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| Quais as oportunidades e riscos desta semana? |
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| A taxa Selic em patamar elevado por um período bastante prolongado está finalmente atingindo a atividade nacional, e as incertezas atuais, tanto eleitorais quanto geopolíticas com volatilidade e prêmio de risco retornando às commodities, tornam improvável que o ritmo de cortes pelo Copom continue por muito mais tempo. |
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| Esse custo de capital mais alto tem atingido não só as empresas e as pessoas em geral, como quem as financia: os bancos. Os números de inadimplência têm sido a maior pedra no sapato das instituições financeiras brasileiras, mesmo os maiores bancos do país, e não foi diferente nos resultados do 2T26. |
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| O JPMorgan, por exemplo, destacou esse ponto no resultado trimestral de Bradesco dizendo que pode gerar dúvidas nos investidores sobre o nível atual de provisionamento para esse fim. No caso de Santander, a inadimplência até ficou comportada, mas o lucro 43% abaixo das estimativas foi o maior calcanhar de aquiles do balanço. Itaú foi o que melhor geriu os inadimplentes, com o número acima de 90 dias (NPL) ficando estável pelo sexto trimestre seguido em 1,9%. |
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| Vamos ver o que essas atualizações dos números dizem sobre o investimento em cada um dos bancos e o que esperar do maior resultado da próxima semana: Banco do Brasil. |
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| Quais trades eu devo considerar? |
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| Itaú segue líder isolado em rentabilidade: lucro de R$12,4B no 2T26 (+7,8% a/a), ROAE de 24,3% e carteira ampliada de R$1,52T (+9,6% a/a), com inadimplência estável em 1,9% pelo sexto trimestre seguido. O único ponto de atenção foi o corte no guidance de receitas de serviços e seguros, reflexo da maior volatilidade do mercado de capitais. No entanto, o mercado enxergou mais como um ruído pontual, não estrutural. |
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| Já Bradesco faz o 10º trimestre consecutivo de alta no lucro (R$7,05B, +16% a/a) e ROAE de 16,2%, com NII forte (+15,7%) e despesas sob controle (+3,4%). Mas a qualidade da carteira preocupa justamente por conta da inadimplência, que subiu a 4,3%, enquanto o Stage 2 avançou a 5,5% e a cobertura caiu a 152%. Resultado dividiu o mercado, com alguns analistas cautelosos com crédito e outros mantendo o otimismo. |
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| Os dois contrastam com a decepção com Santander. O lucro somou R$3,01B, queda de 17,6% a/a e 20,4% t/t, com ROE recuando de 16,4% para 12,5% e provisões disparando (+20,6% t/t). Sem direção estratégica clara do novo CEO, a meta de ROE de 20% fica cada vez mais distante. |
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| Esse contexto coloca um peso diferente para o balanço de BB, que sai na próxima quarta-feira, dia 12 de agosto. |
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| Devo considerar esta operação? |
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| BBAS3 vem de um balanço do 1º trimestre complicado e um histórico não muito animador pensando em crédito. Não só o BB registrou queda de 53,5% a.a. no lucro líquido ajustado e reduziu seu guidance de superávit em 2026 para entre R$ 18 bilhões e R$ 22 bilhões na última divulgação, a exposição do banco ao agronegócio é ao mesmo tempo seu maior diferencial e a maior fonte de preocupação entre investidores. |
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| Isso por conta da inadimplência do setor, que ficou em 6,22% no 1T26, bem acima dos 2,76% do ano anterior e maior que os 6,09% do último trimestre de 2025. Essa pedra no sapato segue no radar do mercado, que derrubou as ações nesta semana à espera do balanço desta quarta (12). |
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| Os três pontos a se observar sobre Banco do Brasil são os seguintes: |
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- Está barato em relação ao Preço-Justo (upside de 27,3%), mas entrega menos retorno e crescimento que os pares privados.
- Tem a maior carteira de crédito, mas precisa mostrar eficiência e controle de inadimplência para destravar valor.
- Provisões elevadas e ROE baixo sugerem conservadorismo e desafios na rentabilidade.
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| Dados datados de 7.8.2026 |
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