Olá, Adriano!
Setenta e um minutos contra cento e sessenta e um.
Essa é a diferença que pesquisadores da Microsoft Research, do GitHub e do MIT Sloan mediram em um experimento controlado com 95 desenvolvedores profissionais, na mesma tarefa de programação, com e sem IA generativa. Em percentual, 55,8% mais rápido.
O detalhe mais interessante do estudo não é o ganho. É a percepção: os próprios desenvolvedores estimaram uma melhora de 35%. Quem usa a ferramenta subestima o que ela está fazendo.
Os pesquisadores também registraram o outro lado, e pedem para que os resultados não sejam generalizados. Três riscos apareceram com clareza: queda na compreensão profunda do código gerado, dependência excessiva das sugestões da IA e falhas em práticas de segurança quando não há supervisão humana adequada.
Daí a conclusão que atravessa o capítulo: revisão, curadoria, governança e rastreabilidade passam a valer tanto quanto a capacidade de programar.
Como isso está sendo desenhado na prática:
Banco Carrefour — squads de quatro pessoas e quatro agentes, com a tecnologia assumindo a força bruta do trabalho, e o AI Hub como próximo passo
Porto Bank — meta de um colaborador virtual por time de desenvolvimento até o fim do ano, e um agente supervisionando outro na retenção de clientes
Cogna Educação — três núcleos de especialistas para preparar o gestor a ser o maestro do time híbrido
Dasa — aculturamento em três frentes, de médicos a cientistas de dados
Grupo Casas Bahia — por que preparar as pessoas pesa mais do que controlar a ferramenta
O Work Trend Index 2025 da Microsoft, que mapeou 31 mil profissionais em 31 países, dá a dimensão temporal: 41% dos líderes já esperam que suas equipes treinem agentes, e 36% acham que gerenciar essa força de trabalho digital será a função principal dos colaboradores nos próximos cinco anos.
Boa leitura!