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🔥 Esquenta dos Mercados
A reabertura parcial do Estreito de Ormuz animou os mercados ontem (20), ajudando o Ibovespa a voltar para o campo positivo. O principal índice da B3 fechou o pregão da véspera com alta de 1,77%, aos 177.356 pontos, embora as petroleiras tenham caído.
Já nesta manhã, as incertezas voltam a dominar o clima global, após o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, ordenar que o urânio próximo ao grau de pureza necessário para armas nucleares permaneça no país. A notícia vem na esteira das afirmações de Donald Trump sobre os governos estarem na reta final das negociações.
Em meio às expectativas para o fim do conflito no Oriente Médio, as bolsas asiáticas fecharam a sessão desta quinta-feira (21) sem direção única. Liderando os ganhos na região, o índice sul-coreano Kospi saltou 8,42%, a 7.815,59 pontos.
Por lá, os investidores também repercutiram os resultados da Nvidia e o acordo da Samsung Electronics com sindicatos.
Enquanto a Samsung animou os mercados ao afastar o risco de uma greve de funcionários, a fabricante de chips adicionou pressão ao setor de semicondutores com um balanço que, apesar de superar as expectativas, decepcionou investidores acostumados a números extraordinários.
Já as bolsas europeias até amanheceram em alta, reagindo à queda dos preços do petróleo no início da manhã. Porém, com a informação sobre a permanência do urânio enriquecido no Irã, os índices voltaram ao campo negativo.
Os contratos futuros do Brent chegaram a subir mais de 2,20% após a notícia.
Enquanto isso, os investidores da região também digerem dados divulgados sobre o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto da zona do euro e no Reino Unido, que recuaram, mostrando os efeitos do conflito na Europa. No bloco, o indicador caiu ao menor nível em 31 meses.
Em Wall Street, os índices futuros de Nova York também indicam um dia de perdas. Nos EUA, a agenda traz ainda o PMI norte-americano e a divulgação do balanço do Walmart.
Por aqui, as atenções se voltam para os dados de arrecadação federal de abril e para a oferta secundária de ações da Copasa. Além disso, a Petrobras também estará sob os holofotes por aderir à nova subvenção do governo federal para combustíveis, mas sem alterar sua estratégia comercial.
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