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19 de maio de 2026 Morning Call | Juros na China e vendas de imóveis nos EUA no radar |
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Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de segunda-feira em queda de 0,2%, aos 176.976 pontos, marcando a segunda baixa consecutiva e o menor nível de fechamento desde 20 de março. O índice foi pressionado principalmente por Vale, que recuou cerca de 2,0% acompanhando a queda do minério de ferro no exterior, e pela continuidade das tensões no Oriente Médio, que seguiram pesando sobre o apetite por risco global. A sessão teve viés negativo, com 47 dos 79 papéis do índice fechando em queda.
Na ponta positiva, Copasa (CSMG3, +3,5%) liderou os ganhos após o TCE-MG autorizar a venda de ações da companhia pelo governo de Minas Gerais no âmbito do processo de privatização. A CSN Mineração (CMIN3, -9,3%) registrou a maior queda do índice, pressionada pelo dia negativo para o minério de ferro no exterior.
Renda FixaOs juros futuros fecharam em queda na segunda-feira, em movimento de correção, apoiado pelo alívio parcial nas tensões entre Estados Unidos e Irã com a suspensão de um ataque planejado por Donald Trump, embora o ambiente ainda reflita prêmios de risco elevados e expectativa de Selic mais alta no Focus. Nos EUA, a T-note de 2 anos encerrou em 4,06% (-2 bps), a T-note de 10 anos em 4,60% (0 bps) e o T-bond de 30 anos em 5,13% (+1 bp). No Brasil, o DI jan/27 encerrou em 14,14% (-11 bps), o DI jan/29 em 14,00% (-18 bps) e o DI jan/31 em 14,13% (-13 bps). A curva de NTN-B apresentou abertura, com a B29 em 8,03% (vs. 7,98%), a B35 em 7,73% (vs. 7,67%) e a B50 em 7,20% (vs. 7,26%). Mercados globaisNesta terça-feira, os futuros nos EUA operam em queda (S&P 500: -0,4%; Nasdaq 100: -0,7%) após mais uma sessão de realização nas empresas de tecnologia. Seagate Technology caiu quase 7% após comentários do CEO levantarem dúvidas sobre a capacidade da indústria de expandir rapidamente a oferta para atender à demanda impulsionada por inteligência artificial, contaminando nomes como Micron Technology. No campo geopolítico, Donald Trump afirmou ter suspendido um ataque planejado ao Irã após pedidos de líderes do Oriente Médio, o que trouxe algum alívio aos preços do petróleo e ao sentimento de mercado.
Na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: +0,8%), impulsionadas pelo alívio parcial nas tensões entre EUA e Irã após Trump sinalizar uma possível retomada das negociações. No Reino Unido, o mercado acompanha dados mais fracos de trabalho, com a taxa de desemprego subindo para 5,0%, acima das expectativas, reforçando preocupações sobre desaceleração econômica em meio aos impactos da guerra e dos preços elevados de energia.
