
O
CrossFit tem um desafio. E não são
burpees,
thrusters ou
snatches, mas sim o de contornar um momento delicado que atravessa há alguns anos.
A despeito do influenciador fortão que seu algoritmo insiste em exibir, a empresa por trás do popular programa de treinos tem suado a camisa para manter sua reputação e crescimento. É o que indica a queda no número de boxes, as "academias" de CrossFit, de 14 mil em 2018 para cerca de 10 mil atualmente.
Os motivos da baixa são diversos. Há quem aponte o sucesso de novas modalidades, como o
Hyrox, como responsável pelo desinteresse. Outros incluem o aumento das taxas para usuários como o estopim. Alguns episódios trágicos, como a morte do atleta sérvio
Lazar Đukić durante os
CrossFit Games, em 2024, também não colaboram.
Corporativamente, a troca de liderança tampouco transmite segurança. Desde a saída polêmica do fundador
Greg Glassman, em 2020, o comando da empresa passou por dois processos de venda e três diferentes gestões. A mais recente, iniciada nesta semana, coloca o
novo CEO Bruce Edwards à frente da missão de recuperar o prestígio da marca.
Maromba raiz, Edwards conhece o box por dentro. Em sua trajetória, já ministrou aulas e programou treinos em sua própria academia. Seu melhor
pace, no entanto, veio na gestão, seja como CEO da rede de academias
Planet Fitness, seja como COO da própria CrossFit nos anos de ouro da companhia, entre 2013 e 2019.
Agora, de frente com um cenário desfavorável, resta saber se o CEO bombado tem memória muscular necessária para garantir o "tá pago" do CrossFit.