Morning Call | Bolsas em queda com novas tensões no Oriente Médio

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20 de abril de 2026

Morning Call: Bolsas em queda com novas tensões no Oriente Médio

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Ibovespa

O Ibovespa encerrou a semana passada em queda de 0,8% em reais e estável em dólares, aos 195.133 pontos.

Localiza (RENT3, +4,4%; RENT4, +4,5%) foi um dos destaques positivos da semana, após a elevação de preço-alvo por parte dos nossos analistas da XP (veja mais detalhes aqui) e o fechamento da curva de juros local.

Na ponta negativa, as petroleiras PetroReconcavo (RECV3, -9,0%), Prio (PRIO3, -8,9%) e Brava (BRAV3, -10,2%) recuaram, refletindo a queda do preço do petróleo (Brent, -5,1%). Confira o resumo semanal da Bolsa.

Renda Fixa

No comparativo semanal, os juros futuros recuaram após um período de elevada volatilidade, influenciado pelo conflito no Oriente Médio, encerrando a semana com alívio das tensões diante do anúncio do Irã sobre a reabertura do Estreito de Ormuz. A redução do risco geopolítico contribuiu para a melhora do ambiente externo e favoreceu a reprecificação das expectativas de política monetária. Nos EUA, a T‑Note de 2 anos encerrou em 3,70% (-10 bps vs. semana anterior), a T‑Note de 10 anos em 4,24% (-8 bps) e o T‑Bond de 30 anos em 4,88% (-3 bps). No Brasil, o DI jan/27 fechou em 13,91% (-15 bps), o DI jan/29 em 13,16% (‑22 bps) e o DI jan/31 em 13,31% (‑11 bps).

Mercados globais

Nesta segunda-feira, os futuros nos EUA operam em queda (S&P 500: -0,4%; Nasdaq 100: -0,4%), pressionados pela reescalada das tensões no Oriente Médio após a apreensão de um navio iraniano pelos EUA no fim de semana. O movimento ocorre após uma semana forte para os ativos de risco, com o S&P 500 (+4,5%) e o Nasdaq Composite (+7,2%) renovando máximas históricas. O principal driver volta a ser o petróleo: o WTI sobe cerca de 5,6% (US$ 87,25) e o Brent +4,5% (US$ 94,44), refletindo o risco de nova disrupção no Estreito de Ormuz após restrições recentes ao tráfego marítimo.

Na Europa, as bolsas operam em queda acentuada (Stoxx 600: -1,0%), acompanhando o aumento da aversão ao risco global. O movimento é generalizado entre setores, com destaque negativo para travel & leisure (-2,6%), devolvendo parte dos ganhos recentes diante do risco de restrições energéticas. Em contrapartida, o setor de energia avança (+1,8%), com nomes como Equinor e Vår Energi subindo mais de 4%, refletindo o salto do petróleo.


Na China, os mercados fecharam em alta (HSI: +0,8%; CSI 300: +0,4%), destoando do tom global, enquanto o restante da Ásia apresentou desempenho misto. O Nikkei avançou 0,6% e o Kospi +0,4%, mesmo com a escalada geopolítica, sustentados por fluxo doméstico e resiliência de tech. O pano de fundo segue sendo a combinação de risco geopolítico elevado com fundamentos ainda sólidos na região. Destaque para o crescimento de 5% do PIB chinês no 1T.

IFIX

O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou o acumulado da semana passada em alta de 0,52%, sustentado pela resiliência da atividade econômica no início do ano e pelo recente fechamento da curva de juros, refletindo, entre outros fatores, a melhora da percepção de risco em relação aos ativos brasileiros. Esses fatores, aliados à perspectiva de inflação corrente mais elevada, também contribuíram para o desempenho positivo dos fundos de papel, que figuraram entre os principais vetores de alta do IFIX na semana, ao avançarem 0,61%. O movimento foi impulsionado sobretudo pelos fundos indexados ao IPCA. Os fundos de tijolo também encerraram o período em terreno positivo, com alta de 0,34%, impulsionados principalmente pelos fundos de ativos logísticos (+0,52), que, apesar dos prêmios de risco comprimidos, seguem apresentando indicadores operacionais sólidos em um ambiente de dinâmica setorial bastante positiva no mercado logístico. Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram VIUR11 (+4,4%), VGRI11 (+3,9%) e RBRL11 (+2,6%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por CACR11 (-0,7%), GRUL11 (-0,7%) e HTMX11 (-0,6%).

Economia

O Irã anunciou ao final da semana passada a reabertura total do Estreito de Ormuz ao tráfego comercial durante o cessar-fogo, gerando forte alívio nos mercados globais. O alívio, porém, durou pouco: o presidente Trump manteve o bloqueio naval americano aos portos iranianos, levando o Irã a cancelar a reabertura e a declarar o Estreito novamente fechado. Em paralelo, a Marinha americana apreendeu o cargueiro iraniano Touska no Golfo de Omã, e o Irã recusou participar das conversações de paz no Paquistão. Nesta manhã, o Brent voltou a ser negociado próximo de US$ 90 por barril.


Na China, o banco central (PBoC) manteve as taxas de referência de crédito pelo 11º mês consecutivo — LPR de 1 ano em 3,0% e de 5 anos em 3,5% —, em linha com as expectativas. A postura reflete cautela diante das incertezas do conflito no Oriente Médio.


Na agenda desta semana, no cenário internacional, destaque para os PMIs preliminares de abril nos EUA, Zona do Euro e Reino Unido, e para as vendas no varejo de março nos Estados Unidos. No Brasil, atenções voltadas para as estatísticas do setor externo de março pelo Banco Central, para as quais esperamos os primeiros reflexos da alta do petróleo e dos fretes sobre o balanço de pagamentos.



O Morning Call XP também está no YouTube, com participação dos nossos especialistas, ao vivo. Clique aqui e assista à transmissão de hoje!


ECONOMIA

1. Estreito de Ormuz volta a ser fechado pelo Irã após EUA manterem bloqueio naval


EMPRESAS

1. Simpar (SIMH3) | Simpar anuncia a venda da Ciclus Amazônia; Positivo

2. Óleo e Gás | Choques nos preços do petróleo – conflito EUA–Irã


ESTRATÉGIA

1. XP Short Scout: Short selling tracker for Brazilian equities


RENDA FIXA:

1. De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa


ALOCAÇÃO E FUNDOS

1. Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias

2. ETFs: confira as principais notícias dos índices e movimentos setoriais


ESG

1. WEG e fabricantes de baterias pedem incentivo a produto local no 1º leilão de armazenamento de energia | Café com ESG, 20/04

2. Atrasos em data centers expõem desafio energético; Europa avança em minerais críticos | Brunch com ESG


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Equipe Expert | XP Research

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