Lula e Flávio Bolsonaro trocam acusações em debate da Band

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19 de outubro de 2026

Lula e Flávio Bolsonaro trocam acusações em debate da Band

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Foto: Marina Uezima / Brazil Photo Press via AFP

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) protagonizaram um debate marcado por acusações de corrupção, ataques pessoais e provocações envolvendo familiares na noite deste domingo, na Band. No primeiro confronto televisivo entre os candidatos ao segundo turno, os dois evitaram responder a perguntas sobre investigações que atingem pessoas próximas. Flávio explorou as suspeitas envolvendo a lobista Roberta Luchsinger e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, investigados pela Polícia Federal por suspeitas de corrupção e tráfico de influência. O senador questionou o presidente sobre sua relação com a empresária, que anunciou a intenção de fazer uma delação premiada. Lula respondeu que a PF terá liberdade para investigar qualquer pessoa, inclusive seu filho. O petista, por sua vez, cobrou explicações sobre os R$ 134 milhões que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro teria destinado ao financiamento do filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro. Flávio não esclareceu o destino dos recursos e limitou-se a dizer que Lula iria gostar do filme. O debate também registrou manifestações da plateia, que exigiram intervenções dos mediadores para restabelecer a ordem. (Folha)

Lula desafiou o senador Flávio Bolsonaro a divulgar seus dados bancários e telefônicos, assim como os de seus familiares. O desafio foi feito no terceiro bloco do confronto, em meio a uma troca de acusações de corrupção entre os candidatos. O presidente propôs que os dois candidatos e suas famílias submetessem as informações à Justiça antes do segundo turno, para permitir que os eleitores avaliassem as suspeitas levantadas durante a campanha. Flávio respondeu que não tem nada a esconder, mas não afirmou expressamente se aceitaria a proposta. Em vez disso, acusou Lula de movimentar recursos financeiros fora de suas contas bancárias. (CNN Brasil)

Veja o que foi verdade, mentira ou exagero no debate da Band. (Aos Fatos)

Confira os principais momentos do confronto entre os candidatos. (BBC Brasil)

O marqueteiro de Lula, Sidônio Palmeira, abordou Flávio Bolsonaro durante um dos intervalos do debate presidencial da Band. Gesticulando e questionando o senador, Sidônio reclamou da estratégia do candidato de se posicionar atrás do presidente enquanto Lula respondia às perguntas. A movimentação de Flávio, no entanto, não contrariava as regras do debate, que permitiam aos candidatos circular pelo palco. (Globo)

Cada grupo viu o debate sob sua ótica. Como conta Malu Gaspar, os eleitores acompanhados pelo comando da campanha petista consideram a postura de Flávio Bolsonaro “infantil” e “desrespeitosa” com o presidente “idoso”. Já o entorno do candidato do PL viu a performance de Lula como “raivosa” e “confusa”. (Globo)

Os eleitores acompanhados pelo cientista político Renato Dorgan, CEO do instituto Travessia, viram o debate como “decepcionante”, “triste”, “vergonhoso”, “infeliz”, “irresponsável”, “uma piada”. Para eles, faltou qualidade e sobrou baixo nível nas discussões entre os dois candidatos. (Estadão)

Josias de Souza: “Flávio Bolsonaro encenou Pablo Marçal. Estava ensaiado para lacrar, não para debater ideias. Produziu recortes em série. E estragou os vídeos alheios. Fez caras e bocas atrás de Lula enquanto ele falava. Desviou das perguntas com provocações. O adversário caiu na cilada. Pior: desestabilizou-se no primeiro round”. (UOL)

O debate alcançou 5,39 milhões de aparelhos conectados simultaneamente ao canal oficial da Band no YouTube.Os números se referem exclusivamente à transmissão da Band no YouTube e não incluem a audiência da televisão aberta ou de outras plataformas. (Poder360)

Enquanto isso... Pesquisa BTG/Nexus (íntegra) divulgada nesta manhã indica que a disputa ficou ainda mais acirrada. Nos votos válidos, Flávio Bolsonaro aparece com 50,3%, contra 49,7% de Lula. O levantamento mostra ainda que 50,5% dos eleitores dos candidatos eliminados no primeiro turno migraram para senador do PL e 32,4% para o presidente. Entre quem não votou no primeiro turno, 49,3% preferem Lula e 44,1% vão com Flávio. (Meio)

