Morning Call | Negociações entre EUA e Irã no radar; veja o que move os mercados hoje

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23 de setembro de 2026

Morning Call | Negociações entre EUA e Irã no radar; veja o que move os mercados hoje

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Ibovespa

O Ibovespa encerrou a terça-feira em alta de 0,4%, aos 187.423 pontos. A queda do petróleo, diante de sinais de avanço nas negociações entre EUA e Irã, favoreceu o apetite por risco global e contribuiu para as ações brasileiras.

A ação da Suzano (SUZB3, +2,8%) avançou após a empresa anunciar reajustes nos preços da celulose. Na ponta negativa, Vivara (VIVA3, -4,4%) registrou a maior queda do índice, ao lado de outros papéis ligados ao consumo, como Natura (NATU3, -2,1%) e Raia Drogasil (RADL3, -1,8%). 

Renda Fixa

Os juros futuros encerraram ontem em leve queda, em movimento favorecido pelo alívio do cenário geopolítico. Nos EUA, as Treasuries fecharam sem direção única e com pequenos ajustes, com a T-note de 2 anos a 4,74% (-1 bp), a de 10 anos a 4,95% (0 bp) e o T-bond de 30 anos a 5,29% (+1 bp), em meio a comentários de dirigentes do Fed reforçando uma postura mais rígida no combate à inflação.


No Brasil, a curva fechou, principalmente no vértice mais curto, com o DI jan/27 a 13,53% (-3 bps), o DI jan/29 a 13,68% (0 bp) e o DI jan/31 a 13,87% (-1 bp). Além do suporte externo, a ata do Copom foi interpretada como consistente com a possibilidade de novos cortes da Selic. A NTN-B encerrou com a B29 a 7,49% (vs. 7,41%), a B35 a 7,62% (vs. 7,62%) e a B50 a 7,31% (vs. 7,33%).

Mercados globais

Nesta quarta-feira, os futuros nos EUA operam em leve alta (S&P 500: +0,2%; Nasdaq 100: +0,4%), com os investidores cautelosos às vésperas da decisão de juros do Federal Reserve, que os mercados futuros precificam com cerca de 92,5% de probabilidade de uma alta de 0,25 ponto percentual, levando a taxa básica ao intervalo de 3,75% a 4,00%. Na Europa, o Stoxx 600 opera em alta de 0,4%, impulsionado principalmente pelos setores de petróleo e gás e de bancos. Na Ásia, os mercados fecharam majoritariamente em alta: o Kospi (Coreia) avançou 1,4%, o Nikkei 225 (Japão) subiu 0,9%, enquanto na China, o CSI 300 ganhou 0,7% e o Hang Seng avançou 0,2%.


O mercado acompanha a decisão do Fed nesta tarde, possível início de um novo ciclo de aperto após leituras de inflação acima do esperado, cabendo ao presidente Kevin Warsh sinalizar firmeza sem contrariar a Casa Branca, que pressiona publicamente por juros mais baixos. O pano de fundo é o mercado de Treasuries: o rendimento do título de dez anos recua para próximo de 4,98%, depois de tocar 5,04% na terça-feira, maior nível desde julho de 2007.


Em relação ao petróleo, o Brent recua 1,1%, para próximo de US$ 108/barril, devolvendo parte da alta provocada pelo fechamento, pela Arábia Saudita, de um oleoduto que contorna o Estreito de Ormuz e por novos ataques houthis em território saudita. Os investidores seguem monitorando o comunicado e a entrevista de Warsh, em busca de pistas sobre outubro e dezembro, reuniões para as quais o mercado atribui cerca de 43% e 30% de chance de novas altas.


IFIX

O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão de terça-feira em queda de 0,41%, aos 3.746 pontos.


A pressão sobre o índice foi disseminada entre os principais segmentos do mercado. Os fundos híbridos registraram a maior queda do dia (-0,52%), seguidos pelo segmento de multiestratégia/FOFs (-0,54%) e pelos fundos de recebíveis (-0,37%). Os fundos de tijolo recuaram 0,44%, pressionados principalmente pelos fundos de shoppings (-0,42%), ativos logísticos (-0,41%) e lajes corporativas (-0,28%).


Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram ICRI11 (+3,4%), FATN11 (+2,9%) e MFII11 (+2,8%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por MCRE11 (-2,9%), VGIP11 (-2,7%) e ITRI11 (-2,3%).


Economia


Sinais de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã reduziram o prêmio de risco no mercado de energia. Donald Trump classificou como “muito produtiva” a reunião entre representantes dos dois países em Nova York, enquanto surgiram notícias de que Teerã poderia reabrir o Estreito de Ormuz caso Washington suspenda o bloqueio aos portos iranianos. Nesse contexto, o Brent recua 1,8%, para US$ 98,5 por barril.


No Brasil, a Ata do Copom reforçou os sinais de desaceleração da atividade e melhora da inflação, sem alterar o balanço de riscos ou a estratégia de política monetária. Entendemos que o documento mantém um novo corte de 0,25 p.p. em novembro como cenário mais provável. A arrecadação federal, por sua vez, permaneceu forte em agosto, apoiada sobretudo pelas receitas relacionadas ao setor de petróleo.


Na agenda, teremos apenas as leituras do índice de gerentes de compras (PMI) de serviços e composto referentes ao mês de setembro nos Estados Unidos.


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ECONOMIA

1. Ata do Copom reforça cenário de continuidade dos cortes


EMPRESAS

1. Mineração e Siderurgia: uma semana positiva para as commodities metálicas

RENDA FIXA
1. De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa


ESTRATÉGIA

1. XP Short Scout: monitor de short selling no Brasil – 22/09/2026


ALOCAÇÃO E FUNDOS

1. Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
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3. ETF Brief: Tributação de ETFs de renda fixa entra no centro do mercado brasileiro, enquanto fluxos voltam a favorecer cripto


ESG

1. Susep abre consulta pública para aprimorar reporte de sustentabilidade no setor | Café com ESG, 23/09

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Equipe Expert | XP Research

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