera e pela queda dos preços do petróleo. Na Europa, o Stoxx 600 opera em queda de 0,8%, pressionado pelos setores de automóveis e recursos básicos. Na Ásia, os mercados fecharam majoritariamente em alta, impulsionados por semicondutores: o Kospi (Coreia) subiu 2,7%, o Nikkei 225 (Japão) ganhou 0,6%, enquanto na China o CSI 300 fechou em alta de 1,1% e o Hang Seng avançou 0,6%. O mercado acompanha a terceira sessão consecutiva de queda do petróleo, depois que a Arábia Saudita teria se oferecido para enviar volumes adicionais de bruto pelo Estreito de Ormuz na sequência do ataque a um oleoduto, compensando a preocupação com os novos confrontos entre Riad e os houthis do Iêmen. O Brent recua 1,3%, para próximo de US$ 100/barril. A retomada do apetite por risco foi liderada pelas ações ligadas à inteligência artificial, com Nvidia subindo 2,5% e Intel avançando 7,7% na véspera. IFIXO Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou a quinta-feira (17) em alta de 0,13%, aos 3.747,47 pontos, influenciado pelo ambiente externo favorável à tomada de risco e um quadro eleitoral que volta a apontar para uma maior chance de vitória da oposição nas eleições presidenciais de outubro. Os ganhos foram disseminados entre os principais segmentos do mercado. As lajes corporativas lideraram as altas do dia, com valorização de 0,32%, seguidas pelos ativos logísticos (+0,31%). Os fundos de tijolo avançaram 0,18% no agregado, enquanto o segmento de multiestratégia/FOFs registrou alta de 0,12%. Os fundos híbridos também encerraram a sessão no campo positivo (+0,12%), ao passo que os fundos de recebíveis apresentaram ganho mais moderado (+0,08%). Os fundos de shoppings foram o único segmento a registrar desempenho negativo, com recuo de 0,06%. Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram TOPP11 (+1,8%), PCIP11 (+1,3%) e KCRE11 (+1,3%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por VGRI11 (-2,0%), MFII11 (-1,7%) e MCRE11 (-1,3%). EconomiaO Banco do Japão (BoJ) elevou sua taxa básica de juros em 25 pontos-base, para 1,25% ao ano, o maior nível desde abril de 1995, em uma decisão com dissidência de 7 votos a 2. No Reino Unido, o Banco da Inglaterra manteve os juros em 3,75%, mas adotou comunicação mais dura diante do choque de energia, projetando inflação acima de 4% no início de 2027. Nos Estados Unidos, os pedidos de seguro-desemprego caíram para 196 mil, embora o dado possa estar distorcido por fatores sazonais. No comércio internacional, os EUA devem adiar o anúncio de novas tarifas contra a China para depois da cúpula entre Trump e Xi. No Brasil, o governo anunciou reajuste do Bolsa Família a partir de outubro, elevando o piso de R$ 600 para R$ 691, com impacto fiscal adicional de R$ 5,8 bilhões em 2026 e R$ 22,7 bilhões em 2027. Além disso, novas medidas para enfrentar o endividamento das famílias estão em estudo, em um cenário no qual a inadimplência bancária atingiu máxima histórica. Na agenda, a produção industrial dos Estados Unidos será destaque no dia de hoje. No Brasil, não haverá nenhuma divulgação prevista de indicadores econômicos relevantes. O Morning Call XP também está no YouTube, com participação dos nossos especialistas, ao vivo. Clique aqui e assista à transmissão de hoje! ECONOMIA 1. Governo reajusta Bolsa Família; cenário externo segue marcado por riscos inflacionários EMPRESAS 1. Petrobras (PETR4) | Visão preliminar do 3T26: contendo a volatilidade dos preços 2. TOTVS (TOTS3) | temores com IA, fundamentos intactos 3. Metais e Mineração | demanda doméstica por aço continua sendo a principal incógnita 4. Axia Energia (AXIA3) | a tempestade antes da calmaria? RENDA FIXA: 1. De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa ALOCAÇÃO E FUNDOS 1. Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias ESG 1. Efeito da guerra dos preços de novos carros chineses no mercado brasileiro se amplia | Café com ESG, 18/09
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