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17 de junho de 2026 Morning Call | Superquarta: Fed e Copom decidem juros hoje; saiba o que esperar |
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IbovespaO Ibovespa encerrou o pregão de terça-feira em queda de 0,5%, aos 169.648 pontos. O índice foi pressionado principalmente pelo desempenho negativo das petroleiras, como Petrobras (PETR3, -1,0%; PETR4, -1,3%) e Brava (BRAV3, -2,7%), que seguem sofrendo com a queda dos preços do petróleo após o anúncio do cessar-fogo entre EUA e Irã. Além disso, o mercado repercute o cenário político e aguarda a “superquarta”, com as decisões de política monetária no Brasil e nos EUA.
RD Saúde (RADL3, +2,2%) foi o destaque positivo do dia, após um banco de investimentos publicar um relatório com recomendação de compra para os papéis da companhia. Na ponta negativa, Braskem (BRKM5, -9,2%) recuou após novos desdobramentos judiciais relacionados aos desastres em Maceió, que reacenderam preocupações sobre o passivo da companhia.
Renda FixaOs juros futuros encerraram a sessão de ontem em alta ao longo da curva, em movimento de correção dos prêmios domésticos, descolando do ambiente externo mais benigno e refletindo temores fiscais. Nos EUA, os rendimentos dos Treasuries recuaram com a melhora do quadro geopolítico no Oriente Médio e expectativa pela decisão do Fed, com a T-note de 2 anos a 4,05% (-1bps), a de 10 anos a 4,44% (-3bps) e o T-bond de 30 anos a 4,94% (-3bps). No Brasil, a curva encerrou com o DI jan/27 a 14,26% (+2bps), o DI jan/29 a 14,41% (+8bps) e o DI jan/31 a 14,29% (+5bps). A curva NTN-B encerrou com certa estabilidade e ajustes pontuais em vértices intermediários, com a B29 estável em 8,32%, a B35 em 7,84% (vs. 7,94%) e a B50 em 7,43% (vs. 7,42%). Mercados globaisNesta quarta-feira, os futuros nos EUA operam mistos (S&P 500: 0,0%; Nasdaq 100: +0,4%), com os investidores aguardando a decisão do Federal Reserve. Apesar da queda das empresas de tecnologia na sessão anterior, o sentimento segue apoiado pela expectativa de um acordo definitivo entre Estados Unidos e Irã e pela continuidade dos investimentos ligados à inteligência artificial. Na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: +0,3%). Na China, os mercados fecharam com performances mistas (CSI 300: +1,0%; HSI: -0,7%), após acumular forte alta na semana, enquanto na Ásia as performances foram majoritariamente positivas, com destaque para o Nikkei (Japão), que avançou 0,72% e renovou sua máxima histórica, e para o Kospi (Coreia do Sul), que subiu 1,58%. IFIXO IFIX encerrou o pregão de ontem em queda de 0,23%, aos 3.824,21 pontos, recuando 8,94 pontos frente ao fechamento anterior de 3.833,15 pontos. A sessão refletiu maior cautela dos investidores, com negociações concentradas nos papéis de maior liquidez. Os Fundos de Tijolo cederam 0,20% no dia, com pressão vinda de Lajes Corporativas (-0,34%) e desempenho praticamente estável em Ativos Logísticos (-0,02%), enquanto Shoppings recuaram 0,20%. Os Fundos de Recebíveis, segmento de maior peso no índice com 33,5% de participação, registraram queda de 0,28%. Multiestratégia pressionou o índice com recuo de 0,46%, e os Fundos Híbridos cederam 0,29%. Na contramão, o segmento Fundo de Fundos caiu 0,24%, sendo o único entre os maiores segmentos a registrar desempenho ligeiramente menos negativo. Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram KIVO11 (+2,2%), BTAL11 (+1,1%) e BROF11 (+1,1%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por HCTR11 (-4,7%), URPR11 (-3,7%) e MFII11 (-3,4%). EconomiaNos Estados Unidos, os índices de atividade industrial divulgados ontem vieram abaixo do esperado: o Empire State Manufacturing de junho recuou a 5,7 (consenso: 13,2) e a produção industrial de maio avançou apenas 0,1% m/m. Na zona do euro, a leitura final confirmou a alta de 3,2% do índice de preços ao consumidor de maio. No Brasil, as vendas no varejo de abril decepcionaram, com queda de 0,7% no varejo ampliado e recuo de 1,5% no varejo restrito, abaixo das expectativas. O choque de energia e a fraqueza em veículos foram os principais vetores. Ainda assim, avaliamos que os fundamentos do consumo seguem sólidos, com mercado de trabalho aquecido e pacote de estímulos do governo. Nossa projeção para o PIB do 2T26 recuou marginalmente de 0,6% para 0,5% t/t. Na agenda de hoje, o destaque é duplo: decisão do Fed nos EUA e decisão do Copom no Brasil. Lá fora, o mercado precifica manutenção dos juros no intervalo de 3,50% – 3,75%, com foco no dot plot atualizado e na comunicação sobre o balanço de riscos. No Brasil, espera-se um corte adicional de 25 pontos-base da Selic, atualmente em 14,50%. Também serão divulgadas as vendas no varejo de maio nos Estados Unidos. O Morning Call XP também está no YouTube, com participação dos nossos especialistas, ao vivo. Clique aqui e assista à transmissão de hoje! ECONOMIA 1. Superquarta de política monetária: Fed e Copom decidem juros hoje EMPRESAS 1. Jalles (JALL3) | Revisão dos resultados do 4Q26: resultados fracos como esperado; guidance levemente abaixo do XPe 2. Vivara (VIVA3): Atualizando nossas estimativas após o 1T26; uma tese que ainda precisa se provar, negociada como uma joia barata ESTRATÉGIA 1. Factor Pulse: Qualidade e Baixo Risco continuam a brilhar RENDA FIXA: 1. De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa ALOCAÇÃO E FUNDOS 1. Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias ESG 1. Petrobras e Finep lançam edital de R$ 150 milhões para eletrolisador de hidrogênio de baixo carbono | Café com ESG, 17/06
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