Morning Call | Bolsas hoje: petróleo em foco com escalada das tensões entre EUA e Irã

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21 de agosto de 2026

Morning Call: Bolsas hoje: petróleo em foco com escalada das tensões entre EUA e Irã

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Ibovespa

O Ibovespa encerrou o pregão de quinta-feira (20) em alta de 0,06%, aos 167.927 pontos, praticamente estável em relação ao fechamento anterior. O resultado foi uma divergência marcada entre exportadores, que fecharam no positivo, e domésticos, que fecharam no negativo, limitando o índice a um ganho tímido.

Na ponta positiva, Marcopolo (POMO4, +6,46%) avançou depois de aprovar o pagamento de dividendos de R$ 0,13 por ação e um novo programa de recompra de até 49 milhões de ações preferenciais.

Por outro lado, Gerdau (GGBR4, -3,44%) recuou, reagindo ao anúncio de um acordo preliminar entre Estados Unidos (EUA) e Canadá para reduzir tarifas sobre o aço canadense, o que acendeu o temor de maior concorrência de aço no mercado americano.

Renda Fixa

Os juros futuros encerraram a quinta-feira em alta. Nos EUA, a T-note de dois anos encerrou a 4,18% (+2bps), a T-note de 10 anos a 4,70% (+5bps) e o T-bond de 30 anos a 5,25% (+6bps). O mercado voltou a pressionar os rendimentos dos títulos americanos após avaliar que o programa de recompra de Treasuries anunciado pelo Tesouro dos EUA tem alcance limitado frente ao volume da dívida pública, que ultrapassou US$ 40 trilhões, enquanto declarações divergentes de dirigentes do Federal Reserve, o banco central americano, mantiveram as incertezas sobre a trajetória dos juros. No Brasil, o DI jan/27 encerrou a 13,73% (+1bp), o DI jan/29 a 14,28% (+8bps) e o DI jan/31 a 14,58% (+8bps). Apesar da ausência de gatilhos domésticos relevantes, as taxas locais foram pressionadas pela piora do cenário internacional e pela alta do petróleo, embora o mercado continue projetando espaço para um novo ajuste de 25 bps na Selic. A curva NTN-B recuou levemente, com a NTN-B 2029 a 8,00% (vs. 8,05%), a NTN-B 2035 a 7,96% (vs. 7,97%) e a NTN-B 2050 a 7,55% (vs. 7,54%)..

Mercados globais

Nesta sexta-feira (21), os futuros nos EUA operam em leve alta (S&P 500: +0,3%; Nasdaq 100: +0,6%), com os investidores à espera de mais detalhes do plano de guerra econômica de Donald Trump contra o Irã e ainda pouco convencidos de que a ampliação das recompras de títulos pelo Tesouro basta para conter os juros longos. Na Europa, o Stoxx 600 opera próximo da estabilidade, em alta de 0,2%, impulsionado principalmente pelos setores de mineração e bancos. Na Ásia, os mercados fecharam majoritariamente em alta: o Kospi (Coreia) subiu 0,9%, o Nikkei 225 (Japão) subiu 0,8%, enquanto na China o CSI 300 avançou 0,6% e o Hang Seng ganhou 1,2%.


O mercado segue dominado pela pressão nos Treasuries. A escalada dos juros longos pressionou as ações ligadas a inteligência artificial, como Nvidia e SpaceX. No campo geopolítico, o Brent segue próximo de US$ 93/barril, sustentado pela ameaça de Trump de impor consequências econômicas a qualquer país que negocie com o Irã, o que coloca a China no centro das atenções; o secretário Scott Bessent detalha o plano de isolamento de Teerã na segunda-feira. Os investidores também direcionam o foco para os PMIs preliminares e resultados da Nvidia na próxima semana.

IFIX

O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão desta quinta-feira em queda de 0,93%, aos 3.647,48 pontos.