Duelo

Spacca

Flávio Bolsonaro reuniu cerca de 72 mil apoiadores na Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo, a uma semana do segundo turno da eleição presidencial. A estimativa é do Monitor do Debate Político do Cebrap e da ONG More in Common, que utilizaram imagens aéreas e inteligência artificial para calcular o público. A manifestação ocupou vários quarteirões da avenida e ruas adjacentes, provocando bloqueios no trânsito e o fechamento temporário de uma estação de metrô. Ao lado da mulher, Fernanda, o senador voltou a mencionar o pai, Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. Flávio afirmou que, caso vença a eleição, receberá a faixa presidencial das mãos do ex-presidente. (Folha)

Apoiadores do presidente Lula realizaram manifestações em diversas capitais brasileiras neste domingo. Os atos, organizados como parte da campanha “Bora Virar”, reuniram movimentos sociais, militantes e artistas em uma mobilização para ampliar o apoio à reeleição do petista. No Rio de Janeiro, manifestações ocorreram no Centro e na praia de Copacabana, onde artistas como Caetano Veloso, Djavan, Marina Sena e Chico César participaram de um evento musical. Em Salvador, uma caminhada entre Ondina e o Farol da Barra reuniu nomes como Daniela Mercury, Gilberto Gil, entre outros artistas. Também houve atos em Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre e Florianópolis. Lula não participou das manifestações. (g1)

A empresária e lobista Roberta Luchsinger afirmou que pretende negociar um acordo de delação premiada com a Justiça e que não poupará o presidente Lula nem seu filho Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. Em entrevista à CNN Brasil, divulgada neste sábado, ela disse estar disposta a colaborar integralmente com as investigações da Polícia Federal. Roberta e Lulinha são investigados por suspeita de tráfico de influência no governo federal. A lobista disse ter informações sobre conversas, encontros e projetos que não aparecem nas mensagens de WhatsApp analisadas pelos investigadores. (CNN Brasil)

A Polícia Federal encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma nova investigação envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL) por suspeitas de lavagem de dinheiro relacionadas ao advogado Willer Tomaz. O inquérito chegou à Corte em 8 de outubro e foi distribuído por sorteio ao ministro Alexandre de Moraes. A investigação surgiu a partir de provas reunidas pela PF em um inquérito sobre plataformas de pagamento digital e o mercado de apostas esportivas. (Estadão)

Mariliz Pereira Jorge: “Flávio Bolsonaro é, sem esforço, o Bolsonaro mais corrupto na linhagem inteira. Mas o verdadeiro terror que acompanha Flávio Bolsonaro de mãos dadas não é desvio de verba. É a ligação crônica, antiga, profunda com a milícia”. A análise completa no De Tédio a Gente não Morre. (Meio)

Pelo menos 2.400 pessoas foram presas na França ao longo do fim de semana em meio a protestos violentos contra a alta do custo de vida e a má qualidade das escolas públicas de ensino médio. Além dos confrontos entre manifestantes e policiais, houve saques de lojas e depredação de patrimônio público. O presidente culpou ativistas de extrema esquerda pela violência, mas não comentou os motivos alegados para os protestos. (AP)

Domingo, o país escolhe quem governa pelos próximos quatro anos, e o trabalho do Meio não muda com o resultado. Há dez anos, o Meio não diz a ninguém o que aquece o coração; diz o que ajuda a entender o Brasil como ele é, com a mesma régua para quem ganhar e para quem perder. É esse jornalismo que os assinantes do Meio Premium sustentam, por R$ 15 por mês e sem fidelidade. Seu lugar é o Meio. Assine.

Viver

O papa Leão XIV, de 71 anos, fez neste domingo sua primeira aparição pública desde que passou por uma cirurgia para a retirada de um tumor no pulmão. Da janela do Palácio Apostólico, no Vaticano, o pontífice conduziu a tradicional oração do Angelus diante dos fiéis reunidos na Praça de São Pedro. Leão XIV recebeu alta no sábado, após passar quatro dias internado no Hospital Gemelli, em Roma. Durante a cirurgia, os médicos retiraram o lobo inferior de seu pulmão direito. O papa apareceu sorridente, caminhou até a janela sem ajuda e discursou com voz firme. Agradeceu às orações recebidas durante a internação e à equipe médica responsável pelo tratamento. (g1)

