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11 de agosto de 2026 Morning Call | Ata do Copom e IPCA de julho em foco nesta terça Ouça o áudio do Morning Call XP no Spreaker |
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IbovespaO Ibovespa encerrou a segunda-feira em queda de 0,2%, aos 172.180 pontos, no quinto pregão consecutivo de perdas. O movimento partiu de uma nova escalada de tensões entre EUA e Irã no Oriente Médio, depois que o Ministério das Relações Exteriores iraniano reafirmou que o país não reabrirá o Estreito de Ormuz enquanto Washington não atender às suas condições, o que impulsionou os preços do petróleo. Por outro lado, a alta dos juros futuros pressionou os ativos domésticos e sensíveis a juros no Brasil, neutralizando o suporte da petroleira e levando o índice a fechar no campo negativo. Ações ligadas ao petróleo acompanharam a alta do Brent, como PRIO (PRIO3, +6,6%), PetroReconcavo (RECV3, +5,0%) e Petrobras (PETR4, +3,3%). Também se destacou Embraer (EMBJ3, +2,3%), que divulgou lucro líquido ajustado recorde de R$ 1,11 bilhão no segundo trimestre e elevou o guidance de margem e de geração de caixa para 2026 (veja aqui o comentário completo). Os papéis mais sensíveis a juros estiveram entre as maiores quedas do índice, pressionados pela alta dos juros futuros. Yduqs (YDUQ3, -5,3%), Vamos (VAMO3, -5,5%) e Localiza (RENT3, -4,0%) estiveram entre os principais destaques negativos do pregão. Para o pregão de terça-feira, B3, BTG Pactual, Taesa, Cury e Direcional irão divulgar seus resultados do 2T26. Renda FixaOs juros futuros encerraram a segunda-feira em alta. As Treasuries encerraram com a T-note de 2 anos a 4,24% (+5 bps), a T-note de 10 anos a 4,70% (+6 bps) e o T-bond de 30 anos a 5,25% (+6 bps). No Brasil, os DIs também apresentaram abertura, acompanhando o movimento externo e incorporando prêmio de risco adicional por temores fiscais, com o DI jan/27 encerrando a 13,74% (0 bp), o DI jan/29 a 14,10% (+6 bps) e o DI jan/31 a 14,38% (+10 bps). Já a NTN-B recuou, encerrando com a B29 a 8,14% (vs. 8,23%), a B35 a 8,05% (vs. 8,13%) e a B50 a 7,63% (vs. 7,67%). Mercados globaisNesta terça-feira, os futuros nos EUA operam próximos da estabilidade (S&P 500: 0,0%; Nasdaq 100: +0,1%), com os investidores divididos entre a nova alta do petróleo e o otimismo em torno do plano de financiamento da Nvidia para o setor de inteligência artificial. Na Europa, o Stoxx 600 opera perto da estabilidade (-0,1%), sem direção definida antes da inflação americana. Na Ásia, os mercados fecharam majoritariamente em alta: o Kospi (Coreia) avançou 0,7%, puxado pela recuperação das ações de semicondutores, o Nikkei 225 (Japão) subiu 0,5%, enquanto na China o Hang Seng recuou 1,1% e o CSI 300 caiu 0,8%. O mercado acompanha a escalada dos preços do petróleo, depois que Donald Trump afirmou que Washington está apenas “semi-negociando” com o Irã, enfraquecendo as expectativas de um acordo que reabriria o Estreito de Ormuz. O Brent subiu cerca de 5% na segunda-feira, para próximo de US$ 88/barril, enquanto as reservas estratégicas americanas caíram abaixo de 300 milhões de barris, o menor nível desde 1983. Em contrapartida, a Nvidia assinou memorandos de entendimento com Apollo, Blackstone, BlackRock, Brookfield, Goldman Sachs e KKR para mobilizar mais de US$ 500 bilhões em capital de terceiros destinado a data centers de inteligência artificial. Na véspera, a ação recuou quase 3% e as bolsas americanas fecharam em leve queda. Os investidores também direcionam o foco para o índice de preços ao consumidor (CPI) de julho, que sai na quarta-feira e deve orientar as apostas para o Fed, além do índice de preços ao produtor (PPI) na quinta e das vendas no varejo na sexta-feira, e para os resultados de Super Micro Computer, Applied Materials e Tapestry ao longo da semana. IFIXO Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou ontem em queda de 0,76%, aos 3.742,32 pontos, em meio ao aumento da aversão ao risco nos mercados globais e à persistência das preocupações com o cenário fiscal brasileiro. O desempenho foi negativo em todos os principais segmentos do índice. Os fundos híbridos lideraram as perdas do dia, com recuo de 1,91%, seguidos por ativos logísticos (-0,65%), shoppings (-0,59%) e lajes corporativas (-0,37%). Os fundos de recebíveis também encerraram a sessão em baixa (-0,51%), enquanto o segmento de multiestratégia/FOFs registrou queda de 0,58%. Como resultado, os fundos de tijolo recuaram 0,57% no agregado. Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram KORE11 (+4,2%), MCRE11 (+1,3%) e RBCR11 (+1,2%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por HCTR11 (-5,9%), DEVA11 (-4,4%) e TRXF11 (-3,9%). EconomiaNo ambiente global, o impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã continua a pressionar os preços do petróleo. No Brasil, o Boletim Focus do Banco Central apresentou queda adicional nas projeções para o crescimento do PIB em 2027. A mediana das expectativas cedeu de 1,57% para 1,52% – estava em 1,65% quatro semanas atrás. No que diz respeito à inflação, a mediana das estimativas para o IPCA de 2026 declinou pela sexta semana consecutiva, de 5,03% para 5,02%. Enquanto isso, as previsões para 2027 e 2028 seguiram em 4,22% e 3,80%, respectivamente. Hoje, destaque para a divulgação da Ata do Copom e do IPCA de julho. O documento de política monetária deve trazer mais elementos sobre a moderação na atividade e inflação corrente, em linha com o último comunicado pós-decisão de juros. No que diz respeito ao IPCA, estimamos ligeiro recuo de 0,02% em comparação com junho, o que levaria a uma inflação acumulada de 4,35% nos últimos 12 meses. O Morning Call XP também está no YouTube, com participação dos nossos especialistas, ao vivo. Clique aqui e assista à transmissão de hoje! ECONOMIA 1. Preço do petróleo volta a se aproximar de US$ 90 com impasse nas negociações; ata do Copom e IPCA de julho são destaques na agenda doméstica COMMODITIES 1. Papel e Celulose: Ventos contrários estruturais reforçam a pressão sobre os preços de celulose 2. Papel e Celulose: Disciplina de capital e melhora de FCF em foco – reunião com a CFO da Klabin EMPRESAS 1. Grupo SBF (SBFG3): 2T acima das expectativas; marcando pontos com uma forte execução na Copa do Mundo 3. São Martinho (SMTO3) | Revisão dos resultados do 1T27: trimestre difícil 4. JBS (JBSS32) | Trimestre em linha e com muito ruído RENDA FIXA 1. De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa ALOCAÇÃO E FUNDOS 1. Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias 2. ETFs: confira as principais notícias dos índices e movimentos setoriais ESG 1. Ministério da Fazenda sinaliza ajustes nas regras de exportação de créditos de carbono | Café com ESG, 11/08
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