Morning Call | Geopolítica global e resultados de bancos americanos movimentam mercados

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13 de outubro de 2026

Morning Call: Geopolítica global e resultados de bancos americanos movimentam mercados

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Ibovespa

O Ibovespa encerrou a semana em alta de 8,8% em reais e 14,0% em dólares, por conta da apreciação de 4,4% do real, aos 209.067 pontos.

Magazine Luiza (MGLU3, +60,6%) foi o destaque positivo da semana, acompanhando o forte fechamento da curva de juros doméstica, que beneficiou varejistas e outros nomes sensíveis à curva.

Por outro lado, Embraer (EMBJ3, -9,2%) foi o destaque negativo, com valorização do real e rotação de investidores de empresas com receitas dolarizadas para ações mais ligadas ao mercado doméstico.

Renda Fixa

No comparativo semanal, os juros futuros encerraram a semana com direções mistas entre Estados Unidos e Brasil. Nos EUA, os Treasuries oscilaram em meio ao petróleo acima de US$ 100 por barril e às sinalizações do Federal Reserve (banco central norte-americano), mas recuaram parcialmente nos últimos pregões. A T-note de dois anos encerrou a 4,79% (-4 bps vs. semana anterior), a de 10 anos a 5,24% (-4 bps) e o T-bond de 30 anos a 5,60% (-3 bps). No Brasil, a curva apresentou forte fechamento, sobretudo nos vértices intermediários e longos, impulsionada pela redução dos prêmios de risco após o primeiro turno das eleições, apesar do IPCA acima das expectativas. O DI jan/27 encerrou a 13,44% (-7 bps), o jan/29 a 12,22% (-147 bps) e o jan/31 a 12,25% (-168 bps). Na curva NTN-B, a B29 fechou a 6,66% (vs. 7,46%), a B35 a 6,72% (vs. 7,65%) e a B50 a 6,62% (vs. 7,27%).

Mercados globais

Nesta terça-feira (13), os futuros nos EUA operam mistos (S&P 500: 0,0%; Nasdaq 100: -0,5%), com as ações de tecnologia pressionadas pela forte liquidação de semicondutores na Ásia, após notícias de que a chinesa CXMT avançou em um novo projeto de memória DRAM, e pela cautela antes dos balanços dos grandes bancos e do relatório de inflação. Na Europa, o Stoxx 600 opera em alta de 0,6%, impulsionado principalmente pelos setores de varejo e saúde. Na Ásia, os mercados fecharam majoritariamente em queda: o Kospi (Coreia) recuou mais de 5,4%, arrastado por Samsung e SK Hynix, o Nikkei 225 (Japão) caiu cerca de 0,4%, o CSI 300 (China) perdeu 0,3% e o Hang Seng (Hong Kong) avançou 0,3%.


O mercado acompanha a aversão ao risco no setor de tecnologia, com Micron e SK Hynix sinalizando abertura em queda, depois que o CEO da Broadcom, Hock Tan, classificou o investimento em inteligência artificial como um “cassino”, ampliando as dúvidas sobre o retorno do setor. Os investidores aguardam os resultados de JPMorgan, Goldman Sachs, Wells Fargo e Citigroup antes da abertura, em busca de sinais de que os juros elevados começam a afetar as receitas de trading. O Treasury de 10 anos opera próximo de 5,2%, com o mercado precificando cerca de 70% de chance de alta de 25 pontos-base do Fed em dezembro, enquanto a presidente do Fed de Cleveland, Beth Hammack, alertou que juros mais altos podem ser necessários para conter o “ciclo de expectativas inflacionárias”. O Brent recua cerca de 1,9%, para perto de US$ 104/barril, em meio aos ataques houthis ao aeroporto de Riyadh e à incerteza sobre as exportações russas de diesel. Na agenda, o CPI de setembro sai amanhã, com consenso de alta de 3,6% em 12 meses, além dos balanços de Bank of America e Morgan Stanley.

IFIX

O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão de sexta-feira em alta de 0,98%, aos 3.988,54 pontos.


Com o resultado, o índice acumulou valorização de 5,74% na semana, impulsionado principalmente pelos segmentos mais descontados e mais sensíveis às variações dos juros de mercado. Entre eles, destacaram-se os fundos de tijolo, que historicamente se comportam como ativos de duration mais longa e avançaram 6,97%, com destaque para os segmentos de lajes corporativas (+9,10%) e shopping centers (+6,96%). Os fundos multiestratégia e os FOFs, por sua vez, acumularam ganhos médios próximos de 7,10%. Já os fundos de recebíveis — menos sensíveis às oscilações da curva de juros e relativamente mais bem precificados que as demais subclasses — registraram valorização mais moderada, de 3,88%.


Entretanto, diferentemente de ciclos anteriores, nos quais o IFIX costumava apresentar acomodação entre os turnos eleitorais, os últimos pregões foram marcados por elevada volatilidade, refletindo a rápida e intensa reprecificação dos fundos imobiliários. Olhando à frente, acreditamos que os FIIs seguirão beneficiados caso se confirme o cenário positivo atualmente precificado pelo mercado, especialmente os FOFs/multiestratégia e os fundos de tijolo, que ainda negociam em patamares de preço atrativos e apresentam, de forma geral, fundamentos setoriais sólidos.


Entre os destaques positivos do pregão de sexta-feira, sobressaíram TGAR11 (+6,4%), MFII11 (+3,8%) e DEVA11 (+3,1%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por ICRI11 (-1,8%), CACR11 (-1,4%) e TOPP11 (-1,3%).

Economia

As negociações entre Irã e Estados Unidos para a reabertura do Estreito de Ormuz voltaram a travar no fim de semana, em meio a novos ataques dos houthis à Arábia Saudita e a petroleiros na região. Em sentido oposto, Donald Trump anunciou um acordo para ampliar a oferta de diesel russo e um cessar-fogo energético entre Rússia e Ucrânia, ainda não confirmado pelas partes.


No Brasil, o IPCA subiu 0,82% em setembro, conforme divulgado na última sexta-feira, acima das expectativas (0,76%). Em 12 meses, a inflação atingiu 4,58%, acima do limite superior da meta, e a média dos núcleos também superou o teto. No mesmo dia, o governo ampliou por 30 dias os subsídios e as desonerações sobre gasolina, etanol e diesel importado. Caso haja repasse integral às bombas, estimamos impacto de até -0,14 p.p. no IPCA.


Na agenda internacional desta semana, destaque para a inflação ao consumidor de setembro nos Estados Unidos. Também saem o índice de preços ao produtor, a produção industrial, as vendas no varejo e o Livro Bege. Na China, serão divulgados os índices de inflação e a balança comercial de setembro. No Brasil, atenções voltadas para os indicadores de atividade econômica de agosto (PMC, PMS e IBC-Br).


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ECONOMIA

1. IPCA de setembro acelera, e núcleos ultrapassam o limite superior da meta

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1. Hidrologia mais favorável mantém os preços de curto prazo sob pressão, enquanto o longo prazo permanece intacto


EMPRESAS

1. CSN (CSNA3): acordo vinculante para venda do ativo siderúrgico alemão reforça tendência de desalavancagem

AGRONEGÓCIO 
1. Agronegócio | Produtividades dos EUA mudam o jogo: revisão do WASDE de outubro

RENDA FIXA

1. De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa


ALOCAÇÃO E FUNDOS

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ESG

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Equipe Expert | XP Research

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