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03 de novembro de 2026 Morning Call | Eleições nos EUA e expectativas para o Copom no radar Ouça o áudio do Morning Call XP no Spotify |
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IbovespaO Ibovespa encerrou a semana em queda de 18,1% em reais e de 24,3% em dólares, por conta da depreciação de 9,2% do real, aos 167.922 pontos.
Suzano (SUZB3, +16,4%) foi o destaque positivo da semana, beneficiada pela depreciação do real e após confirmar reajuste de US$ 50 por tonelada nos preços da celulose para Europa e América do Norte a partir de novembro.
Por outro lado, Vamos (VAMO3, -62,9%) foi o destaque negativo, pressionada pela forte abertura da curva de juros e pela reprecificação das companhias domésticas mais alavancadas e intensivas em capital.
Renda FixaA semana foi marcada por forte abertura da curva de juros doméstica, superior a 250 bps em vértices longos, refletindo a reprecificação dos riscos fiscais após o resultado do 2º turno das eleições. Nos EUA, o movimento foi oposto, com fechamento das taxas dos Treasuries diante do aumento da demanda por ativos defensivos em um ambiente de maior tensão geopolítica. A T-note de 2 anos encerrou a sexta-feira (30) em 4,57% (-12 bps vs. semana anterior), a T-note de 10 anos em 4,9% (-8 bps) e o T-bond de 30 anos em 5,31% (-2 bps). Enquanto o DI jan/27 encerrou a 13,64% (+16 bps na semana), o DI jan/29 a 14,94% (+234 bps) e o DI jan/31 a 15,21% (+264 bps). A abertura também foi observada nas NTN-Bs, com a B29 avançando para 7,80% (vs. 6,77%) e a B35 para 7,92% (vs. 6,74%). Mercados globais Nesta terça-feira, os futuros nos EUA operam em direções opostas (S&P 500: -0,1%; Nasdaq 100: 0,4%), em dia de eleições de meio de mandato e após o guidance mais fraco da Apple, que recua cerca de 3% no pós-mercado com a projeção de margem bruta pressionada pela alta dos preços de memória. Na Europa, o Stoxx 600 opera em queda de 0,3%, pressionado principalmente pelos setores de tecnologia e aéreas. Na Ásia, os mercados fecharam majoritariamente em queda, em mais um dia de dúvidas sobre o retorno dos investimentos em inteligência artificial: o Kospi (Coreia) recuou 3,6%, com Samsung e SK Hynix caindo mais de 4%, enquanto na China, o CSI 300 fechou em leve queda de -0,2% e o Hang Seng (Hong Kong) avançou 0,6%, apoiado por novas medidas de suporte ao mercado acionário anunciadas por Pequim. O mercado acompanha a retomada dos preços do petróleo após relatos de um ataque americano à ilha iraniana de Qeshm, no Estreito de Ormuz, um dia depois de o Irã sinalizar abertura para negociações de paz. O Brent sobe cerca de 1,1%, para próximo de US$ 106/barril, recuperando parte da queda de mais de 7% da véspera. O Treasury de 10 anos opera em 4,92%, com o mercado ainda precificando como mais provável uma alta de juros pelo Fed em dezembro. Os investidores também direcionam o foco para o resultado das eleições e para a temporada de resultados, com divulgações esperadas de AMD, Uber, National Grid e Booking ao longo da semana, e o relatório de emprego de outubro, na sexta-feira. IFIX O Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão de sexta-feira (30) com alta de 0,40%, aos 3.646,62 pontos. Apesar do avanço no dia, o índice acumulou queda de 8,62% na semana e encerrou outubro com recuo de 2,89%. Entre os principais segmentos, os FIIs de papel registraram desempenho de -6,20% na semana e -2,44% no mês, enquanto os fundos de tijolo recuaram 10,17% no acumulado semanal e 2,41% ao longo de outubro. Após as recentes quedas, o IFIX passou a negociar com deságio de aproximadamente 12% em relação ao valor patrimonial, patamar elevado frente à média histórica. Entre os principais segmentos, os fundos de recebíveis negociam com desconto médio de cerca de 6,4%, enquanto os FIIs de tijolo e os FOFs/multiestratégia apresentam deságios mais expressivos, de 14,4% e 13,6%, respectivamente. Esses níveis se tornam ainda mais significativos ao considerarmos que os