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Boa tarde, Dropper! |
Na coluna ‘Ferrou’ de hoje: o cofundador da Anthropic, Chris Olah, ameaçou se retirar do lançamento da encíclica do Papa Leão XIV sobre IA após ficar sabendo que o líder supremo da Igreja Católica rejeitou a ideia de que o Claude é consciente. A encíclica, intitulada Magnifica Humanitas, declara que a humanidade jamais deve ser substituída ou superada. #ClaudeChateado. |
No AiDrops de hoje, repetindo a palavra IA trocentas vezes: |
• a16z: o 1% pagando a conta da inteligência • Airbnb: negando a hospedagem dos agentes • Trending: decision-models • Beam: o gigante open americano • IA Like a PRO: Testando o JEV |
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ASSINATURAS |
a16z: o 1% pagando a conta da inteligência |
TL;DR: Menos de 1 em cada 20 americanos paga por IA, e quem paga gasta de forma muito desigual. |
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A IA tem uma missão: dominar o mundo, substituir profissões e reorganizar a economia. A IA tem um obstáculo: convencer o grande público a ajudá-la a chegar lá! A sétima edição do Top 100 Gen AI Consumer Apps mostra que menos de 1 em cada 20 americanos paga por ferramentas de inteligência artificial. |
Os top 10 consumer AI apps por receita mensal: OpenAI » Anthropic » Canva » Superhuman » Higgsfield » Replit » Suno » Lovable » Perplexity » ElevenLabs. Detalhe: tráfego não é receita. 29 das 50 empresas que mais faturam com consumidores nem aparecem nos rankings de acessos. |
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Apesar de só 4,5% dos usuários de IA nos EUA pagarem por alguma assinatura, esse valor já é o dobro do ano passado. Mas até dentro dessa fatia que abre a carteira tem muita diferença: |
O 1% que mais gasta desembolsa em média US$ 903 por mês.
O gasto mediano dos pagantes fica em US$ 25.
O grupo que mais consome (top 1%) concentra 19,5% do gasto.
O que menos consome (bottom 50%) concentra 16,6%.
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Quem são os gastadores? Gente usando IA para desenvolver produtos, automatizar tarefas e criar conteúdo. Ferramentas como n8n, Manus, Higgsfield e HeyGen aparecem com mais frequência. |
E como é a arrecadação? A gigantesca maioria das empresas (84%) monetiza por assinaturas, enquanto 14% apostam em anuncios e 2% em taxas de transação ou plataforma. |
A próxima disputa é colocar a IA na rotina de quem nunca pagaria por ela. E, se a conta vier de anúncios ou comissões, confiar no assistente vai exigir saber quem está pagando pela recomendação. |
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IA POR AÍ |
→ JEPA-Anything, um novo modelo universal de mundo, derivado da ideia de Lecun, para física, biologia, medicina e outros. |
→ Pinterest está usando IA para transformar seus pins de beleza em um plano de ação para que você chegue com o plano pronto no salão. |
→ Kandinsky Lab liberou uma família de modelos que gera clipes de 5s com áudio sincronizado (lip-sync, efeitos e música) a partir de texto ou imagem. |
→ Mistral lançou o gigante "Le Chonk", um modelo de geração de texto com 1 trilhão de parâmetros e alto desempenho em benchmarks. |
→ USP combinou algoritmo dos anos 90 e redes neurais modernas para criar o TITAN-LSTM, um sistema para alertar sobre rotas de tempestade 30 min antes. |
→ Nolla Health se tornou a primeira startup com permissão para receitar remédios (somente para acne) de IA sem passar por médicos humanos. |
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AGENTES |
Airbnb: negando a hospedagem dos agentes |
TL;DR: O Airbnb não vai deixar agentes de IA externos reservarem hospedagens, mas aposta na própria IA para não virar só um banco de dados. |
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Você pode até deixar um agente de IA comprar sua passagem de avião. Mas, se depender de Brian Chesky, ele não vai escolher onde você dorme. O CEO do Airbnb disse que a plataforma “provavelmente não” vai deixar agentes externos, como o Muse, Grok ou Dots fazerem reservas pelos usuários. Mas por quê? |
O motivo declarado: planejar a viagem é parte da diversão, fazer as buscas, adicionar filtros e se imaginar naquela mansão que não conseguiria comprar.
