🔥 Esquenta dos Mercados
Mais um feriado no Brasil bate à porta, mas ainda há muito trabalho para os investidores antes da folga. Os agitos da política nacional, a temporada de balanços corporativos, as tensões com a economia global e os conflitos geopolíticos formam uma tempestade perfeita para a bolsa hoje.
E os primeiros pingos desse temporal caíram ainda ontem, com a escalada do conflito entre EUA e Irã. O presidente Donald Trump afirmou que Teerã ficará sob bloqueio naval até que o regime iraniano aceite um acordo que aborde as preocupações sobre programa nuclear.
O efeito no mercado a gente já conhece: disparada dos preços do petróleo. Durante a noite de quarta-feira (29), os contratos futuros do Brent subiram mais de 6%. Já nesta manhã, a
commodity registra queda de mais de 1%.
As bolsas asiáticas também sentiram as pressões do conflito e fecharam o pregão de hoje sem uma direção única. Os mercados europeus caminham para lados distintos.
Vale lembrar que, devido ao conflito no Oriente Médio, a economia da Zona do Euro praticamente estagnou no primeiro trimestre, enquanto a inflação deu novo salto em abril.
Os investidores europeus também aguardam a divulgação de balanços corporativos da região e decisões de juros do Banco Central Europeu (BCE) e do Banco da Inglaterra (BOE).
Em Wall Street, os índices futuros de Nova York registram altas nesta amanhã.
Por lá, os investidores aguardam o balanço da Apple e a publicação do PIB e do PCE dos EUA. Além disso, os participantes do mercado digerem a decisão sobre os juros no país e o recado dado por Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (banco central norte-americano) ao manter a taxa estável.
Após falas do dirigente, as expectativas de novos cortes nos juros foram empurradas para dezembro de 2027.
Já no Brasil, o agito vem de todos os lados. O Comitê de Política Monetária (Copom)
cortou a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,5% ao ano.
Além disso, a derrota do governo Lula no judiciário também deve mexer com os mercados locais. Ontem,
o Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias ao STF. Foi a primeira vez desde 1894 que um nome indicado por um presidente da República não conseguiu o aval da Casa.
Mas não para por aí: a agenda desta quinta-feira (30) ainda conta com a divulgação da taxa de desemprego pelo IBGE, o resultado primário consolidado do setor público e o balanço da Irani. Após fechamento do mercado, os holofotes se voltam para a Petrobras, que publica seu relatório de produção e vendas.