🔥 Esquenta dos Mercados
O Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) subiu os juros norte-americanos pela primeira vez em três anos. A autarquia elevou a taxa em 0,25 ponto-base, passando para a faixa de 3,75% a 4%.
A decisão, anunciada ontem (16), veio acompanhada de um aviso amargo: o Fed pode voltar a subir os juros de novo antes de entrar em um ciclo de manutenção.
O recado mais duro da autarquia indica que a pressão inflacionária ainda preocupa os dirigentes do BC norte-americano em meio a um cenário geopolítico incerto por conta do conflito no Oriente Médio.
Embora ainda não tenha perspectivas de resolução da guerra entre EUA e Irã, os preços do petróleo voltam a recuar nesta manhã.
Na Ásia, será a vez do Banco do Japão (BoJ) de ficar sob os holofotes. A autarquia decide amanhã os rumos dos juros no país. Em meio às expectativas, as bolsas da região fecharam o pregão desta quinta-feira (17) sem direção única.
Os mercados europeus, por outro lado, amanhecem no azul. Por lá, as atenções se voltam para a decisão do Banco Central da Inglaterra (BoE) sobre a política monetária do Reino Unido.
Wall Street também recupera o fôlego, com os índices futuros de Nova York indicando um dia de ganhos na região. A agenda econômica dos EUA hoje inclui dados de pedidos de auxílio-desemprego e do setor imobiliário.
No Brasil, os investidores digerem a
decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de cortar a Selic para 13,75%. Embora não tenha sinalizado os próximos passos, o mercado já coloca na conta a possibilidade de novas quedas dos juros.
Além disso, as eleições seguem no radar. Nesta manhã, uma nova rodada da pesquisa Atlas/Intel mostra Lula e Flávio Bolsonaro ainda empatados tecnicamente.