O motivo não-declarado: perder o relacionamento com o consumidor que a empresa passou anos construindo e, de repente, é substituída por um chatbot que não se importa com o design.
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O Airbnb não é o primeiro. A Amazon puxou a fila quando bloqueou os agentes de IA de realizarem compras no seu e-commerce, o eBay os proibiu de darem lance pelos seus donos e a Chewy fechou a porta para os agentes tentando comprar pelos pais de pet. |
O medo do mercado é que essas plataformas percam relevância. Mesmo vendendo, quem compra deixa de ser o consumidor e passa a ser um agente que ignora marca, design e experiência, e só olha preço, oferta e confiança. Desde a chegada do Muse, Booking caiu 17,7%, Expedia 11%, Airbnb 10,7% e TripAdvisor 8,8%. |
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Mas se engana quem acha que o Airbnb pretende ficar longe da inteligência artificial. Só na semana passada, a plataforma anunciou: |
→ Busca com IA: pesquisa por texto ou voz, com filtros que se ajustam ao pedido. → Comparação inteligente: resumos e reviews feitos por IA para comparar imóveis da lista de desejos. → Guias de bairro: páginas com dicas de onde comer e o que fazer, baseadas em reviews. |
O grande medo de qualquer plataforma online hoje é se tornar somente um banco de dados para agentes fazerem consultas e tomarem decisões por seus "chefes". Mesclar IA com experiência talvez seja a melhor saída para não cair nesse limbo. |
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TRENDING |
O crescimento dos "decision-models" |
Nem toda tarefa de IA precisa de um modelo gigante. Às vezes, basta escolher a próxima etapa certa. É essa a lógica dos “decision models”. |
Quem puxou a fila foi a TypeSafe com o lançamento do Jev: um modelo que em vez de gerar texto, escolhe entre opções predefinidas e diz o quanto confiam na escolha. |
A Amazon entrou na onda com o Strands Decider 2B.
A Cloudflare foi para o mesmo caminho com o Clef.
O Qwen deu origem ao Kef.
Até a OpenAI entrou na onda com a Decisions API. |
No meio de tanto LLM de trilhões de parâmetros, por que esse novo tipo de IA funciona? Com chips e memória disputados a tapa e a conta de infraestrutura engolindo o faturamento dos labs, usar um LLM completo em cada passo de um agente virou luxo. Um “decisor” responde com mais previsibilidade, menos latência e a uma fração do custo. |
Dezenas de modelos parecidos já surgiram, e criar um custa centenas ou milhares de dólares. Em breve um Jev vibe-codado estará na app store mais perto de você. |
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MODELOS |
Beam: o gigante open americano |
TL;DR: A Reflection lançou o Beam, o modelo aberto mais capaz feito fora da China. |
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Vivendo o dilema de querer um modelo aberto, mas não querer abrir mão de ele ser americano? A Reflection preparou uma resposta e lançou o Beam, que já nasce como o modelo aberto mais capaz feito fora da China - e chega para brigar com DeepSeek e Qwen. |
Fundada em 2024 por ex-pesquisadores do Google DeepMind (um deles ajudou a criar o AlphaGo), a startup com 60 funcionários levantou US$ 2 bilhões em 2025, a um valuation de US$ 8 bilhões. Agora, já é avaliada em US$ 25 bilhões pré-money, mais que o triplo em um ano. |
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O Beam combina bom desempenho em agentes, raciocínio eficiente e 500 bilhões de parâmetros para ser um modelo aberto “pau para toda obra” para empresas, governos e desenvolvedores. A aposta da Reflection não é ter o modelo mais forte, e sim o mais eficiente: |
Leve para o tamanho: dos 501 bilhões de parâmetros, só 23 bilhões são ativados por vez, o que mantém o custo de uso baixo.