valores patrimoniais já refletem a alta das NTN-Bs nos últimos anos, cujas taxas seguem em patamares historicamente elevados. A sessão de sexta-feira (30) foi marcada por desempenho positivo entre os principais segmentos do mercado. Os fundos de recebíveis avançaram 0,06%, enquanto os FIIs de tijolo registraram valorização de 0,68%. Entre os segmentos de tijolo, os ativos logísticos lideraram os ganhos, com alta de 1,08%, seguidos pelas lajes corporativas (+0,28%) e pelos fundos de shoppings (+0,24%). Já os fundos híbridos avançaram 0,20%, enquanto a categoria multiestratégia/FOF registrou alta de 0,76%. Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram HSML11 (+3,2%), VILG11 (+3,0%) e BBIG11 (+2,6%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por MFII11 (-3,8%), HSLG11 (-2,9%) e VCJR11 (-2,2%). Economia O preço do petróleo (tipo Brent) recuou 7,6% ontem, para cerca de 105 dólares por barril, em meio a sinais de abertura para uma solução diplomática para a guerra no Oriente Médio. Negociadores iranianos e mediadores do Catar elaboraram uma proposta para reabrir o Estreito de Ormuz em até dois dias após um eventual acordo com Washington. Nos Estados Unidos, o índice ISM da indústria subiu para 55,5 em outubro, acima das expectativas, com pressões de custos ainda elevadas, combinação que corrobora a expectativa de nova alta de juros pelo Fed em dezembro. Na China, o PMI oficial da indústria recuou para 49,3, em território contracionista. No Brasil, a taxa de desemprego atingiu 5,2% em setembro, nova mínima histórica, e os rendimentos reais do trabalho voltaram a subir no 3º trimestre. Ainda assim, projetamos que a taxa de desemprego subirá de 5,4% ao final de 2026 para 6,5% ao final de 2027, na esteira da perda de tração da atividade doméstica. Na agenda internacional, as atenções estarão voltadas às eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, realizadas hoje, que definirão a composição do Congresso para os próximos dois anos. Ao longo da semana, destaque para o relatório de emprego (Nonfarm Payroll) americano de outubro e para a decisão de juros do Banco da Inglaterra. No Brasil, o Copom se reúne hoje e amanhã para decidir sobre a taxa Selic. O Morning Call XP também está no YouTube, com participação dos nossos especialistas, ao vivo. Clique aqui e assista à transmissão de hoje! ECONOMIA 1. Petróleo recua com sinais de avanço diplomático entre Estados Unidos e Irã, às vésperas das eleições de meio de mandato americanas EMPRESAS 1. Utilities: prévia dos resultados do 3º trimestre de 2026 2. XP Varejo: campanhas de datas duplas transformam a Black Friday em uma Black Month 3. WEG (WEGE3): defensiva por natureza, preparada para crescer 4. Nubank (Nu): riscos superprecificados, oportunidades subprecificadas 6. Brasil Telecom: especialista em dados | monitor de preços 9. Boa Safra (B3: SOJA3) | Prévia dos resultados do 3T26: foco migra para a conversão da carteira de pedidos 10. Vittia (B3: VITT3) | Prévia de resultados do 3T26: trimestre fraco 11. Jalles (B3: JALL3) | Resultados devem subestimar a perspectiva construtiva 12. BrasilAgro (B3: AGRO3) | Prévia de resultados do 1T27: Modo de espera persiste 13. Irani (RANI3): resultados acima do esperado, com volumes robustos de caixas de papelão ondulado; revisão do 3T26 14. Usiminas (USIM5): trimestre fraco, com perspectiva desafiadora à frente; revisão do 3T26 15. Petroleiras independentes de E&P | Prévia do 3T26: Brent mais fraco, resultados mistos 16. CSN (CSNA3): CSN anuncia venda da divisão de Cimento, mais um passo rumo à desalavancagem 17. Vale (VALE3): aspectos positivos sob a superfície; revisão do 3T26 RENDA FIXA 1. De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa 1. Raio-XP – Rebaixando a recomendação para a Bolsa Brasileira para Neutro ALOCAÇÃO E FUNDOS 1. Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias ESG 1. Petrobras abre chamada para aquisição de biometano | Café com ESG, 03/11
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