Morning Call | Queda do preço do petróleo e confiança do consumidor nos EUA em destaque

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26 de maio de 2026

Morning Call | Queda do preço do petróleo e confiança do consumidor nos EUA em destaque

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Ibovespa

O Ibovespa encerrou o pregão de segunda-feira em alta de 0,9%, aos 177.816 pontos, com 66 dos 79 papéis do índice fechando no campo positivo. O movimento acompanhou a melhora do apetite global por risco em meio ao aumento do otimismo com um possível acordo entre EUA e Irã, enquanto a queda dos juros futuros deu suporte adicional para as ações cíclicas.

Assaí (ASAI3, +8,1%) teve alta, beneficiada pelo fechamento da curva de juros. Na ponta negativa, Prio (PRIO3, -6,0%) foi pressionada pela queda dos preços do petróleo. Petrobras também recuou acompanhando o movimento do Brent.

Na agenda desta terça-feira, o destaque macro fica para a divulgação do índice de confiança do consumidor do Conference Board nos EUA.

Renda Fixa

Os juros recuaram em bloco nesta segunda-feira, com a curva reagindo à queda de quase 7% do petróleo e ao otimismo com relatos de um possível acordo entre Estados Unidos e Irã que poderia levar à reabertura do Estreito de Ormuz. Nos EUA, as Treasuries não tiveram negociação devido ao feriado do Memorial Day. No Brasil, a curva de DIs fechou com maior alívio nos vértices intermediários e longos, com o DI jan/27 em 14,03% (-10bps), o DI jan/29 em 13,71% (-19bps) e o DI jan/31 em 13,84% (-16bps). A curva de NTN-B apresentou recuo, com a B29 em 7,95% (vs. 7,99%), a B35 em 7,78% (vs. 7,82%) e a B50 em 7,32% (vs. 7,38%).

Mercados globais

Nesta terça-feira, os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: +0,7%; Nasdaq 100: +1,0%), impulsionados pela forte queda do petróleo e pelo aumento do otimismo em torno de um possível acordo entre EUA e Irã. O movimento ocorre após Donald Trump afirmar que as negociações com o Irã estão “progredindo bem”, embora tenha reforçado que uma retomada dos ataques segue sobre a mesa caso as tratativas fracassem.


Na Europa, as bolsas recuam levemente dos maiores níveis desde o início de março (Stoxx 600: -0,1%), apesar do alívio global nos preços de energia e a melhora do sentimento de mercado e da redução dos yields soberanos na Zona do Euro, refletindo expectativas de menor pressão inflacionária caso um acordo no Oriente Médio avance.


Na China, os mercados fecharam em alta (CSI 300: +0,5%; HSI: 0,0%), sustentados pela expectativa de avanço diplomático entre Washington e Teerã. No restante da Ásia, as bolsas acompanharam o movimento, com o Kospi renovando máximas históricas, encerrando em alta de 2,55%, enquanto o Nikkei japonês realizou parcialmente os ganhos após superar pela primeira vez os 65 mil pontos na sessão anterior.


IFIX

O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou a segunda-feira em alta de 0,23%, aos 3.863,87 pontos, avançando 8,78 pontos frente ao fechamento anterior. Entre os segmentos, os Fundos de Tijolo avançaram 0,26%, com Shoppings subindo 0,15% e Ativos Logísticos encerrando praticamente estáveis, com ganho de 0,03%, enquanto Lajes Corporativas se destacaram positivamente com alta de 0,30%. Os Fundos de Recebíveis registraram valorização de 0,19%, mantendo seu perfil consistente. Os Fundos Híbridos avançaram 0,15%, os Fundos de Fundos subiram 0,92% e Multiestratégia registrou alta de 0,91%. Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram VGHF11 (+3,5%), VINO11 (+3,1%) e MFII11 (+2,2%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por VGRI11 (-2,2%), URPR11 (-2,1%) e TRBL11 (-2,0%).


Economia

O preço do petróleo (Brent) recuou cerca de 7% na sessão de ontem, para aproximadamente US$ 96 por barril — o menor patamar em duas semanas —, após sinalizações de que Estados Unidos e Irã estão se aproximando de um acordo para encerrar o conflito e reabrir o Estreito de Ormuz. Segundo o portal de notícias Axios, o acordo em negociação prevê uma extensão do cessar-fogo por 60 dias, durante os quais o estreito seria reaberto sem cobrança de pedágio e o Irã poderia voltar a exportar petróleo livremente; em contrapartida, os Estados Unidos suspenderiam o bloqueio a portos iranianos.


No Brasil, o Boletim Focus mostrou nova alta nas projeções de inflação, com a mediana do IPCA de 2026 subindo de 4,92% para 5,04% — a 11ª alta consecutiva. Trata-se de uma elevação mais expressiva do que o observado nas semanas anteriores, refletindo a persistência do choque global de energia. No campo político, o relator da PEC que extingue a escala 6×1 apresentou o parecer à comissão especial da Câmara dos Deputados. O texto propõe a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, com dois dias de descanso e sem corte salarial. A transição ocorreria em duas etapas: 60 dias após a promulgação da PEC, a jornada de trabalho passaria de 44 para 42 horas; as duas horas restantes seriam retiradas em até 12 meses.


Hoje, o Banco Central do Brasil divulgará as estatísticas do balanço de pagamentos de abril, que devem mostrar aumento expressivo na balança comercial em meio aos termos de troca mais favoráveis (particularmente o salto nas exportações de petróleo).  



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