A pressão sobre o índice foi disseminada entre os principais segmentos do mercado. Os fundos híbridos registraram a maior queda do dia (-1,79%), seguidos pelo segmento de multiestratégia/FOFs (-1,18%) e pelos fundos de recebíveis (-0,82%). Os fundos de tijolo recuaram 0,70%, pressionados principalmente por ativos logísticos (-0,80%), lajes corporativas (-0,72%) e shoppings (-0,29%).


Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram CACR11 (+11,6%), VRTM11 (+1,6%) e TOPP11 (+1,3%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por TRXF11 (-5,4%), TGAR11 (-5,1%) e MCRE11 (-4,8%).

Economia

Os Estados Unidos anunciaram que irão intensificar a pressão econômica sobre o Irã, com novas sanções previstas para serem detalhadas na próxima semana. A ausência de avanços diplomáticos e as incertezas no Estreito de Ormuz levaram o petróleo à quinta sessão consecutiva de alta.


Na Zona do Euro, o PMI Composto subiu para 52,1 em agosto, ante 52 em julho, o maior nível desde novembro. As pressões de preços continuaram arrefecendo, mas a inflação ainda em 2,9% mantém a expectativa de alta de 25 pontos-base nos juros pelo BCE em setembro.


No mercado de trabalho americano, os pedidos de auxílio-desemprego recuaram e permaneceram em níveis baixos, reforçando a leitura de estabilidade, apesar da moderação recente das contratações.


No Brasil, o governo ampliou o programa Move Brasil – Táxi e Aplicativos, elevando o teto de financiamento para R$ 200 mil e expandindo o número de veículos elegíveis.


Na China, as importações cresceram 22% nos primeiros sete meses do ano, refletindo os esforços de Pequim para ampliar a abertura comercial. Ainda na Ásia, a inflação subjacente ganhou força no Japão, reforçando as expectativas de alta de juros pelo BoJ (banco central) em setembro, enquanto os preços ao produtor recuaram na Coreia do Sul.

A agenda de hoje está vazia, nenhum indicador relevante a ser divulgado no Brasil ou no exterior.



O Morning Call XP também está no YouTube, com participação dos nossos especialistas, ao vivo. Clique aqui e assista à transmissão de hoje!


ECONOMIA

1. EUA intensificam pressão sobre o Irã e fim do conflito parece estar mais distante


EMPRESAS

1. Randoncorp & Frasle Mobility: ventos favoráveis de curto prazo sustentam a receita da Randoncorp em julho de 2026


RENDA FIXA:

1. De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa


ALOCAÇÃO E FUNDOS

1. Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias


ESG

1. Nissan e Stellantis estudam entrar no mercado brasileiro de veículos elétricos | Café com ESG, 21/08


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Ou CXSE3, ou BBSE3: qual é a melhor para dividendos?

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Resultados do 2T26: por que a temporada foi fraca no Brasil? | Expert Drops

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 20 de agosto de 2026

Mais uma temporada de resultados se encerrou no Brasil e, na visão dos estrategistas da XP, o 2º trimestre de 2026 das empresas nacionais foi fraco. A surpresa positiva de lucros atingiu o menor nível da série histórica da casa (desde o 1º trimestre de 2023). Em termos de reação de mercado, a temporada apresentou um quadro significativamente negativo, com reação média de -1,3% no dia seguinte à divulgação.


Enquanto isso, nos Estados Unidos, a divulgação dos balanços corporativos segue a todo vapor, com Alibaba, Baidu, BHP e Target na lista dos que reportaram seus números durante a semana.


Nossos analistas também estiveram no Rio de Janeiro para participar da 3ª edição da XP CEO Conference, onde conversaram com o alto escalão das empresas e centenas de investidores. Reunimos os destaques do evento.


Confira esses e outros temas nesta Expert Drops. Toda semana, trazemos recomendações e análises para te ajudar na sua jornada de investimentos. Conte conosco e até a semana que vem!

