🔥 Esquenta dos Mercados
Durante a guerra, todos seguraram o fôlego por mais de um mês e, ao que tudo indicava, seriam sufocados pelo conflito entre EUA, Israel e Irã até a noite de ontem (7).
Porém, depois de ter ameaçado acabar com “uma civilização inteira, para nunca mais ser trazida de volta”, Donald Trump anunciou um cessar-fogo de duas semanas.
A expectativa do mercado já era de um desfecho menos catastrófico, apesar das baixas expectativas de que um acordo sairia do papel. A trégua foi divulgada na última hora do fim do prazo estipulado pelos EUA.
Com o anúncio, os investidores voltaram para a superfície, retomando o fôlego com força e com os corações — e negociações — acelerados.
O movimento de puro alívio se intensificou após Teerã confirmar o cessar-fogo e Israel concordar com a trégua. Na economia,
os primeiros ativos a sentir o impacto foram os preços do petróleo, que chegaram a cair 15%.
Nesta manhã, os mercados seguem em forte recuperação. Os contratos futuros do Brent registram quedas de mais de 14%, voltando a ficar abaixo dos US$ 100.
Já as bolsas das principais economias do mundo disparam. O mercado asiático fechou a sessão de hoje com forte alta, com destaque para o índice sul-coreano Kospi, que avançou 6,87% em Seul, e o japonês Nikkei, que subiu 5,39% em Tóquio.
Na Europa, o clima também é de euforia: o Euro Stoxx 600 caminha para o seu melhor ganho diário em um ano. O índice amanheceu em alta de quase 3,70%.
Em Wall Street, o “ufa, foi por pouco” é traduzido em ganhos para os índices futuros de Nova York, que indicam valorizações da ordem de 3%. Por aqui, o Ibovespa deve pegar carona no bom humor internacional.
No entanto, o que será visto e analisado de perto são as negociações durante essa trégua provisória, já que questões críticas da guerra estão longe de serem resolvidas.
Além do alívio com a guerra, os investidores acompanham ainda a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano).
Por aqui, o destaque fica por conta da publicação dos dados do Índice de Commodities Brasil (IC-Br) e do IGP-DI.