Morning Call | Bolsas em queda; decisões de política monetária no radar

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19 de março de 2026

Morning Call | Bolsas em queda; decisões de política monetária no radar

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Ibovespa

O Ibovespa encerrou o pregão de quarta-feira em queda de 0,4%, aos 179.640 pontos, interrompendo uma sequência de dois dias de alta. O movimento refletiu um ambiente de maior aversão a risco nos mercados globais, em meio à intensificação das tensões no Oriente Médio, que voltou a pressionar os preços do petróleo e o sentimento dos investidores.

Na ponta positiva, Eneva (ENEV3, +12,0%) foi o principal destaque do dia, impulsionada pelo leilão de reserva de capacidade (LRCAP), que apresentou preços acima do esperado e com menor desconto em relação ao teto regulatório. A companhia foi uma das vencedoras do leilão, que contratou cerca de 19 GW de capacidade. Por outro lado, Vale (VALE3, -2,3%) foi a principal contribuição negativa para o índice, acompanhando a queda dos preços do minério de ferro no mercado internacional, em um contexto de demanda mais fraca e recuo dos preços do aço. Entre as maiores quedas do dia, Hapvida (HAPV3, -4,8%) também se destacou negativamente.

Para o pregão de quinta-feira, além do acompanhamento do cenário externo, pela agenda corporativa do 4T25, destaque para os resultados de Unipar (UNIP6), Tupy (TUPY3), Cemig (CMIG4), Cyrela (CYRE3) e Positivo (POSI3).

Renda Fixa

Os juros futuros subiram nesta quarta feira (18). Nos EUA, as Treasuries avançaram após o Fed manter os juros em 3,50%-3,75% e diante de um discurso mais cauteloso de Powell, que destacou riscos inflacionários associados à alta do petróleo em meio ao conflito no Oriente Médio. A T Note de 2 anos fechou a 3,78% (+11 bps), a de 10 anos a 4,26% (+6 bps) e o T Bond de 30 anos a 4,88% (+3 bps). No Brasil, apesar da atuação do Tesouro com recompra de prefixados, o movimento externo pressionou as taxas, com o DI jan/27 a 14,20% (+5 bps), o jan/29 a 13,76% (+11 bps) e o jan/31 a 13,90% (+10 bps).


Mercados globais

Nesta quinta-feira, os futuros nos EUA operam em leve queda (S&P 500: 0,0%; Nasdaq 100: -0,1), após uma sessão negativa marcada por forte pressão inflacionária e queda dos mercados, com preço do Brent avançando para US$ 109/barril (+5,7%) e o WTI próximo de US$ 98. O cenário aumenta temores de stagflação, combinando inflação elevada com desaceleração do crescimento. No radar, investidores acompanham jobless claims e o Philadelphia Fed Index.


Na Europa, as bolsas operam em forte queda (Stoxx 600: -2,1%), refletindo a escalada do conflito no Oriente Médio e a alta dos preços de energia. O movimento ocorre após ataques a infraestruturas energéticas no Catar e no campo de gás South Pars, no Irã, elevando ainda mais os riscos para a oferta global. Investidores também monitoram decisões de política monetária de diversos bancos centrais europeus, com expectativa de manutenção das taxas.


Na China, os mercados fecharam em queda (HSI: -2,0%; CSI 300: -1,6%), acompanhando o movimento global de aversão a risco. No restante da Ásia, o Nikkei japonês caiu 3,4%, enquanto o Kospi recuou 2,7%, pressionados pela alta do petróleo e preocupações com inflação. O Banco do Japão manteve os juros em 0,75%, enquanto o fortalecimento do dólar levou o won sul-coreano a ultrapassar 1.500 por dólar em determinado momento, aumentando a atenção das autoridades cambiais. 

IFIX

O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão desta quarta-feira em queda de 0,18%, diante das incertezas no cenário externo e de fatores domésticos. Os Fundos de Tijolo recuaram 0,22%, pressionados principalmente pelos Fundos de Shoppings, que apresentaram um resultado negativo expressivo de -0,58%, além dos Fundos de Ativos Logísticos, que registraram queda de 0,13%. Os Fundos de Recebíveis se mantiveram praticamente estáveis (+0,01%). 


