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| O erro que faz muitos brasileiros perderem poder de compra |
Com o CDI girando por volta dos 14% ao ano, os investidores podem buscar rentabilidades de dois dígitos quase sem se mexer. Porém, esse cenário “esconde” um problema, capaz de causar a perda do poder de compra, mesmo com o dinheiro rendendo de uma forma que parece tão boa. Entenda na matéria.
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O sobe e desce dos preços dos títulos indexados à inflação
Além disso, títulos indexados à inflação têm uma volatilidade elevada. Seus preços flutuam bastante no dia a dia, para cima ou para baixo, de acordo com as expectativas do mercado para juros e inflação até o a data de vencimento desses papéis.
Assim, para quem os vende antes do fim do prazo, o retorno pode ser inferior ao esperado ou até negativo, a depender da trajetória dos preços, pois a venda antecipada é sempre feita a preço de mercado.
Apenas quem leva o título até o vencimento recebe o retorno contratado no ato da compra.
No caso dos títulos de crédito privado, como debêntures, CRIs e CRAs, a flutuação de preços também tem relação com o risco de calote do responsável pelo pagamento do título.
Fora que o risco de crédito desses papéis é maior que o dos títulos públicos. Afinal, trata-se de empresas privadas, empreendimentos imobiliários ou do agronegócio e projetos de infraestrutura, não do governo federal. Logo, existe o risco de o investidor ficar sem receber se o emissor tiver problemas financeiros.
Enquanto isso, um investimento indexado à Selic ou ao CDI não sofre essa flutuação brusca de preços e basicamente só se valoriza com o tempo. O retorno será próximo ao da taxa básica de juros tanto no vencimento quanto no caso de resgate antecipado.
E, se o investidor optar por um título público, como o Tesouro Selic ou o Tesouro Reserva, ou mesmo um CDB de banco grande atrelado ao CDI, o risco de calote será mínimo. Estes são basicamente os investimentos de menor risco da nossa economia hoje.
Isso coloca, portanto, a questão: por que eu compraria um título indexado à inflação (ainda que um conservador Tesouro IPCA+) pagando 7% ou 8% de juro real se eu posso ganhar 9% de juro real num investimento indexado à Selic ou ao CDI sem correr risco praticamente nenhum (e sem sustos com a flutuação da carteira)?
Na coluna de hoje no site do Seu Dinheiro, eu respondo a essa pergunta, tim tim por tim tim, e mostro por que há espaço tanto para a renda fixa indexada à Selic quanto a atrelada à inflação. |
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MAIS SOBRE A AUTORA
Julia Wiltgen
Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril.
COLABORAÇÃO
Luísa Ribeiro
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