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🔥 Esquenta dos Mercados
Às vésperas do feriado de Corpus Christi, os mercados ficam entre a cruz e a espada. De um lado, os EUA e o Irã voltaram a trocar ataques, enquanto as negociações para um acordo seguem estagnadas.
O resultado, a gente já conhece: os preços do petróleo sobem forte nesta manhã. Os contratos futuros do Brent, referência internacional da commodity, chegou a subir mais de 2,60% nesta manhã.
Já do outro lado, está a metralhadora tarifária de Donald Trump. O Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês) propôs a imposição de taxas adicionais para o Brasil, a União Europeia e outros 58 parceiros comerciais.
O motivo, segundo o órgão, é a “falha dos países em impor e aplicar efetivamente uma proibição à importação de bens produzidos com trabalho forçado”.
No caso do Brasil e de outros 54 países, a nova taxação sugerida é de 12,5%. Canadá, Equador, Indonésia, México, Paquistão e União Europeia seriam submetidos a um imposto de 10%.
Em meio às pressões, os mercados europeus amanhecem em queda generalizada. Já Wall Street amanhece com os índices futuros de Nova York caminhando em direções opostas.
Apesar das novas pressões no comércio global, as bolsas asiáticas fecharam o pregão de hoje (3) majoritariamente em alta. O entusiasmo com a inteligência artificial segue sustentando ações de tecnologia no mundo.
O destaque ficou por conta do Japão, após o índice Nikkei avançar 2,5% em Tóquio, para o nível inédito de 68.402,13 pontos, impulsionado principalmente por ações ligadas a fabricantes de chips.
A agenda econômica também não vai dar trégua nesta quarta-feira. No exterior, o Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano) divulga o Livro Bege, relatório sobre as atuais condições econômicas nos distritos.
Além disso, o relatório ADP e os índices de atividade dos gerentes de compras (PMIs, na sigla em inglês) dos EUA também são aguardados pelos investidores.
Já por aqui, os holofotes se voltam para a publicação da produção industrial de abril e do resultado da balança comercial em maio. Entre os eventos do dia, o destaque fica por conta da participação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, no 14º Fórum de Lisboa.
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