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12 de março de 2026 Morning Call: Bolsas em queda hoje; petróleo e inflação no Brasil em destaque |
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IbovespaO Ibovespa encerrou o pregão de quarta-feira em alta de 0,3%, aos 183.969 pontos, na contramão dos mercados globais, que recuaram em meio à continuidade do movimento de aversão ao risco, impulsionado principalmente pela escalada das tensões no Oriente Médio, que voltou a pressionar os preços do petróleo para cima.O desempenho positivo do índice foi sustentado principalmente por Petrobras, que foi o destaque de alta do dia (PETR4, +4,4%; PETR3, +4,9%), refletindo a valorização do petróleo. Na ponta negativa, Raízen (RAIZ4, -5,8%) recuou após o anúncio do pedido de recuperação extrajudicial pela companhia. Para o pregão de quinta-feira, o principal destaque da agenda doméstica será a divulgação do IPCA de fevereiro no Brasil. Pela temporada de resultados do 4T25, o mercado acompanhará os balanços de Vittia, Randoncorp, Grupo Mateus e Priner, entre outros. Renda FixaOs juros futuros subiram no Brasil nesta quarta feira (11), acompanhando o movimento global de alta após a retomada do avanço do petróleo, que reacendeu temores inflacionários ligados ao conflito no Oriente Médio. Os DIs fecharam em 13,71% no jan/27 (+17 bps), 13,18% no jan/28 (+17 bps), 13,20% no jan/29 (+14 bps) e 13,50% no jan/31 (+8 bps). Nos EUA, as Treasuries também avançaram pressionadas pelo petróleo e pelo ambiente geopolítico, com a T Note de 2 anos em 3,64% (+5 bps), a T Note de 10 anos em 4,22% (+7 bps) e o T Bond de 30 anos em 4,87% (+9 bps). Mercados globaisNesta quinta-feira, os futuros nos EUA operam em forte queda (S&P 500: -0,3%; Nasdaq 100: -0,3%), pressionados pela nova disparada do petróleo em meio à guerra entre EUA e Irã. O WTI sobe mais de 5% para cerca de US$ 92/barril, após já ter avançado mais de 4% na sessão anterior, enquanto o Brent também segue em alta (+4,8%, US$ 93,61). O movimento ocorre mesmo após o governo americano anunciar a liberação de 172 milhões de barris da Reserva Estratégica de Petróleo, somando-se ao plano da Agência Internacional de Energia de liberar 400 milhões de barris para aliviar a disrupção de oferta. Na Europa, as bolsas operam em queda (Stoxx 600: -0,3%), refletindo a continuidade da volatilidade nos preços do petróleo e o avanço do conflito no Oriente Médio. No corporativo, a empresa italiana de defesa Leonardo sobe cerca de 8% após divulgar receitas acima do esperado (€19,5 bilhões) e lucro líquido de €1 bilhão (+19% a/a). Na China, os mercados fecharam em queda (HSI: -0,7%; CSI 300: -0,4%), acompanhando o tom negativo da região em meio à volatilidade do petróleo. O Nikkei japonês caiu 1,0%, enquanto o Kospi sul-coreano recuou 0,5%, após reduzir perdas ao longo do pregão. O petróleo segue pressionando o sentimento global mesmo após o anúncio da liberação de reservas estratégicas, refletindo dúvidas do mercado sobre se as reservas liberadas serão suficientes para compensar a disrupção de oferta causada pelo conflito. IFIXO Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) fechou o pregão desta quarta feira em queda de 0,07%. Entre os segmentos, os Fundos de Recebíveis registraram leve queda de 0,06%, enquanto os Híbridos recuaram 0,21%. Os Fundos de Tijolo também encerraram o dia no campo negativo, com baixa de 0,07%, em um movimento relativamente equilibrado dentro do grupo: Lajes Corporativas caíram 0,04%, Shoppings recuaram 0,11%, enquanto Ativos Logísticos registraram leve avanço de 0,01%. Entre os demais segmentos, os Fundos de Fundos subiram 0,19%, enquanto Fundos de Multiestratégia recuaram 0,21%. Entre as maiores altas do pregão estiveram KORE11 (+2,4%), ICRI11 (+1,1%) e TOPP11 (+1,1%). No campo negativo, os principais destaques foram ITRI11 (-2,3%), VINO11 (-2,1%) e RBFM11 (-1,5%). EconomiaA Agência Internacional de Energia (AIE) decidiu realizar a maior liberação de reservas de petróleo da história, colocando 400 milhões de barris no mercado para tentar estabilizar os preços em meio ao conflito no Irã. Paralelamente, o Irã atacou navios na região e alertou que o petróleo pode chegar a US$ 200 por barril. A inflação ao consumidor nos EUA veio conforme o esperado, entretanto, o salto do preço do petróleo virou uma nova preocupação inflacionária, ofuscando os dados mais benignos de fevereiro. No Brasil, as vendas no varejo cresceram mais que o esperado em janeiro. As vendas no varejo ampliado cresceram 0,9% em janeiro ante dezembro. No varejo restrito, houve crescimento de 0,4% em janeiro. A atividade doméstica deve ganhar fôlego no primeiro semestre de 2026 após o desempenho fraco observado no segundo semestre de 2025. A economia brasileira perdeu força na segunda metade de 2025, sobretudo em função da política monetária contracionista. Ainda assim, temos destacado a presença de fatores de amortecimento para o consumo no curto prazo. Na agenda doméstica, destaque para a divulgação do IPCA de fevereiro. Projetamos um avanço de 0,65% na comparação mensal e 3,76% no acumulado em 12 meses. Dentre os componentes, serviços podem trazer alguma surpresa associada ao Carnaval, especialmente em serviços pessoais, hospedagem e alimentação fora de casa. Por sua vez, esperamos uma leve desaceleração nos bens industrializados e um recuo marginal nos preços de alimentação no domicílio, devido à redução nos preços de produtos in natura. Por fim, no grupo de monitorados, os reajustes em transportes público e tarifas de água e esgoto devem ser parcialmente compensados pela queda nos preços de gasolina e energia elétrica. Na agenda internacional, os pedidos de seguros desemprego são o destaque do dia.
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