|
|---|
|
10 de agosto de 2026 Morning Call | Ata do Copom e dados de inflação no Brasil e nos EUA na agenda da semana |
|---|
IbovespaO Ibovespa encerrou a semana passada em queda de 3,1% em reais e de 3,2% em dólares, por conta da depreciação de 0,2% do real, aos 172.455 pontos.
Fleury foi o destaque positivo da semana (FLRY3, +10,8%), após resultados do 2T26 que reforçaram sólida execução e bom momento operacional da companhia (link).
Por outro lado, Marcopolo (POMO4, -15,1%) foi o destaque negativo, com resultados fracos do 2T26, pressionados por um mix de produtos menos favorável, maiores custos de matéria prima e efeitos cambiais desfavoráveis (link). Confira o Resumo Semanal da Bolsa
Renda FixaNo comparativo semanal, os juros futuros encerraram a semana em queda. Nos EUA, o movimento foi impulsionado pela redução das tensões geopolíticas no Oriente Médio, além da divulgação de indicadores econômicos mais fracos do que o esperado, com destaque para o payroll abaixo das expectativas. A T-note de 2 anos encerrou a 4,19% (-6 bps vs. semana anterior), a T-note de 10 anos a 4,64% (-5 bps) e o T-bond de 30 anos a 5,19% (-1 bp). No Brasil, o movimento foi favorecido pelo recuo das Treasuries, pela queda dos preços do petróleo e pela manutenção das expectativas de cortes de juros no curto prazo. Nesse contexto, o DI jan/27 encerrou a 13,75% (-6 bps vs. semana anterior), o DI jan/29 a 14,04% (-9 bps) e o DI jan/31 a 14,28% (-11 bps). As NTN-Bs apresentaram relativa estabilidade ao longo da semana, encerrando com a B28 a 8,23% (vs. 8,27%), a B35 a 8,13% (vs. 8,12%) e a B50 a 7,67% (vs. 7,68%). Mercados globaisNesta segunda-feira, os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: +0,2%; Nasdaq 100: +0,4%), diante de sinais contraditórios sobre um acordo para a reabertura do Estreito de Ormuz e da espera pelo CPI de julho, depois de o S&P 500 fechar em máxima histórica, na melhor semana desde abril. Na Europa, o Stoxx 600 opera praticamente estável (+0,2%), com tecnologia e mineradoras liderando os ganhos, enquanto os setores automotivo e de mídia ficam para trás. Na Ásia, os mercados fecharam majoritariamente em alta: o Nikkei 225 (Japão) avançou 1,4%, impulsionado pelos dados fracos de emprego nos EUA, o Kospi (Coreia) subiu 0,6%, enquanto na China o CSI 300 ganhou 0,2% e o Hang Seng subiu cerca de 1%. O mercado acompanha a nova alta do petróleo, sustentada pela incerteza sobre a reabertura de Ormuz: o Brent avança 1%, para próximo de US$ 84/barril, e o WTI sobe 0,8%, para perto de US$ 79/barril, impulsionando o setor europeu de energia, que sobe 0,5%. O chanceler iraniano Abbas Araghchi negou negociações diretas com os EUA, afirmando que as mensagens são trocadas por intermediários, enquanto o Irã se diz próximo de um pacto com Omã sobre novas rotas de navegação, sem reabertura imediata do estreito. Na temporada de resultados, reportam Super Micro Computer e CoreWeave na terça-feira, e Applied Materials na quinta-feira. Veja os Top 5 temas globais da semana. IFIXO IFIX encerrou a semana em queda de 1,24%, após o fim da principal data de anúncio de rendimentos, na sexta-feira (31/07) — movimento que historicamente gera certa pressão vendedora, reforçada pelo cenário macro volátil e pela renovação de tensões geopolíticas já conhecidas. Nesse contexto, as quedas foram lideradas pelos fundos de tijolo (-1,22%), ante um recuo mais contido dos fundos de recebíveis (-0,59%). Entre os de tijolo, as lajes corporativas apresentaram o pior desempenho (-1,98%), enquanto os fundos multiestratégia/FOFs (-1,57%) também registraram quedas expressivas, refletindo a maior sensibilidade dessas duas classes às variações dos juros de longo prazo. Acreditamos que as recentes quedas voltaram a abrir uma janela de descontos expressivos em diversos ativos, ampliando a divergência entre preços de mercado e fundamentos operacionais, especialmente nos segmentos de tijolo e de FOFs/multiestratégia. Entre os destaques positivos do pregão de sexta-feira, sobressaíram BTAL11 (+3,7%), PVBI11 (+2,6%) e TRXF11 (+1,8%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por CACR11 (-3,2%), VRTM11 (-1,8%) e BBIG11 (-1,6%). Saiba mais sobre os FIIs na semana. EconomiaO relatório de emprego dos Estados Unidos surpreendeu negativamente em julho. Houve destruição líquida de 23 mil vagas, ante expectativa de criação de 80 mil postos. A taxa de desemprego recuou de 4,2% para 4,1%, mas o movimento refletiu a menor participação da força de trabalho. Os dados reforçam um quadro misto. A atividade segue resiliente e a inflação permanece distante da meta de 2,0%. Isso sustenta a expectativa de alta de 0,25 p.p. nos juros até o fim do ano. Ainda assim, a fraqueza do mercado de trabalho pode adiar esse movimento. No campo geopolítico, o Irã divulgou no fim de semana uma extensa lista de exigências para reabrir o Estreito de Ormuz. As condições evidenciam sua força de barganha no conflito com Estados Unidos e Israel. Sinalizam, ainda, a disposição de manter fechado o tráfego de petroleiros por uma rota vital para a oferta global de energia. Na agenda desta semana, os destaques serão os indicadores de inflação de julho nos Estados Unidos (CPI e PPI). No Brasil, o Banco Central publicará a ata da última reunião do Copom. O IBGE divulgará o IPCA de julho, para o qual esperamos deflação mensal em razão da queda dos preços de alimentos. Também serão conhecidas as receitas de serviços (PMS) e as vendas no varejo (PMC) de junho. Confira o Economia em Destaque. O Morning Call XP também está no YouTube, com participação dos nossos especialistas, ao vivo. Clique aqui e assista à transmissão de hoje! ECONOMIA 1. Inflação no Brasil e nos Estados Unidos e ata do Copom são destaques na agenda desta semana EMPRESAS 1. WEG (WEGE3): Em que ponto estamos no ciclo de crescimento? 2. Fleury (FLRY3): Comparações mais desafiadoras adiante; D&A deve permanecer nos níveis atuais RENDA FIXA: 1. De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa ALOCAÇÃO E FUNDOS 1. Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias 3. HGLG11 lucra R$ 44,5 milhões com venda do HGLG Itapevi I 4. ETF Brief: XP Asset lança ETF de small caps, ouro volta ao radar de Wall Street e ETFs de bitcoin recebem US$ 850 milhões; no exterior, rotação de produtos alavancados impulsiona small caps coreanas enquanto FOMO sustenta o rali das bolsas americanas ESG 1. ANP aprimora regras de especificação e controle de qualidade de biometano | Café com ESG, 10/08
Conte conosco e bons investimentos, Equipe Expert | XP Research |
|---|
|
|---|
