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Divórcio do Azzas 2154: quem fica com o quê |
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Depois de muita queda de braço, Alexandre Birman e Roberto Jatahy desmancharam o Azzas 2154. As marcas ali dentro voltam aos guarda-chuvas originais: uma parte com a Arezzo, de Birman; outra com o Grupo Soma, de Jatahy. |
A Arezzo fica com a Hering mais as linhas de calçados e bolsas (Schutz, Anacapri, Vans e, claro, Arezzo); a Soma, com vestuário premium (Animale, Cris Barros, NV e Reserva).
A rentável Farm Rio, joia da coroa, fica dividida entre as duas: 57% com a Arezzo, 43% com a Soma – para uma eventual venda bilionária.
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Na bolsa: com a cisão interna, as ações do Azzas subiram 11%. Natural. Antes da fusão, em 2024, Arezzo e Soma valiam R$ 11 bilhões juntas. Sob as asas do Azzas, valem hoje R$ 3,5 bi. Em suma: as partes, aqui, valem mais que o todo. |
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🏭 O novo CEO da CSN |
🔍 A paralisação na Unilever |
🛍️ A Magalu no Meli |
💬 A Hitachi de olho no Brasil |
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HIGHLIGHTS |
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“O pra sempre sempre acaba”, cantava Renato Russo. A CSN provou que ele estava certo: Benjamin Steinbruch, CEO da siderúrgica há 24 anos, passou o comando para Fábio Schvartsman, que foi CEO da Vale – inclusive durante a tragédia de Brumadinho. Não será fácil: a CSN acumula uma dívida (líquida) de R$ 42 bilhões. |
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🔍 Anvisa suspende produção na Unilever |
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A Anvisa mandou suspender a fabricação de produtos da Unilever na fábrica de Vinhedo (SP) – das marcas Omo, Brilhante, Comfort e Surf. O caso é diferente daquele da Ypê. Ali, foi contaminação bacteriana e houve recall. Na Unilever, não. E os produtos não chegaram às prateleiras. |
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🛍️ Se não pode vencê-los… |
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O Magalu passou a vender produtos dentro do Mercado Livre – até então seu maior concorrente. É o mesmo script da parceria com a Amazon: o Magalu não ganha só na venda; ganha na entrega também, que fica a cargo do Magalog, o braço de logística da varejista. |
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O Itaú está perto de acertar com a Eztec a maior locação de escritórios da história de São Paulo em termos de área, segundo o site Metro Quadrado. São 90 mil m². |
Trata-se de 100% do complexo Esther Towers, em Santo Amaro, na zona sul.
A Eztec pede R$ 110/m² ali. Bem mais em conta que na Faria Lima, onde os aluguéis mais caros batem em R$ 400/m².
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Na foto: concepção artística do Esther Towers, em construção. Crédito: Reprodução. |
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Hitachi de olho no boom de data centers no Brasil |
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A Hitachi é uma daquelas empresas que fazem de tudo: trem-bala, elevador, linha de transmissão. Só que o negócio mais rentável dela hoje vem da área digital. É ali que mora a subsidiária Vantara, braço de armazenamento de dados – que atua no Brasil. |
Por aqui, a japonesa já atende quem sempre precisou de armazenamento pesado – Petrobras, Banco do Brasil, Caixa.
Agora, com o boom dos data centers no país, a aposta é ampliar para empresas privadas e clientes de médio porte. O Brasil já é o 11º país do mundo com mais data centers, com 212.
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A América Latina responde por apenas 2% da receita global da Hitachi como um todo. Eles não divulgam o percentual da Vantara sozinha, mas dizem que este é o quinto ano seguido de crescimento na região – e que o Brasil representa 40% do bolo. |
Leia mais nesta reportagem de Rikardy Tooge. |
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| O MELHOR DO |
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Volkswagen enfrenta mais do que a concorrência chinesa: o próprio conselho |
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Os funcionários da Volkswagen contam os dias para a sexta-feira (4) – e não é pelo happy hour. Na data, o CEO da montadora, Oliver Blume, reúne o conselho para apresentar o plano de reestruturação: tornar a maior empresa da Alemanha menor e menos alemã. |
Na China, seu maior mercado, o problema é a concorrência com as montadoras locais. Os EUA são o 3º. E a dor de cabeça ali são as tarifas de Trump – elas deixam os Volkswagens mais caros e reduzem as vendas.
Na Alemanha, o entrave é o custo da mão de obra. Juntando tudo, Blume propõe cortar 100 mil vagas (15% do total), a maior parte na Alemanha, e fechar quatro fábricas por lá.
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O desafio do CEO é conseguir o aval do conselho, porque se trata de um board político: 50% sindicalistas mais representantes do governo local. Se não sair um veredito, Blume considera ignorar a tradição e levar a proposta direto aos acionistas. |
Leia mais nesta reportagem do Wall Street Journal, em português. |
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UM NÚMERO |
42% |
É o quanto o querosene de aviação (QAV) representa hoje nos custos das companhias aéreas brasileiras. Antes da guerra no Irã, era 30%. |
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Curadoria e textos: Camila Paim Edição: Alexandre Versignassi Design: João Brito |
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