O mercado de seguros brasileiro deve movimentar cerca de
R$ 808 bilhões somente neste ano, segundo projeções do setor.
Para gerar lucros de forma consistente nesse segmento, as seguradoras e bancos, que também oferecem o produto, precisam
acertar a estratégia.
O segredo por trás do sucesso é semelhante ao usado pelos
FIDCs (fundos de investimento em direito creditório).
Se você ainda não conhece esses ativos muito bem, não tem problema!
Como os FIDCs funcionam
Imagine uma loja que vende produtos parcelados e só recebe o valor total de suas vendas ao longo de vários meses. Ao invés de esperar, ela pode antecipar esses
recebíveis.
É justamente nesse mercado que atuam os FIDCs. Esses fundos compram direitos de recebimento de empresas e buscam
lucrar com a diferença entre o valor pago pelos créditos e os recursos recebidos ao longo dos meses seguintes.
Os recebíveis podem ter origens diversas, como
parcelas de cartão de crédito, aluguéis e até cheques.
O que isso tem a ver com seguradoras?
Segundo
Ruy Hungria, analista da Empiricus Research, a semelhança está na capacidade de avaliar riscos.
No seguro de automóveis, por exemplo, a empresa calcula a probabilidade de sinistros e define os preços de cada contrato
para que a operação seja lucrativa.
Nos FIDCs, a lógica é parecida. A gestão precisa selecionar operações que ofereçam uma
relação favorável entre retorno esperado e risco de inadimplência.
Dessa forma, os ganhos gerados pelos bons pagadores podem compensar eventuais perdas ao longo do caminho.
Um fundo para acompanhar de perto
Além do potencial de retorno, os FIDCs podem
ampliar a diversificação da carteira ao oferecer exposição a empresas que normalmente não acessam o mercado de capitais.
Para ajudar investidores a entender melhor essa classe, o Seu Dinheiro preparou o
Dossiê FIDC, um material gratuito que explica os
riscos, vantagens e as principais características desses fundos.
O conteúdo também revela um FIDC lançado em abril de 2025 e que já acumula
retorno de 18,97%, equivalente a CDI + 2,67%, além de patrimônio líquido de
R$ 1,65 milhão.
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