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🔥 Esquenta dos Mercados
O feriado de Tiradentes na terça-feira (21) reduz a atividade no Brasil, mas o cenário internacional dita o tom da semana, novamente pressionado pelas tensões no Oriente Médio.
A retomada dos conflitos no fim de semana volta ao centro das atenções dos mercados, que também acompanham, nos próximos dias, a sabatina de Kevin Warsh — indicado ao comando do Federal Reserve — no Senado dos EUA.
O petróleo avança mais de 5%, mas permanece abaixo de US$ 100 o barril, em meio a novas restrições no fluxo pelo Estreito de Ormuz e após a apreensão de um navio iraniano pelos EUA no fim de semana, o que elevou a desconfiança nas negociações. O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a medida respondeu a uma tentativa de romper o bloqueio naval.
O Irã rejeitou uma nova rodada de negociações, alegando exigências excessivas, e indicou que pode retomar restrições à rota enquanto persistirem sanções aos seus portos. Trump mencionou a hipótese de ataques, mas disse que enviará negociadores ao Paquistão ainda nesta segunda-feira. O ambiente reforça a aversão ao risco, com bolsas em queda, dólar e juros dos Treasurys em alta.
Na Europa, as bolsas operam majoritariamente no negativo nesta manhã, com os investidores voltando a precificar os riscos geopolíticos. Na Ásia, por outro lado, os mercados encerraram o dia em alta, acompanhando o desempenho positivo de Wall Street na sexta-feira, apesar da escalada do petróleo e da renovação das tensões.
Em Tóquio, o Nikkei subiu 0,6%, com destaque para papéis como Renesas Electronics (+6,4%), Chugai Pharmaceutical (+5,9%) e SoftBank (+5,5%).
No Brasil, a abertura tende a ser pressionada pela piora do ambiente externo, com aumento da aversão ao risco. A alta do petróleo pode limitar as perdas do Ibovespa e favorecer a Petrobras, mesmo diante da defasagem nos combustíveis.
Mesmo com a agenda reduzida pelo feriado, há pontos de atenção ao longo da semana. O Boletim Focus abre os trabalhos nesta segunda-feira (20). Na quarta (22), o fluxo cambial pode trazer sinais sobre a movimentação de dólares no país. Já na quinta-feira, a reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN) pode oferecer indicações relevantes no campo institucional, ainda que sem impacto imediato nos preços.
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