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27 de outubro de 2026 Morning Call | Reação pós-eleições no Brasil e dados pré-FOMC no radar Ouça o áudio do Morning Call XP no Spotify |
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IbovespaO Ibovespa encerrou o pregão de segunda-feira (26) em queda de 13,9%, aos 176.608 pontos, registrando a quinta maior perda diária desde o Plano Real e a maior desde março de 2020, em uma sessão marcada pelo acionamento do circuit breaker após o resultado das eleições presidenciais. O dólar avançou cerca de 8%, a R$ 5,40, e os juros futuros abriram fortemente. A pressão concentrou-se nos bancos e nos papéis domésticos, enquanto os exportadores se beneficiaram da valorização da moeda americana.Na ponta positiva, Suzano (SUZB3, +10,1%) liderou as altas, seguida por Embraer (EMBJ3, +8,9%), Weg (WEGE3, +4,2%) e Vale (VALE3, +4,0%), favorecidas pela alta do dólar. Apenas oito dos 76 papéis do índice encerraram o pregão no campo positivo.Na ponta negativa, Magazine Luiza (MGLU3, -58,2%) registrou a maior queda, seguida por Vamos (VAMO3, -56,8%), Hapvida (HAPV3, -54,9%) e C&A (CEAB3, -47,5%), em meio à disparada dos juros futuros. Os bancos também recuaram fortemente, com Banco do Brasil (BBAS3, -29,3%), BTG Pactual (BPAC11, -24,8%), Bradesco (BBDC4, -21,7%) e Itaú Unibanco (ITUB4, -13,7%). Petrobras (PETR4, -8,2%) também pesou.Renda FixaOs juros futuros encerraram a segunda-feira em forte alta no Brasil, enquanto os rendimentos dos Treasuries apresentaram comportamento misto, com avanço nos vértices curtos e recuo nos longos. Nos EUA, a T-note de dois anos fechou em 4,71% (+2 bps), a T-note de 10 anos em 4,98% (-2 bps) e o T-bond de 30 anos em 5,30% (-3 bps), em uma sessão marcada pela expectativa em torno da decisão de política monetária do Federal Reserve (banco central americano) nesta semana. O Departamento do Tesouro americano realizou um leilão de US$ 69 bilhões de T-notes de dois anos com demanda abaixo da média. No Brasil, a curva de juros registrou forte abertura ao longo de todos os vértices após o resultado do 2º turno, refletindo a revisão de expectativas para a política fiscal. O DI jan/27 encerrou a 13,72% (+26 bps), o DI jan/29 a 15,25% (+265 bps) e o DI jan/31 a 15,24% (+266 bps), em um movimento de estresse que levou o Tesouro Nacional a atuar por meio de recompras de títulos públicos prefixados e indexados à inflação e cancelamento dos leilões que aconteceriam nesta semana para conter a volatilidade do mercado. A NTN-B encerrou em alta, com a B29 a 8,00% (vs. 6,77%), a B35 a 7,80% (vs. 6,74%) e a B50 a 7,35% (vs. 6,57%). Mercados globaisNesta terça-feira (27), os futuros nos EUA operam próximos da estabilidade (S&P 500: 0,0%; Nasdaq 100: -0,1%), em compasso de espera pela decisão do Fed e pelos balanços das Big Techs, após um pregão forte na segunda-feira, impulsionado pelo pedido de IPO da Anthropic. Na Europa, o Stoxx 600 opera em queda de 0,1%, pressionado principalmente pelo setor bancário, enquanto farmacêuticas amortecem a baixa. Na Ásia, os mercados fecharam mistos: o Kospi (Coreia) subiu 3,1%, com forte alta de Samsung e SK Hynix, o Nikkei 225 (Japão) avançou 1,1%, enquanto na China o CSI 300 perdeu 1,3% e o Hang Seng (Hong Kong) recuou 0,7%, sem se beneficiar da retomada do tema de inteligência artificial. O mercado acompanha a temporada de resultados na Europa, onde as ações do HSBC recuam mais de 7% no pré-mercado, com a alta de custos ofuscando o lucro acima do esperado. O Fed inicia hoje sua reunião de dois dias, com o mercado precificando apenas cerca de 10% de chance de nova alta de juros na quarta-feira e atento às falas do presidente Kevin Warsh. O petróleo segue elevado, com o Brent perto de US$ 116/barril, já que a mediação de Arábia Saudita, Paquistão e Turquia junto ao Irã convive com ataques houthis contra o território saudita. Os investidores também direcionam o foco para os resultados de Coca-Cola, Visa e Boeing hoje, de Alphabet e Microsoft na quarta-feira e de Amazon na quinta, além do PIB do terceiro trimestre e do PCE, também na quinta-feira. IFIXO Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão desta segunda-feira com queda de 5,68%, aos 3.764 pontos. Em um movimento de forte correção, o índice acompanhou a abertura da curva de juros e a elevação do prêmio de risco dos ativos domésticos em reação ao resultado das eleições, devolvendo os ganhos acumulados após o primeiro turno. A sessão foi marcada por forte aversão ao risco e quedas disseminadas entre todos os segmentos. Os fundos de recebíveis recuaram 3,91%, enquanto os FIIs de tijolo registraram baixa de 6,83%. Nesse grupo, as lajes corporativas lideraram as perdas, com recuo de 11,18%, seguidas pelos fundos de shoppings (-6,35%) e pelos ativos logísticos (-5,88%). Os fundos híbridos caíram 5,87%, enquanto a categoria multiestratégia/FOF recuou 7,18%. Entre os maiores recuos estiveram TGAR11 (-17,0%), PVBI11 (-16,2%) e JSRE11 (-13,5%), enquanto KNSC11 (-2,2%), SNEL11 (-1,6%) e KNUQ11 (-1,5%) registraram as menores quedas. EconomiaNo Brasil, a sessão de segunda-feira foi marcada por forte reprecificação dos ativos financeiros, refletindo preocupações crescentes com a política fiscal e a elevação dos prêmios de risco. O Ibovespa encerrou em queda de quase 14% (a maior desde 2020), após declinar 17% e acionar dois circuit breakers – mecanismo de paralisação temporária nas negociações em momentos de elevada volatilidade ou quedas bruscas. A taxa de câmbio se depreciou cerca de 8%. Os juros futuros avançaram mais de 200 pontos-base em diferentes vencimentos. No noticiário político, o Ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou em entrevistas que o governo irá alterar a legislação para buscar o centro da meta de resultado primário, e não mais o piso do seu intervalo de tolerância. Algumas reportagens também trouxeram que o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles, é o favorito para assumir o Ministério no próximo mandato do Presidente Lula. O Morning Call XP também está no YouTube, com participação dos nossos especialistas, ao vivo. Clique aqui e assista à transmissão de hoje! ECONOMIA 1. Ativos domésticos se desvalorizam em meio a expressivo aumento dos prêmios de risco COMMODITIES 1. Papel e celulose: monitor de cavacos da China – Volumes importados se recuperam em setembro, com preços estáveis M/M ALOCAÇÃO E FUNDOS 1. Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias ESG 1. IFRS abre consulta pública para expandir exigências de reporte | Café com ESG, 27/10
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