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DESTAQUES

Resultados do 2º trimestre de 2026: uma fraca temporada no Brasil

A temporada de resultados do 2º trimestre de 2026 chegou ao fim no Brasil e, em nossa visão, foi marcada por balanços fracos, com a parcela de surpresas positivas permanecendo em níveis historicamente baixos. Em comparação com o trimestre anterior, as tendências de receita melhoraram levemente, com uma parcela maior de surpresas positivas. Em contrapartida, as tendências de EBITDA e lucro líquido pioraram.

Alibaba, Baidu, BHP e mais: análises dos resultados internacionais

As companhias americanas seguem na esteira de divulgação de resultados. Nesta semana, Alibaba, Baidu, BHP e Target figuraram entre os nomes que reportaram os números referentes ao 2º trimestre de 2026.

XP CEO Conference 2026

A 3ª edição da XP CEO Conference no Rio de Janeiro trouxe diversos insights sobre as principais empresas da Bolsa brasileira. Confira o que foi discutido com executivos de diferentes setores durante o evento.

Eleições no Brasil: o que esperar dos FIIs?

As eleições presidenciais e estaduais no Brasil se aproximam. Em 4 de outubro, ocorrerá o 1º turno das eleições gerais, momento em que os investidores geralmente antecipam maior volatilidade nos mercados brasileiros devido às incertezas políticas no país. Este estudo lança um olhar sobre o comportamento de mercado dos fundos imobiliários (FIIs), representado pelo IFIX, e das três principais classes de fundos que o compõem durante anos eleitorais.

VEJA TAMBÉM

Nova metodologia do ISE: o que você precisa saber

Recentemente, a B3 publicou a nova metodologia para o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), concluindo um processo de revisão que visa alinhar o índice às evoluções da agenda ESG, ao mesmo tempo que incorporando os feedbacks do mercado. Neste relatório, destacamos as principais alterações e suas potenciais implicações para empresas e investidores.

Como andam nossos vizinhos | Inflação recente alivia, mas bancos centrais mantêm cautela

No cenário global, os dados recentes de inflação trouxeram algum alívio, reduzindo a pressão sobre os principais bancos centrais. Ainda assim, consideramos cedo para declarar vitória sobre a inflação. No Brasil, a inflação e os dados de atividade surpreenderam para baixo recentemente, suscitando dúvidas sobre uma desaceleração da economia antes do esperado. Choques de oferta e expectativas acima da meta ainda justificam uma pausa no ciclo de juros. Porém, se a inflação corrente seguir benigna, o Copom pode retomar cortes graduais nos próximos meses.

Reduzir limite de despesas no arcabouço demanda reformas estruturais

A mudança nos parâmetros do arcabouço fiscal não é uma discussão nova. É preciso realizar um ajuste fiscal mais equilibrado, com maior contribuição da redução das despesas ao longo do tempo, o que demanda mudanças no desenho da regra fiscal vigente. Neste relatório, apresentamos diferentes cenários para os parâmetros de crescimento do limite de despesas do arcabouço fiscal.

APRENDA A INVESTIR

Ebitda? Sigla em inglês para Earnings Before Interests, Taxes, Depreciation and Amortization, ou em português Lucro antes dos Juros, Impostos, Depreciação e Amortização (LAJIDA), é um indicativo do potencial de geração de caixa operacional da empresa, sem levar em consideração os efeitos de receitas e despesas financeiras, impostos, depreciação e amortização.

AGENDA



Segunda-feira, 24 de agosto


Brasil

8:25 Boletim Focus


Terça-feira, 25 de agosto

Estados Unidos
11:00 Confiança do consumidor


Quarta-feira, 26 de agosto

Brasil
9:00 IPCA-15

Estados Unidos
9:30 PCE
9:30 PIB



Quinta-feira, 27 de agosto

Estados Unidos
9:00 Simpósio de Jackson Hole
9:30 Pedidos de auxílio-desemprego

Zona do Euro
8:30 Relatório do BCE sobre reunião de política monetária

Sexta-feira, 28 de agosto

Brasil
8:00 IGP-M
14:30 Caged

Estados Unidos
9:00 Simpósio de Jackson Hole

VÍDEOS

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