🔥 Esquenta dos Mercados As principais bolsas mundiais iniciam esta quinta-feira (19) sob pressão. O petróleo manteve a escalada — e, com ele, o desconforto global com juros também cresceu.
O mercado também irá digerir a decisão do Copom,
que reduziu levemente a Selic ontem, para 14,75% ao ano. A escalada da guerra no Oriente Médio, que já entra no 20º dia, levou o barril do Brent, referência no mercado internacional, a superar os US$ 115 durante a madrugada. O movimento reacende temores sobre inflação e complica ainda mais o caminho da política monetária ao redor do mundo.
Em reação ao pano de fundo geopolítico, as bolsas asiáticas caíram forte nesta sessão, acompanhando o tom mais negativo de Wall Street, onde os índices encolheram mais de 1% na véspera.
O catalisador das perdas veio da sinalização do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano)
de que pode voltar a elevar juros diante dos impactos econômicos do conflito — ainda que tenha mantido as taxas inalteradas na última decisão.
No Japão, o presidente do banco central, Kazuo Ueda, já sinalizou que novas altas de juros não estão descartadas, especialmente diante da pressão dos preços de energia.
Na Europa, o dia também começa no vermelho, enquanto os índices futuros de Nova York apontam para novas perdas, refletindo o ambiente de aversão ao risco.
Por aqui, a agenda econômica desta quinta-feira é mais leve. Sem grandes indicadores no radar, as atenções se voltam para um anúncio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, à imprensa, previsto para o fim da tarde.
Já no calendário corporativo, Tupy (TUPY3), Cemig (CMIG4), Cyrela (CYRE3), Unipar (UNIP3) e Bemobi (BMOB3) divulgam os balanços do quarto trimestre de 2025.
Lá fora, o foco segue nas decisões de política monetária: Banco Central Europeu (BCE), Banco da Inglaterra (BoE) e Banco do Povo da China (PBoC) anunciam seus veredictos hoje, em um cenário em que a guerra tende a reforçar a cautela — e a perspectiva de manutenção dos juros.