Ao longo da entrevista, ele relembrou como começou a falar de saúde para o grande público, ainda durante a epidemia de Aids, em uma época em que muitos médicos resistiam a aparecer nos meios de comunicação. Do rádio, passou pela televisão e, mais tarde, chegou às redes sociais, adaptando a linguagem para tornar assuntos médicos mais compreensíveis. Hoje, o cenário traz novos desafios: a disseminação de pseudociência e informações falsas e até o uso de inteligência artificial para reproduzir sua imagem e sua voz.
Os desafios do SUS diante do envelhecimento da população e do avanço das doenças crônicas também estiveram entre os temas da conversa. Para Drauzio, parte da resposta passa pelo fortalecimento da Estratégia Saúde da Família, pela valorização dos agentes comunitários e por uma melhor organização da rede. O médico também falou sobre o papel da tecnologia nesse cenário, com a telemedicina e a inteligência artificial como ferramentas para ampliar o acesso e apoiar o cuidado, sem substituir a relação entre médico e paciente.
Durante o episódio, o médico também falou sobre a formação dos profissionais de saúde e o aumento do número de cursos de medicina no país. Para ele, o problema não está necessariamente na quantidade de médicos formados, mas na qualidade dessa formação e na concentração dos profissionais nos grandes centros. Ele defende avaliações ao longo da graduação como uma forma de identificar falhas no ensino e, nos casos de desempenho insuficiente, até impedir que os cursos continuem recebendo novos alunos.
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Equipe do Futuro da Saúde
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