O surto de Ebola continua se expandindo na República Democrática do Congo e já atingiu oito províncias do país, além de ultrapassar suas fronteiras, com casos registrados em Uganda e no Quênia. A epidemia, considerada a pior da história congolesa, acumula 9.415 casos confirmados e 4.536 mortes. O Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica do Congo confirmou que o vírus chegou à província de Ubangi do Norte, na fronteira com a República Centro-Africana. Foram identificados dois casos, incluindo uma morte. A expansão da doença aumenta a pressão sobre as autoridades sanitárias, que tentam conter a disseminação do vírus. (UOL)

O número de adolescentes cumprindo medidas socioeducativas em unidades fechadas ou de semiliberdade caiu 54,5% no Brasil na última década, passando de 26,8 mil em 2015 para 12,2 mil em 2025. Os dados, reunidos pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, mostram uma redução contínua desde 2016, seguida de relativa estabilidade nos últimos três anos. São Paulo concentra quase metade dos adolescentes submetidos a essas medidas, com 5.200 registros em, seguido pelo Rio, com 966. (Folha)

Cultura

O cantor e compositor Benito Di Paula morreu no domingo, aos 84 anos, em São Paulo, por complicações de um câncer. Nascido em Nova Friburgo, no Rio de Janeiro, ele fez sucesso nacional nos anos 1970 com um samba feito a partir do piano, que tocava de forma percussiva, como uma batucada. Esse estilo antecipou o pagode romântico que grupos como Raça Negra levariam às rádios nos anos 1990. Benito não se considerava sambista e preferia se definir como “sambeiro” e “pianeiro”. (g1)

Também morreu a atriz e cantora Lua Blanco, mais conhecida como a Roberta da versão brasileira de Rebelde, aos 39 anos. Ela tratava um câncer nos últimos meses. (UOL)

A cantora IZA confirmou que seu terceiro álbum de estúdio será lançado em novembro, na Semana da Consciência Negra, uma data escolhida para reforçar a proposta temática do novo disco. O anúncio foi feito no tapete vermelho de uma festa de Halloween da Sephora, em que IZA foi uma das madrinhas e apareceu fantasiada de Anúbis, o deus egípcio com cabeça de chacal. O disco sucede AFRODHIT e marca uma nova fase da carreira da cantora, com influências do reggae, do afrobeat e justamente da mitologia egípcia. Entre as faixas confirmadas estão Caos e Sal, Tão Bonito e Eu e Você, parceria com Jota.pê. Algumas dessas músicas já tinham sido apresentadas no show de IZA no festival The Town, no ano passado. (Portal Popline)

Cotidiano Digital

Elon Musk apresentou o Tesla Roadster 2, que chamou de primeiro carro voador do mundo, em uma demonstração feita nas instalações da SpaceX no Texas. Segundo o bilionário, o carro elétrico usa propulsores da empresa de foguetes para “basicamente voar como um foguete” e vai de zero a 96 km/h em menos de um segundo. No vídeo do evento, o carro, controlado remotamente, sobe de cabeça para baixo uma rampa curva, dá uma cambalhota no ar e salta sobre uma fileira de outros modelos da Tesla. O próprio Musk admitiu que o protótipo não é otimizado para segurança e que talvez não seja legal em todos os lugares. O Roadster 2 deve entrar em produção apenas em 2028 e custar mais de US$ 200 mil. (Guardian)

Segundo o site Politico, a Anthropic teria apresentado de forma reservada a parlamentares americanos um projeto de lei para regular a segurança dos modelos mais avançados de inteligência artificial. Pelo texto, o governo só poderia bloquear o lançamento ou o uso de um modelo se houvesse um risco iminente de prejuízos acima de US$ 1 bilhão ou de morte ou ferimentos graves em mais de 50 pessoas, causados por armas biológicas, ataques cibernéticos ou pela perda de controle do sistema por parte da empresa. Avaliadores independentes, que poderiam ser pagos pelas próprias empresas, fariam a análise dos modelos e teriam 72 horas para avisar o Departamento de Comércio sobre qualquer risco. Somente o departamento poderia pedir a suspensão de um modelo, e a decisão caberia a um juiz federal. (Politico)

Um terço de quem votou em Lula tem valores mais conservadores. E um terço de quem escolheu Flávio pensa de um jeito considerado associado à esquerda. É o que revelam as perguntas que o Meio fez para a Pesquisa Meio/Ideia. Nesta Edição de Sábado, Pedro Doria as cruza com o voto num país menos radicalizado do que a briga nas redes sugere; Francisco Borja mostra como os fandoms entraram nessa briga; e, para quem prefere uma luta de mentira, Caio Mello lista os melhores games do gênero. Confira as matérias completas, exclusivas do Meio Premium.

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