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09 de outubro de 2026 Morning Call: Geopolítica global e dados de inflação no Brasil são destaques Ouça o áudio do Morning Call XP no Spotify |
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IbovespaO Ibovespa encerrou o pregão de quinta-feira (8) em alta de 0,9%, aos 206.220 pontos, interrompendo duas quedas consecutivas. Petrobras (PETR4, +2,1%; PETR3, +3,1%) sustentou o avanço, acompanhando a alta de 3,6% do petróleo do tipo Brent. No Brasil, o cenário político contribuiu para o recuo dos juros futuros, favorecendo os papéis domésticos e ajudando o índice.
Na ponta positiva, as varejistas Azzas 2154 (AZZA3, +7,7%), Assaí (ASAI3, +7,4%) e Magazine Luiza (MGLU3, +5,6%) avançaram com a queda dos juros. Vamos (VAMO3, +7,3%) também figurou entre as maiores altas. Na ponta negativa, Vale (VALE3, -1,6%) foi a principal pressão sobre o índice, com o minério de ferro em Dalian no menor nível em 18 meses.
Renda FixaOs juros fecharam em queda nesta quinta-feira. Nos Estados Unidos (EUA), a melhora da demanda no leilão de títulos de 30 anos trouxe alívio para a curva de Treasuries após as máximas recentes, levando a T-note de dois anos para 4,75% (-2 bps), a T-note de 10 anos para 5,23% (-5 bps) e o T-bond de 30 anos para 5,60% (-6 bps). Apesar da correção, o mercado segue monitorando as pressões inflacionárias associadas ao petróleo e o tom mais conservador de autoridades do Federal Reserve, o banco central americano. No Brasil, o recuo refletiu a combinação de um leilão do Tesouro percebido como menos agressivo do que o esperado em termos de risco, a continuidade do fluxo favorável para ativos locais e o recuo das taxas americanas. O DI jan/29 encerrou a 12,32% (-12 bps) e o DI jan/31 a 12,42% (-18 bps). A NTN-B também recuou, com a B29 a 6,68% (vs. 6,82%), a B35 a 6,78% (vs. 6,90%) e a B50 a 6,65% (vs. 6,74%). Mercados globaisNesta sexta-feira (9), os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: +0,4%; Nasdaq 100: +0,8%) após a queda do petróleo e com a recuperação das ações de tecnologia após o temor de quinta-feira com a receita da OpenAI, depois que a Bloomberg informou que a empresa espera atingir ao menos US$ 70 bilhões anualizados até o fim do ano. Na Europa, o Stoxx 600 opera em alta de 1,0%, impulsionado principalmente pelos setores bancário e de tecnologia. Na Ásia, os mercados fecharam em alta: o Nikkei 225 (Japão) avança 1,3%, enquanto na China o CSI 300 avançou 0,2% e o Hang Seng (Hong Kong) subiu 1,8%. O mercado acompanha hoje a queda do petróleo, depois que Donald Trump afirmou que os EUA não atacarão o Irã antes das eleições legislativas de novembro e descreveu as conversas como “produtivas”, ainda que operadores sigam céticos diante dos ataques a petroleiros no Estreito de Ormuz. O Brent recua cerca de 1,2%, para próximo de US$ 103/barril, e o yield do Treasury de 10 anos oscila perto de 5,25%, enquanto o mercado precifica cerca de 70% de chance de manutenção dos juros pelo Fed em dezembro, com o dirigente Christopher Waller afirmando que novas altas devem ser necessárias. Os investidores também direcionam o foco para a temporada de resultados, com divulgações esperadas de JPMorgan, Wells Fargo, Goldman Sachs e Citigroup na terça-feira e de Bank of America e Morgan Stanley na quarta-feira, além do CPI de setembro, também na quarta-feira. IFIXO Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão desta quinta-feira em queda de 0,14%, aos 3.949,64 pontos, devolvendo parte dos ganhos observados nas sessões anteriores. O desempenho dos segmentos foi majoritariamente negativo ao longo do dia. As lajes corporativas destoaram do restante do mercado e lideraram os ganhos, com alta de 0,57%, seguidas pelo segmento de Outros (+0,13%). Entre as quedas, os fundos de multiestratégia recuaram 0,32%, acompanhados pelos fundos de shoppings (-0,31%) e pelos multiestratégia/FOFs (-0,27%). Os segmentos de ativos logísticos (-0,11%), híbridos (-0,12%) e fundos de fundos (-0,11%) também encerraram o pregão no campo negativo. Os fundos de recebíveis, que representam 35,1% da carteira teórica do índice, recuaram 0,10%, mesma variação observada pelos FIIs de tijolo no agregado. Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram TRBL11 (+4,3%), LIFE11 (+3,4%) e KCRE11 (+2,7%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por MCRE11 (-4,3%), BBIG11 (-2,7%) e VILG11 (-1,6%). EconomiaNos Estados Unidos, dirigentes do Fed reforçaram a sinalização de novas altas de juros. Christopher Waller afirmou que aumentos adicionais provavelmente serão necessários para levar a inflação à meta, mas deixou aberta a possibilidade de pausa em outubro. Alberto Musalem, presidente do Fed de St. Louis, considera necessário um aperto adicional nos próximos seis a nove meses. O mercado espera manutenção dos juros em outubro, com nova alta em dezembro. Na agenda internacional de hoje, destaque para a leitura preliminar da sondagem de confiança do consumidor da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos. No Brasil, o principal indicador será o IPCA de setembro, para o qual projetamos alta de 0,75% M/M e 4,50% A/A, impulsionada por preços administrados e alimentos. O Morning Call XP também está no YouTube, com participação dos nossos especialistas, ao vivo. Clique aqui e assista à transmissão de hoje! ECONOMIA 1. IPCA de setembro é destaque na agenda de hoje EMPRESAS 1. Brasil | Óleo & Gás: adicionando novas fronteiras exploratórias 2. SLC (SLCE3) | Às portas de uma nova safra 3. Camil (CAML3) | Análise dos resultados do 2T26 (agosto/26): preparando a cozinha 4. XP Educação | Prévia do 3T26: pressão sobre as margens, força na geração de caixa RENDA FIXA: 1. De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa ALOCAÇÃO E FUNDOS 1. Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias ESG 1. NOAA eleva probabilidade de que El Niño alcance intensidade “muito forte” nos próximos meses | Café com ESG, 09/10
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