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07 de maio de 2026 Morning Call | Reunião de Lula e Trump, balanços do 1º tri e mais |
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IbovespaO O Ibovespa encerrou o pregão de quarta-feira em alta de 0,5%, aos 187.691 pontos, registrando o segundo avanço consecutivo e fechando no maior nível desde 28 de abril. O movimento foi sustentado por melhora do apetite por risco, em meio à expectativa de um possível acordo entre EUA e Irã, além de uma leitura positiva da temporada de resultados em nomes específicos.C&A (CEAB3, +6,6%) liderou os ganhos do índice, se beneficiando do fechamento da curva de juros. Na ponta negativa, TIM (TIMS3, -8,2%) caiu após resultados abaixo das expectativas. As petroleiras também ficaram no campo negativo, com Prio (PRIO3, -4,6%), Petrobras (PETR3, -4,2%; PETR4, -3,2%), PetroReconcavo (RECV3, -2,3%) e Brava (BRAV3, -2,2%), pressionadas pela queda do petróleo.Na agenda de resultados, destaque para B3, Sabesp, Cemig, Rumo, Allos, Lojas Renner, Engie Brasil, Caixa Seguridade, Fleury, Vivara, PetroReconcavo, Magazine Luiza, Yduqs e Azzas 2154.Renda FixaOs juros futuros recuaram novamente nesta quarta-feira, com Treasuries e DIs reagindo ao tombo do petróleo e ao maior otimismo com o possível fim da guerra no Oriente Médio, após declarações de Donald Trump e sinais de reabertura do Estreito de Ormuz. Nos EUA, a T Note de 2 anos encerrou em 3,87% (-7 bps), a T Note de 10 anos em 4,35% (-7 bps) e o T Bond de 30 anos em 4,94% (-5 bps). No Brasil, a curva de DIs fechou em forte queda, com maior alívio no trecho intermediário e apoio das expectativas de corte da Selic e da visão construtiva para prefixados: o DI jan/27 fechou em 14,06% (-9 bps), o DI jan/29 em 13,52% (-19 bps) e o DI jan/31 em 13,61% (-15 bps). Mercados globais Nesta quinta-feira, os futuros nos EUA operam em leve alta (S&P 500: +0,1%; Nasdaq 100: +0,1%), após mais uma sessão de forte alta, impulsionada pelo avanço das negociações entre EUA e Irã. O mercado reagiu positivamente às notícias de que Washington e Teerã estariam próximos de um memorando preliminar para encerrar o conflito e retomar discussões nucleares. Ainda assim, Donald Trump voltou a endurecer o discurso, ameaçando retomar ataques caso o Irã rejeite o acordo. Na Europa, as bolsas operam em queda (Stoxx 600: -0,3%), pressionadas pelo segmento de oil & gas com recente queda do petróleo. O movimento foi impulsionado pela percepção de redução do risco de interrupção prolongada no Estreito de Ormuz. No corporativo, destaque para Novo Nordisk, que elevou guidance após desempenho acima do esperado de seus medicamentos para perda de peso. Na China, os mercados fecharam em alta (CSI 300: +0,5%; HSI: +1,6%). No restante da Ásia, o destaque foi o Japão, com o Nikkei (+5,0%) ultrapassando pela primeira vez os 62 mil pontos, impulsionado por tecnologia, materiais básicos e setor financeiro. SoftBank Group (+18%) esteve entre os destaques, enquanto empresas ligadas a semicondutores também registraram fortes ganhos. IFIXO Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão desta quarta‑feira em alta, após duas sessões consecutivas de queda, ao avançar 0,6% e fechar aos 3.913,96 pontos, impulsionado principalmente pelo desempenho dos Fundos de Recebíveis, que subiram 0,80% no dia. Os Fundos Híbridos também apresentaram forte valorização, com alta de 1,20%. No segmento de tijolo, o movimento foi positivo, com avanço de 0,37%, sustentado por Ativos Logísticos (+0,59%), Lajes Corporativas (+0,55%) e Shoppings (+0,07%). Os Fundos de Fundos registraram ganho mais moderado, de 0,10%, enquanto Multiestratégia avançou 0,26%. Sobressaíram TGAR11 (+3,9%), HSLG11 (+3,0%) e KNRI11 (+2,9%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por CACR11 (-9,0%), TRBL11 (-4,0%) e HCTR11 (-3,3%). Economia A perspectiva de encerramento do conflito entre EUA e Irã dominou o noticiário global ontem. A Casa Branca apresentou a Teerã um memorando de entendimento com a previsão de reabertura gradual do Estreito de Ormuz e fim do bloqueio naval a portos iranianos. O presidente Trump afirmou que o conflito tem “grandes chances de terminar” antes de sua viagem para a China, na próxima semana, e que o Irã