Os demais segmentos apresentaram um resultado misto, com Fundos Híbridos e Multiestratégia registrando quedas de 0,60% e 0,08%, respectivamente, enquanto os Fundos de Fundos avançaram 0,07%.


Entre as maiores altas do pregão estiveram OUJP11 (+2,2%), RECR11 (+2,2%) e GZIT11 (+1,4%). No campo negativo, os principais destaques foram TGAR11 (-4,3%), HCTR11 (-2,1%) e PCIP11 (-1,7%).

Economia

Os preços ao produtor (PPI) nos Estados Unidos subiram acima da expectativa, avançando 0,7% em fevereiro ante o mês anterior e 3,4% ante o ano anterior. A alta foi puxada principalmente por serviços e alguns bens, mas ainda não foi afetada pelo choque dos preços de petróleo. Também nos Estados Unidos, o comitê de mercado aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve manteve as taxas de juros inalteradas na faixa entre 3,50% e 3,75%, conforme esperado. Em meio à incerteza gerada pelo conflito no Irã, o Fed projetou inflação mais alta (de 2,4% para 2,7%), desemprego estável e apenas um corte de 25 pontos neste ano. Jerome Powell afirmou que os preços de energia mais altos devem elevar a inflação no curto prazo, mas a magnitude e duração dos efeitos são incertas. No Japão, o banco central (BoJ) manteve as taxas de juros em 2,0%, também em linha com o esperado. O comunicado apontou que a economia se recuperou moderadamente e destacou que a instabilidade global pode elevar a inflação.


No Brasil, o Copom cortou os juros em 25 pontos-base, conforme expectativa majoritária do mercado. Avaliamos que a comunicação pós-decisão foi mais branda (dovish) tanto por mostrar pouca mudança na projeção de petróleo – apesar do choque recente de preços – quanto pela descrição do cenário doméstico, que desconsiderou as recentes surpresas altistas de atividade e inflação. Nosso cenário é de cortes consecutivos de 50 pontos-base até 12,75%, mas o ciclo de afrouxamento pode ser menos intenso, dado que os riscos inflacionários aumentaram. Ainda no noticiário doméstico, o Ministério da Fazenda propôs que os estados isentem temporariamente o ICMS sobre importações de diesel até maio, com o governo federal compensando metade das perdas de arrecadação – cerca de R$ 3 bilhões. 


Na agenda do dia, teremos as decisões de política monetária no Reino Unido, zona do euro e China. Em todos os casos, espera-se a manutenção das taxas de juros, movimento já amplamente antecipado que tende ser reforçado pela elevada incerteza global. Não há indicadores previstos para o Brasil.



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ECONOMIA

1.Bancos centrais do Reino Unido, China e Zona do Euro devem manter juros inalterados


EMPRESAS

1. Composição por Flexibilidade: O LRCap não decepcionou
2. Vivara (VIVA3): 4T misto; forte esforço promocional leva a EBITDA abaixo do esperado, mas novas diretrizes estratégicas foram compartilhadas
3. Grupo Mateus (GMAT3): 4T fraco; SSS negativo no varejo alimentar e EBITDA abaixo do esperado
4. Embraer (EMBJ3): Riscos no radar, oportunidade à vista
5. Minerva (BEEF3) | Surpresa negativa nos resultados por fraqueza no Brasil
6. MBRF (MBRF3) | Análise dos resultados do 4T25: Resultados moderados; Cenário volátil
7. Mineração e Siderurgia | Papel e Celulose: Suporte ao sentimento dos investidores em celulose e ouro
8. Desktop (DESK3): EBITDA acima do esperado e melhora na geração de caixa, mas despesas financeiras ainda limitam a entrega de lucro

9. Tecnologia: E se Benjamin Graham analisasse as ações de tecnologia no Brasil?

ESTRATÉGIA

1.Fluxo estrangeiro permaneceu forte em fevereiro com a alta da Bolsa brasileira – Fluxo em foco 


RENDA FIXA

1. De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa


ALOCAÇÃO E FUNDOS

1. Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias

2. Bullets | Exchange-Traded Funds (ETFs)


ESG

1. Huawei e Powersafe fecham contrato para baterias de armazenamento de energia no Brasil | Café com ESG, 19/03

2. Quem paga a conta? Custos de carbono no horizonte


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Equipe Expert | XP Research

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