Mesmo resultado, menos máquina: em tarefas de raciocínio, empata com o chinês GLM 5.2 usando de três a quatro vezes menos computação.
Feito para trabalhar: o foco é programação, raciocínio e agentes, para empresas que querem automatizar sem estourar o orçamento.
Aberto de verdade: os pesos saem ainda este mês sob licença Apache 2.0, que permite uso comercial livre.
Em programação: o Beam lidera o SWE Bench Verified (80,9) e fica colado nos chineses no DeepSWE (44,4, contra 44 do GLM 5.2 e 51 do Qwen 3.8 Max) e no Terminal Bench (80,1, contra 81 do GLM)
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Para chegar, lá o custo do treinamento não foi pequeno, ainda mais considerando 10.500 GPUs da Nvidia rodando sem parar por um mês. E a Reflection já tem compromissos de US$ 6 bilhões com a SpaceXSI para rodar novos modelos no Colossus 2 - o "pequeno" data center de 946 MW (ou 1 GW para fins de marketing). |
O Beam ainda não está no topo dos modelos abertos e fica atrás de chineses como o Kimi K3. Mas é o primeiro open-weight americano a chegar perto, e a Artificial Analysis diz que ele deve estar entre os mais eficientes em tokens para o seu nível de inteligência. |
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AI LIKE A PRO |
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Falando em Decision Models e em economia de tokens, enviamos o nosso emissário-especialista-curioso de inteligência artificial, @Lucas Bitt, para testar o modelo mais badalado do momento: JEV! |
O decision-model criado pelo ex-OpenAI, Diogo Almeida (que apesar do nome, não é brasileiro), tem menos de um mês de vida e já: |
É usado por 1 a cada 4 empresas da Fortune 500, ou seja, 125 das maiores empresas do mundo na carteira de clientes.
Alcançou quase 13% dos times pagantes em 24 horas, mais que o dobro de qualquer lançamento anterior.
Mais de 150.000 inscritos na lista de espera no dia do lançamento, sem nenhum orçamento de mídia paga.
Recebeu ofertas de investimento a um valuation de US$ 10 bilhões, quase 50x mais que o valuation anterior.
Chegou aos US$ 100 milhões de receita anualizada em UMA SEMANA!
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O Jev quer assumir aquele pedaço do trabalho em que alguém precisa olhar uma informação e decidir o que fazer com ela: Esse cliente está prestes a cancelar? Qual vendedor deve receber esse lead? Esse chamado pode esperar até amanhã? |
Bora aprender a usar esse novo fenômeno da IA? |
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DROPPED BY LOCAWEB CLOUD |
Seu prompt pode estar carregando mais do que deveria |
Você faz a chamada para o LLM e ele entrega a resposta. Mas e quando o payload leva junto nomes, CPFs ou dados sensíveis para um modelo internacional sem sanitização? Mandar dados sem governança é o caminho mais rápido para furar a LGPD. O Locaweb Cloud entrega infraestrutura de baixa latência e soberania pra rodar middlewares de anonimização e orquestrar IAs com controle no Brasil. Veja como aqui → |
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DROP LIKE IT'S HOT |
[para calcular] quais labs de IA oferecem mais valor por assinatura. |
[para se divertir] com desenhos de crianças ganhando vida com IA. |
[para decifrar] o GPT-6 Astra decifrou uma mensagem codificada de um dos generais de Napoleão que permanecia indecifrada há 217 anos. |
[para sobreviver] à era da IA com os conselhos do homem mais rico do mundo. |
[para tocar] o Claude Opus 5.5 compôs uma fuga no estilo de Bach. |
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