Na conversa, Lacerda apresenta as frentes do movimento, que incluem prevenção, interoperabilidade de dados e acesso a tecnologias de alto custo. Uma das propostas em discussão com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) é a portabilidade do cuidado: permitir que o histórico de ações preventivas acompanhe o beneficiário na mudança de operadora, com incentivos para a continuidade do acompanhamento.
Outros projetos também avançam, como a possível criação de um mecanismo complementar de financiamento de medicamentos de alto custo, o que reduziria impacto para planos de saúde e, consequentemente, a indústria. Além disso, Lacerda afirma que o MES tem acompanhado com atenção o contexto da obesidade e pensando em formas de ampliar a prevenção e até mesmo modelos para possibilitar o acesso dos trabalhadores a tratamentos. Para o executivo, o uso dessas terapias deve estar inserido em uma linha de cuidado estruturada, com acompanhamento multiprofissional e orientação contínua.
A conversa também abordou os desafios em torno da organização do sistema de saúde e seus modelos de remuneração. Na sua avaliação, a evolução dessas discussões, assim como das iniciativas conduzidas pelo movimento em conjunto com outros representantes da saúde suplementar, está condicionada ao fortalecimento da interoperabilidade de dados, um desafio ainda não solucionado pelo setor.
Futuro Talks tem o apoio de Grupo Fleury, Care Plus e Novartis.
Equipe do Futuro da Saúde
www.futurodasaude.com.br