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11 de setembro de 2026 Morning Call | Inflação no Brasil e nos EUA em destaque nesta sexta Ouça o áudio do Morning Call XP no Spotify |
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IbovespaO Ibovespa encerrou o pregão de quinta-feira em alta de 1,4%, aos 188.269 pontos, recuperando a queda da véspera. O cenário político doméstico voltou a impulsionar as ações brasileiras, especialmente os papéis sensíveis a juros. A alta do Brent também sustentou o setor de Óleo e Gás, enquanto o índice se descolou da queda das ações nos EUA.
Na ponta positiva, Assaí (ASAI3, +7,2%), Magazine Luiza (MGLU3, +6,6%) e Hapvida (HAPV3, +4,6%) lideraram os ganhos, repercutindo o fechamento da curva de juros. Já a Natura (NATU3, -3,3%) registrou a maior queda do Ibovespa após o encerramento de seu programa de recompra.
Renda FixaOs juros futuros tiveram fechamento misto ontem. Nos EUA, o avanço do PPI acima do esperado, a alta do petróleo Brent para acima de US$ 107 por barril e as preocupações fiscais reforçaram a percepção de juros elevados por mais tempo. A T-note de 2 anos encerrou a 4,57% (+14bps), a de 10 anos a 4,95% (+11bps) e o T-bond de 30 anos a 5,36% (+7bps). No Brasil, apesar da pressão externa, a curva apresentou fechamento nos vértices mais longos, refletindo ruídos eleitorais e a repercussão do leilão de prefixados do Tesouro, que teve colocação bem abaixo dos volumes da semana anterior. O DI jan/27 encerrou a 13,60% (+2bps), enquanto o DI jan/29 fechou a 13,81% (-6bps) e o DI jan/31 a 14,01% (-9bps). A NTN-B fechou com a B29 a 7,63% (vs. 7,72%), a B35 a 7,64% (vs. 7,71%) e a B50 a 7,44% (vs. 7,47%).
Nesta sexta-feira, os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: +0,6%; Nasdaq 100: +0,6%), sustentados pela expectativa em torno da leitura de inflação ao consumidor de agosto. Na Europa, o Stoxx 600 opera em alta de 0,8%, impulsionado pelos setores de telecomunicações, bancos e utilities. Na Ásia, os mercados fecharam majoritariamente em queda, ainda repercutindo o salto do petróleo na véspera e a disparada dos juros das Treasuries: o Nikkei 225 (Japão) avançou 0,6%, o Kospi (Coreia) caiu 1,8%, enquanto na China, o CSI 300 perdeu 0,8% e o Hang Seng cedeu 0,6%. O mercado acompanha a realização nos preços do petróleo, que devolvem parte do forte avanço da véspera, quando o Brent subiu 5,9% e fechou em US$ 107,63/barril, em meio à guerra entre Estados Unidos e Irã, que entra no sétimo mês. Nesta manhã, o Brent recua cerca de 3,6%, para próximo de US$ 104/barril, aliviando a pressão sobre os ativos de risco. O foco principal está no índice de preços ao consumidor (CPI) de agosto, para o qual o consenso espera alta de 0,4% no mês, com o núcleo em 0,2%. Os investidores seguem monitorando também o mercado de Treasuries, com o rendimento do título de dez anos em torno de 4,94%, após saltar cerca de 11 pontos-base na quinta-feira. IFIX O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou ontem em leve alta de 0,06%, aos 3.746,97 pontos. O movimento acompanhou o fechamento dos vértices mais longos da curva de juros doméstica, que registraram alívio ao longo da sessão mesmo em um ambiente externo ainda marcado por aversão a risco. O desempenho dos segmentos foi misto ao longo do dia. Os fundos de tijolo avançaram 0,24%, impulsionados principalmente pelos fundos de shoppings (+0,40%), lajes corporativas (+0,35%) e ativos logísticos (+0,25%). O segmento de multiestratégia/FOFs também encerrou a sessão no campo positivo (+0,05%), enquanto os fundos de recebíveis recuaram 0,12%. Já os fundos híbridos apresentaram leve queda de 0,06%. Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram KORE11 (+2,7%), RBRP11 (+1,6%) e PSEC11 (+1,4%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por HCTR11 (-2,9%), VGRI11 (-2,6%) e MFII11 (-2,1%). Economia No cenário internacional, o quadro de inflação voltou a se deteriorar: o PPI dos Estados Unidos acelerou para 5,4% a/a em agosto, pressionado principalmente por energia, elevando para cerca de 70% a probabilidade implícita de alta de juros pelo Fed na próxima semana. Na Europa, o BCE (banco central) já respondeu ao choque de energia com alta de 0,25 p.p., para 2,50%. No Brasil, a receita de serviços ficou estável em julho, mantendo nosso tracking para o PIB do 3T26 em 0,0% t/t. Na agenda, como citamos acima, teremos CPI dos Estados Unidos, dado decisivo para a reunião do Fed (banco central) da próxima semana. No Brasil, o principal destaque será o IPCA de agosto, para o qual esperamos deflação de 0,29% m/m e inflação de 4,25% a/a. Apesar da queda do índice cheio, serviços subjacentes e intensivos em trabalho devem permanecer pressionados. O Morning Call XP também está no YouTube, com participação dos nossos especialistas, ao vivo. Clique aqui e assista à transmissão de hoje! ECONOMIA 1. IPCA deverá registrar deflação em agosto; CPI dos EUA será decisivo para o Fed EMPRESAS 1. Educação: monitor de negociações de insiders da CVM 44 2. Marcopolo (POMO4): um 3T26 mais fraco em andamento ALOCAÇÃO E FUNDOS 1. Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias ESG 1. Absae vê risco de déficit de potência com adiamento do leilão de baterias | Café com ESG, 11/09
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