🔥 Esquenta dos Mercados A quinta-feira (12) começa com o mercado novamente olhando para o petróleo. A commodity voltou a disparar durante a madrugada e reacendeu o alerta sobre os impactos da guerra no Oriente Médio na economia global. As cotações chegaram a subir mais de 9%, levando o barril do Brent, referência no mercado internacional, a ultrapassar brevemente os US$ 100. Pela manhã, o rali perdeu parte do fôlego, mas o petróleo ainda avançava cerca de 5%, refletindo a escalada dos conflitos, que já entram em seu 13º dia. O aumento da tensão veio após uma nova onda de ataques na região. O Irã ampliou sua ofensiva e passou a mirar portos, petroleiros e centros financeiros do Oriente Médio. Durante a noite, foram registrados ataques no Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Iraque, além de explosões e intensos disparos de defesa aérea em Teerã. Dois drones iranianos também atingiram áreas próximas ao aeroporto de Dubai, enquanto dois petroleiros carregando petróleo iraquiano foram alvo de ataques no Golfo. No Líbano, Israel intensificou bombardeios contra posições do Hezbollah. Mesmo com a tentativa de aliviar o mercado, anunciada ontem pela Agência Internacional de Energia (AIE) — que planeja liberar 400 milhões de barris de reservas estratégicas, em um movimento recorde —, os preços seguem pressionados. Nos mercados financeiros, o tom é de cautela. As bolsas asiáticas fecharam em queda, enquanto Europa e futuros de Wall Street apontam para mais um pregão no vermelho, refletindo a aversão ao risco. No Brasil, o principal evento do dia é a divulgação do IPCA de fevereiro, indicador-chave para calibrar as expectativas sobre inflação e os próximos passos do Copom em relação à política monetária. A agenda corporativa também segue movimentada com a temporada de balanços, com resultados previstos de Hypera, Ânima, Randon, Energisa, Eztec, Grupo Mateus e Paranapanema. No exterior, investidores também acompanham novos dados da economia norte-americana, incluindo a atualização da balança comercial dos Estados Unidos. |