Na China, as bolsas fecharam em alta (CSI 300: +0,4%; HSI: +0,5%), refletindo o recuo do petróleo e a melhora do cenário geopolítico. Investidores seguem monitorando a reunião entre Xi Jinping e Vladimir Putin em Pequim, além da evolução das negociações envolvendo o Irã. No Japão, o Nikkei caiu 0,4%, apesar de dados mostrarem crescimento anualizado de 2,1% do PIB japonês no primeiro trimestre, acima das expectativas. IFIXO Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou em queda de 0,89% na segunda‑feira, aos 3.850,19 pontos, em um movimento de retração mais intenso ao longo de todo o pregão, refletindo um ambiente de maior cautela e pressão disseminada entre os ativos. A perda de 34,57 pontos em relação ao fechamento anterior reforça a perda de fôlego do índice na abertura da semana. Entre os segmentos, os Fundos de Tijolo recuaram 0,78%, com destaque negativo para Lajes Corporativas (‑1,23%) e Shoppings (‑1,01%), além da queda em Ativos Logísticos (‑0,48%). Os Fundos de Recebíveis também tiveram desempenho mais fraco, com recuo de 1,03%, enquanto os Fundos Híbridos caíram 0,85%. Mesmo em um dia mais negativo, seguimos observando que o segmento de recebíveis tende a apresentar uma dinâmica mais defensiva ao longo de ciclos mais longos, especialmente em fundos de menor risco, que permanecem bem posicionados para o ambiente atual. Sobressaíram RCRB11 (+2,0%), KIVO11 (+1,1%) e JSRE11 (+0,9%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por PVBI11 (-4,0%), HSML11 (-3,8%) e DEVA11 (-3,1%). EconomiaA sessão de segunda-feira foi marcada pelo impasse geopolítico em torno do Estreito de Ormuz, com Estados Unidos e Irã trocando propostas consideradas insuficientes por ambas as partes. Do ponto de vista dos ativos financeiros, porém, o principal vetor para os preços de mercado veio de uma declaração de Donald Trump no fim da tarde. O presidente afirmou que o ataque ao Irã, inicialmente previsto para hoje, não deverá ocorrer, uma vez que “negociações sérias estão em curso”. A sinalização contribuiu para aliviar o movimento de aversão ao risco observado ao longo do dia.
No Brasil, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) – proxy mensal do PIB – recuou 0,7% em março ante fevereiro, abaixo das expectativas (XP e Mercado: -0,4%). Apesar disso, o indicador cresceu 1,3% no 1º trimestre de 2026, o melhor resultado desde o 3º trimestre de 2024. A análise setorial mostrou alta disseminada no último trimestre. Nossa projeção para o crescimento do PIB em 2026 continua em 2,0%. O mercado de trabalho aquecido e um amplo conjunto de medidas governamentais de estímulo devem sustentar a demanda no curto prazo.
Além disso, o Boletim Focus do Banco Central trouxe revisão altista na projeção de mercado para a taxa Selic ao final de 2026. A mediana das expectativas subiu de 13,00% para 13,25%, após várias semanas de estabilidade. Para 2027 e 2028, as previsões continuaram em 11,25% e 10,00%, respectivamente. Enquanto isso, a mediana das projeções para o IPCA de 2026 subiu de 4,91% para 4,92% (estava em 4,80% há quatro semanas). Clique aqui para uma análise detalhada sobre a última divulgação do Boletim Focus.
Hoje, o destaque da agenda econômica será a decisão de política monetária na China. O consenso de mercado indica manutenção das taxas de juros de 1 ano e 5 anos em 3,0% e 3,5%, respectivamente. Dados de investimento estrangeiro direto na China e vendas de imóveis pendentes nos Estados Unidos (todos relativos a abril) também serão publicados. Nenhum indicador econômico relevante será divulgado no Brasil. O Morning Call XP também está no YouTube, com participação dos nossos especialistas, ao vivo. Clique aqui e assista à transmissão de hoje! ECONOMIA 1. Proxy do PIB do Brasil cresceu 1,3% no 1º trimestre COMMODITIES 1. Mineração e Siderurgia | Papel e Celulose | Bens de Capital: Como se posicionar em meio ao aumento das incertezas macro 2. Papel e Celulose: Preços de celulose sustentados por inflação de custos apesar de demanda mais fraca EMPRESAS 1.Natura (NATU3) | Monitor de preços de beleza #27 ESTRATÉGIA 1. XP Short Scout: Monitor de short selling no Brasil – 18/05/2026 RENDA FIXA 1. De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa ALOCAÇÃO E FUNDOS 1. Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias 2. ETFs: confira as principais notícias dos índices e movimentos setoriais 3. Carteiras de Alocação PF: Mai/2026 (Atualização) ESG 1. Fazenda divulga hoje proposta inicial de cobertura setorial do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE) | Café com ESG, 19/05
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