aceitou abrir mão de seu programa de armamento nuclear. O preço do petróleo (tipo Brent) recuou 7,5% ontem, para US$ 101,5 por barril. Nesta manhã, divulgamos o relatório Brasil Macro Mensal, que traz projeções para as principais variáveis da economia doméstica. Entre os destaques, a previsão de taxa de câmbio ao final de 2026 foi revisada de 5,30 para 5,00 reais por dólar, refletindo a posição do Brasil como “vencedor relativo” no atual cenário geopolítico. Apesar disso, elevamos a projeção para o IPCA de 2026, de 5,1% para 5,3%, em linha com a piora disseminada na inflação corrente e impactos adicionais da guerra no Oriente Médio. Para 2027, mantivemos a projeção em 4,0%. Em relação à política monetária, prevemos mais três cortes de 0,25 p.p. na taxa Selic este ano, para 13,75% (antes: 13,50%), seguidos por uma pausa. A nosso ver, a postura atual mais cautelosa do Banco Central e a expectativa de reformas fiscais mantêm o espaço para cortes em 2027, com a taxa básica de juros atingindo 11,50%. Para acessar o relatório completo, clique aqui. Hoje, a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) de março será o destaque da agenda doméstica. Segundo nossas estimativas, a produção da indústria geral ficou estável em relação a fevereiro, mas aumentou de forma expressiva no 1º trimestre deste ano. A indústria extrativa vem crescendo substancialmente, na esteira da maior produção de petróleo, enquanto a indústria de transformação se recuperou no início de 2026 após resultados fracos no final de 2025. Além disso, atenções voltadas para a reunião entre os presidentes Trump e Lula em Washington. Os líderes devem tratar de temas como segurança e economia. O Morning Call XP também está no YouTube, com participação dos nossos especialistas, ao vivo. Clique aqui e assista à transmissão de hoje! ECONOMIA 1.Preços do petróleo recuam após sinais favoráveis das negociações entre EUA e Irã; XP revisa projeções de taxa de câmbio, inflação e juros EMPRESAS 1. Utilities: Pacote de Resultados 1T26 – AXIA, AURE e TAEE 2. Aura (AURA33): Resultados neutros; ventos contrários de custos de curto prazo devem normalizar; revisão do 1T26 3. Frasle Mobility (FRAS3): Um início lento, abaixo das ambições de margem; revisão do 1T26 4. Lavvi (LAVV3): Desempenho operacional mais fraco compensado por impostos e resultado financeiro 5. Smart Fit (SMFT3): 1T sólido; receita forte com margens do Brasil como destaque pelo Total Pass 6. Panvel (PNVL3): 1T sólido; crescimento saudável da receita, ainda que desacelerando, e expansão de margem por alavancagem operacional e ganhos de produtividade 7. Riachuelo (RIAA3): 1T forte; tendências saudáveis e consistentes em receita e margens 8. Moura Dubeux (MDNE3): Crescimento robusto do lucro acima das nossas estimativas 9. Minerva (BEEF3) | Revisão dos resultados do 1T26: P&L acima das estimativas com BUs fora do Brasil mais fortes; FCF abaixo 10. Incorporadoras: Materiais superam mão de obra como principal preocupação de custos 11. PRIO (PRIO3) | Resultados do 1T26: Beat it, Beat it – Resultados fortes 12. Itaú Unibanco (ITUB4): Um trimestre sólido em um período sazonalmente mais fraco; reiteramos como nossa top pick 13. Tenda (TEND3): Resultados fortes de forma disseminada 14. Iguatemi (IGTI11): Resultados recorrentes positivos e amplamente em linha 15. Klabin (KLBN11): Resultados em linha, com trajetória de custos e desalavancagem em foco 16. Banco Pine (PINE4): Rota do Yield em ação: forte crescimento e rentabilidade no 1T26 17. Banco Mercantil (BMEB4): Rentabilidade se sustenta apesar da alta no custo de risco 18. TIM (TIMS3): 1T26 misto – Top line em linha, margens e lucro líquido abaixo do esperado 19. Itaú Unibanco (ITUB4): Um trimestre sólido em um período sazonalmente mais fraco; reiteramos como nossa top pick RENDA FIXA 1. De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa ALOCAÇÃO E FUNDOS 1. Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias 2. Carteira Recomendada XP FIIs – Renda Total – Maio/25 3. ETFs: confira as principais notícias dos índices e movimentos setoriais ESG 1. Câmara dos Deputados aprova Política Nacional de Minerais Críticos; Texto segue para Senado | Café com ESG, 07/05
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