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29 de julho de 2026 Morning Call | Decisão de juros nos EUA em foco nesta quarta-feira |
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IbovespaO Ibovespa encerrou o pregão de terça-feira em alta de 0,7%, aos 176.565 pontos. O movimento foi impulsionado pelo IPCA-15 de julho, que veio bem abaixo do esperado. O dado benigno derrubou os juros futuros ao longo de toda a curva, favorecendo sobretudo as ações domésticas e mais sensíveis a juros.
O pregão de ontem teve ganhos amplos entre os papéis domésticos. Vamos (VAMO3, +5,1%) liderou as maiores altas percentuais do índice, seguida pelas ações do setor de saúde Hapvida (HAPV3, +4,0%) e Fleury (FLRY3, +3,2%).
Na ponta negativa, Vivo (VIVT3, -6,3%) e TIM (TIMS3, -5,8%) lideraram as quedas do índice após divulgarem resultados do segundo trimestre abaixo das expectativas do mercado.
Para o pregão de quarta-feira, Motiva e Santander irão divulgar seus resultados do 2T26. Renda FixaOs juros futuros encerraram a terça-feira em queda novamente. Nos EUA, as Treasuries voltaram a fechar em baixa, com a T-note de 2 anos a 4,28% (-5 bps), a T-note de 10 anos a 4,60% (-5 bps) e o T-bond de 30 anos a 5,09% (-4 bps), refletindo o alívio das pressões inflacionárias associado à queda do petróleo e à redução das tensões geopolíticas envolvendo Irã e Estados Unidos. No Brasil, a curva de juros ampliou o movimento de fechamento após o IPCA-15 avançar apenas 0,06% em julho, reforçando a percepção de inflação mais comportada e ampliando as apostas de continuidade do ciclo de cortes da Selic, com o DI jan/27 encerrando a 13,87% (-4 bps), o DI jan/29 a 14,25% (-10 bps) e o DI jan/31 a 14,47% (-12 bps). Do lado da oferta, o Tesouro Nacional voltou a ofertar lotes mínimos de NTN-B, em uma sinalização de cautela diante da demanda ainda limitada pelos vencimentos mais longos. A NTN-B apresentou movimentos marginais, com a B29 a 8,30% (vs. 8,27%), a B35 a 8,20% (vs. 8,20%) e a B50 a 7,69% (vs. 7,71%). Mercados globaisNesta quarta-feira, os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: +0,2%; Nasdaq 100: +0,2%), enquanto investidores aguardam a decisão de juros do Federal Reserve e acompanham a escalada das tensões no Oriente Médio. Na Europa, o Stoxx 600 sobe recua cerca de 0,1%, apesar de performance positiva nos setores de recursos básicos e óleo e gás. O petróleo sobe mais de 4% após a Guarda Revolucionária do Irã lançar mísseis balísticos contra forças americanas no Oriente Médio, elevando a aversão ao risco antes da decisão de política monetária do Fed, para a qual o mercado precifica cerca de 70% de chance de manutenção dos juros. As ações de semicondutores seguem pressionadas, com a SK Hynix fechando em queda de 9,6% na Coreia do Sul e recuando no pré-mercado americano, enquanto o VanEck Semiconductor ETF (SMH) acumula quatro sessões consecutivas de baixa. Na Europa, as ações da Hermès chegaram a cair 10% e tiveram a negociação temporariamente suspensa após resultados trimestrais abaixo das expectativas, apesar da recuperação nas vendas. Na agenda de hoje, o mercado aguarda a decisão de política monetária americana na parte da tarde e resultados trimestrais de Microsoft e Meta após o fechamento do mercado. IFIXO Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão de ontem em alta de 0,24%, aos 3.807,17 pontos. O movimento ocorreu em meio ao fechamento da curva de juros doméstica. No desempenho por segmento, os fundos de recebíveis lideraram os ganhos do dia, com valorização de 0,36%. Os fundos de tijolo avançaram 0,17%, impulsionados principalmente pelas altas em lajes corporativas (+0,31%) e ativos logísticos (+0,26%), enquanto os fundos de shoppings registraram ganho mais moderado (+0,07%). Os fundos híbridos também encerraram a sessão no campo positivo (+0,19%), assim como o segmento de multiestratégia/FOFs (+0,15%). Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram CACR11 (+1,9%), CPSH11 (+1,1%) e KFOF11 (+1,1%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por HSAF11 (-1,3%), MFII11 (-1,2%) e BBIG11 (-0,9%). EconomiaO Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) do Federal Reserve (banco central dos EUA) conclui sua reunião de política monetária de dois dias nesta tarde. A maioria dos analistas de mercado espera que o banco central mantenha a taxa de juros inalterada, mas os mercados de futuros apreçam uma probabilidade de cerca de 30% de um aumento de 0,25 p.p. Importante acompanhar a comunicação oficial, particularmente a coletiva de imprensa após a reunião, conduzida pelo presidente Kevin Warsh. O presidente tem defendido menos sinalizações (forward guidance) sobre as futuras decisões do FOMC, o que poderia gerar incerteza e volatilidade no curto prazo, até que os participantes do mercado se acostumem ao estilo de Warsh. No Brasil o IPCA-15 de julho ficou bem abaixo das projeções, reforçando a visão de que o Banco Central pode seguir cortando gradualmente as taxas de juros adiante. As leituras mensais de inflação são voláteis e que os dados anteriores foram menos favoráveis. Ainda assim, o resultado de ontem reduz a pressão sobre as expectativas de inflação Nosso cenário-base prevê um corte de 0,25 p.p. na semana que vem, mas se as próximas leituras de inflação permanecerem favoráveis, o Banco Central poderá continuar cortando os juros nas reuniões subsequentes, considerando que a política monetária permanece em território restritivo. O Morning Call XP também está no YouTube, com participação dos nossos especialistas, ao vivo. Clique aqui e assista à transmissão de hoje! ECONOMIA 1. Toda a atenção na decisão do Fed EMPRESAS 1. TIM (TIMS3): 2T26 misto: resultados em linha, mas desaceleração da MSR gera preocupações 2. Telefônica Brasil (VIVT3): Forte execução continua 3. Mineração & Siderurgia: Influência da CMRG Continua Crescendo; Usiminas e Vale Dão Início à Temporada de Resultados do 2T26 4. Petrobras (PETR4) | Prévia 2T26: O ambiente segue favorável para resultados fortes ESTRATÉGIA 1. Relatório Temático | Navegando o El Niño: Quais são as potenciais consequências para o Brasil 2. Pesquisa com assessores XP: Apetite por risco mostra leve deterioração RENDA FIXA: 1. De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa ALOCAÇÃO E FUNDOS 1. Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias ESG 1. Ministério da Fazenda abre primeira consulta pública para regulamentação do mercado regulado de carbono | Café com ESG, 29/07
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