
O juiz apita e a bola rola: a
Copa do Mundo está aqui. E, para lá dos resultados nos gramados, o torneio de 2026 prova que, na economia da atenção, quem se veste melhor sai ganhando de goleada: nas redes, as buscas por "camisas da Copa do Mundo" saltaram 840% de acordo com dados do
Pinterest Predicts. A invasão dos uniformes à moda urbana virou até
buzzword, a chamada
Blokecore.
Até aqui, nada de novo para você, que veste sua camisa do Timão todos os sábados. Acontece que, na década do
athleisure, a paixão pelo manto vai muito além do gramado: com público estimado de seis bilhões de pessoas, o evento é uma das maiores vitrines da moda global. E o luxo sabe disso.
Hoje, os uniformes de diversas seleções ganham design das principais casas do planeta. Pense na
Loewe para o time da Espanha; na
Jacquemus para a França; e na parceria do
Virgil Abloh Archive com a
Nike para o time dos Estados Unidos. O Brasil não fica para trás – embora a alfaiataria de
Ricardo Almeida tenha dividido opiniões no embarque dos jogadores para o torneio (procure por "uniforme Seleção + Todo Mundo Odeia o Chris").
Porém, o impacto da moda na Copa não fica restrito à indústria de alto padrão. Ao contrário: algumas iniciativas de 2026 têm sido elogiadas justamente por olharem para os produtores e artesãos locais. E o exemplo maior disso vem do México, com a parceria entre a
Adidas Originals e a
Someone Somewhere, que criou uma coleção bordada a mão por artesãs de Puebla para a seleção mexicana – luxo maior que a assinatura de muita maison, se nos perguntarem.
No terreno simbólico, ainda mais impacto veio com a Seleção do Haiti, que, a poucos dias da estreia teve seu uniforme alterado por ordens da
Fifa. O motivo seria a presença de um ícone político, agora removido do manto haitiano. Entre gols contra e a favor, o torneio segue em curso.
E aqui listamos as principais jogadas dessa partida.