Morning Call | Bolsas em alta hoje; tensão EUA-Cuba e dados dos EUA no radar

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22 de maio de 2026

Morning Call | Bolsas em alta hoje; tensão EUA-Cuba e dados dos EUA no radar

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Ibovespa

O Ibovespa encerrou o pregão de quinta-feira em alta de 0,2%, aos 177.650 pontos, acompanhando o movimento dos mercados globais. 

Na ponta positiva, Natura (NATU3, +2,0%) se destacou, beneficiada pelo recuo dos juros futuros. Na ponta negativa, Minerva (BEEF3, -5,4%) liderou as perdas após um banco de investimentos rebaixar a recomendação do papel de compra para neutra.

Na agenda desta sexta-feira, o destaque econômico fica para a divulgação das expectativas de inflação e do índice de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan nos EUA.

Renda Fixa

Os juros futuros tiveram desempenho misto nesta quinta-feira (21), com Treasuries curtos em leve alta e longos em queda diante dos relatos de um acordo final entre Estados Unidos e Irã para encerrar a guerra, enquanto o petróleo recuou apenas parcialmente e as apostas em nova alta de juros pelo Fed seguiram relevantes. A T-note de 2 anos operou a 4,06% (+1 bp), a T-note de 10 anos a 4,56% (-2 bps) e o T-bond de 30 anos a 5,08% (-3 bps). No Brasil, a curva de DIs fechou em baixa, em especial nos vértices intermediários e longos, ainda bastante correlacionada ao petróleo e ao noticiário geopolítico, com o DI jan/27 em 14,04% (-4 bps), o DI jan/29 em 13,85% (-12 bps) e o DI jan/31 em 14,02% (-9 bps). A curva de NTN-B apresentou oscilações leves, com a B29 encerrando em 7,98% (de 8,0%), a B35 em 7,81% (de 7,78%) e a B50 em 7,35% (de 7,33%).

Mercados globais

Nesta sexta-feira, os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: +0,4%; Nasdaq 100: +0,6%), com investidores caminhando para mais uma semana positiva, apesar da volatilidade recente causada pela abertura das Treasuries longas. O petróleo voltou a subir após notícias de que o Irã pretende manter seu estoque de urânio enriquecido, elevando receios sobre uma resolução rápida do conflito. O S&P 500 acumula alta de 0,5% na semana, caminhando para a oitava semana consecutiva de ganhos.


Na Europa, os mercados operam em alta (Stoxx 600: +0,6%), acompanhando o alívio parcial observado nas taxas de títulos públicos globais e o tom mais construtivo em torno das negociações no Oriente Médio. No Reino Unido, dados mostraram queda de 1,3% nas vendas no varejo em abril, refletindo impacto do aumento nos preços de energia e combustíveis. As ações da espanhola Puig despencam após o fim das negociações com a Estée Lauder para uma potencial fusão.


Na China, os mercados fecharam em alta (CSI 300: +1,3%; HSI: +0,9%), em meio ao otimismo com os esforços diplomáticos entre EUA e Irã e à redução recente dos yields americanos. No Japão, o Nikkei saltou 2,7%, impulsionado por dados de inflação mais fracos, que reduziram expectativas de aperto monetário pelo Banco do Japão. Já na Coreia do Sul, o Kospi avançou 0,4% e o Kosdaq disparou quase 5%, refletindo forte desempenho das ações ligadas à tecnologia e semicondutores.


IFIX


O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou a quinta-feira (21) estável, aos 3.849,95 pontos, com variação negativa de apenas 0,003% frente ao fechamento anterior. A abertura ocorreu no mesmo patamar do pregão anterior, reforçando o tom de cautela do mercado. Os Fundos de Tijolo recuaram 0,04%, com desempenho misto entre os subsegmentos: Shoppings cederam 0,02%, enquanto Ativos Logísticos encerraram estáveis e Lajes Corporativas registraram queda de 0,42%. Os Fundos de Recebíveis também fecharam levemente no campo negativo, com baixa de 0,05%. Em sentido oposto, os Fundos Híbridos avançaram 0,30%, os Fundos de Fundos registraram alta de 0,19% e Multiestratégia subiu 0,16%. Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram LVBI11 (+2,1%), VGHF11 (+2,0%) e BPML11 (+1,7%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por TRBL11 (-2,8%), CACR11 (-2,4%) e BTAL11 (-2,2%).


Economia

Nos Estados Unidos, mercado de trabalho e atividade seguem resilientes reforçando a leitura de juros elevados por mais tempo. Na zona do euro, por outro lado, o recuo do PMI composto para terreno mais contracionista evidenciou uma combinação mais desconfortável de atividade fraca e inflação pressionada.


No Brasil, a arrecadação federal surpreendeu para cima em abril, sustentada por atividade e mercado de trabalho fortes, mas ainda insuficiente, sozinha, para garantir o cumprimento da meta fiscal. A agenda de hoje não traz indicadores econômicos a serem acompanhados.


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Equipe Expert | XP Research

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