Projeção de crescimento anima, mas mercado ainda reage a ruídos no cenário nacional e no exterior.
Quinta-feira, 26 de junho de 2025Tempo de leitura: 05 minutos
Bom dia, Investidor!
Suno Call
Resumo do Editor
O mercado brasileiro repercute nesta quinta o novo Relatório de Política Monetária do Banco Central, que revisou para cima a estimativa de crescimento do PIB em 2025, de 1,9% para 2,1%. A melhora na projeção ocorre mesmo em meio a tensões fiscais e à recente queda do Ibovespa, que teve sua sexta baixa em oito pregões. Também no radar está a decisão do Congresso de derrubar o decreto que aumentava as alíquotas do IOF. No exterior, o foco continua nas tensões políticas envolvendo a independência do Federal Reserve (Fed), após Donald Trump sinalizar intenção de antecipar a troca no comando da autoridade monetária.
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O poder das pequenas escolhas
Um dos maiores diferenciais na vida não é o talento bruto ou a sorte momentânea, mas a capacidade de se colocar, repetidamente, em boas posições. Estar bem-posicionado não significa estar livre de dificuldades, mas sim poder tomar decisões a partir de circunstâncias favoráveis, em vez de ser forçado a uma decisão errada. Por outro lado, posições fracas quase nunca são fruto do acaso: são o resultado acumulado de pequenas escolhas ignoradas ao longo do tempo.
Esse é o ponto central do artigo The Small Steps of Giant Leaps. Ele nos lembra que a base para grandes conquistas é construída discretamente, através de hábitos e decisões aparentemente insignificantes que se acumulam com o tempo. E justamente por serem sutis, essas escolhas não recebem atenção. Não há aplauso por poupar dinheiro hoje, nem punição por comer um doce a mais ou deixar de ler um capítulo de um livro importante. Mas o tempo, imparcial e impiedoso, amplifica o efeito de tudo o que alimentamos, para o bem ou para o mal.
A razão pela qual tantas pessoas não constroem posições sólidas não é falta de informação, e sim falta de consistência...
Brasil tem destaque com dados do BC; incerteza nos EUA
segue no radar
O Banco Central divulgou nesta manhã seu Relatório de Política Monetária, com uma perspectiva mais otimista para o desempenho da economia brasileira no próximo ano.
A autoridade monetária elevou sua projeção de crescimento do PIB de 1,9% para 2,1% em 2025. Já o Ministério da Fazenda trabalha com uma expectativa de 2,4% para 2024. A mediana das projeções do mercado, segundo o Focus, é de 2,21%.
Na cena internacional, os mercados asiáticos fecharam sem direção única, em meio ao alívio com a trégua entre Israel e Irã e à crescente preocupação com a autonomia do Fed.
O índice japonês Nikkei subiu 1,65%, enquanto o Hang Seng caiu 0,61% em Hong Kong. Kospi recuou 0,92% na Coreia do Sul, e o Taiex subiu 0,28% em Taiwan. Na China continental, Xangai recuou 0,22% e o Shenzhen Composto caiu 0,34%. Na Oceania, o S&P/ASX 200 teve baixa de 0,10% em Sydney.
Na Europa, o tom dos mercados é positivo, impulsionado pelas ações do setor de defesa. A Otan anunciou um aumento expressivo dos gastos militares, de 2% para 5% do PIB, o que favoreceu ações aeroespaciais.
Às 7h04 (de Brasília), o índice Stoxx 600 subia 0,20%. Londres avançava 0,24%, Paris 0,22% e Frankfurt ganhava 0,86%. A libra chegou à máxima em três anos e meio após reportagem do Wall Street Journal afirmar que Donald Trump planeja antecipar a substituição de Jerome Powell no Fed.
Ibovespa chega à sexta queda em oito pregões
O Ibovespa fechou em queda de 1,02% na quarta-feira (25), aos 135.767,29 pontos, acumulando a sexta baixa nos últimos oito pregões. O índice segue pressionado pelo ambiente de aversão ao risco, tanto por fatores internos quanto externos, e já perdeu quase 2 mil pontos nesse período.
O cenário fiscal brasileiro, ainda instável, aliado à permanência da Selic em níveis restritivos, tem dificultado a recuperação dos ativos domésticos. A sinalização de que o Banco Central só deve realizar cortes de juros em 2026 continua reverberando entre os investidores.
Papéis do setor bancário estiveram entre os principais vetores negativos: Banco do Brasil (BBAS3) caiu 0,84%, Itaú (ITUB4) recuou 1,80% e Bradesco (BBDC4) fechou com queda de 0,85%.
No varejo, a sensibilidade aos juros elevados pesou sobre Lojas Renner (LREN3), que caiu 1,56%. Já Vale (VALE3) teve leve desvalorização de 0,12%, acompanhando a estabilidade do minério de ferro no mercado internacional.
O dólar comercial subiu pelo segundo dia consecutivo, com alta de 0,63%, cotado a R$ 5,554.
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