Morning Call | Dados de inflação e Livro Bege nos EUA na agenda da semana

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13 de julho de 2026

Morning Call: Dados de inflação e Livro Bege nos EUA na agenda da semana

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Ibovespa

O Ibovespa encerrou a semana passada em alta de 2,1% em reais e de 3,4% em dólares, por conta da apreciação de 1,2% do real, aos 177.681 pontos.

CSN Mineração foi o destaque positivo da semana (CMIN3, +20,2%), apesar da queda no minério de ferro, sustentada em partes pelo avanço de +18% A/A nas exportações de minério de ferro em junho de 2026. 

Por outro lado, MRV (MRVE3, -8,1%) foi o destaque negativo, após a companhia retomar geração de caixa operacional no 2T26 na operação de incorporação. Confira o resumo semanal da Bolsa.

Renda Fixa

No comparativo semanal, os juros futuros encerraram a semana em direções opostas. Nos EUA, os rendimentos das Treasuries avançaram, sustentados pela expectativa de manutenção de uma política monetária restritiva por mais tempo pelo Federal Reserve, em meio a sinais divergentes no Oriente Médio. A T-note de 2 anos encerrou a 4,21% (+4 bps vs. semana anterior), a T-note de 10 anos a 4,56% (+7 bps) e o T-bond de 30 anos a 5,06% (+19 bps).


No Brasil, a divulgação do IPCA de junho abaixo das expectativas, reforçou a percepção de continuidade do processo de desinflação e elevou a probabilidade de um corte da Selic em agosto. Nesse contexto, a curva nominal apresentou fechamento em toda a extensão, com o DI jan/27 a 13,90% (-10 bps vs. semana anterior), o DI jan/29 a 13,98% (-27 bps) e o DI jan/31 a 14,17% (-22 bps). A curva de NTN-B também apresentou fechamento, encerrando com a B29 a 8,36% (vs. 8,60%), a B35 a 8,03% (vs. 8,27%) e a B50 a 7,52% (vs. 7,69%).


Mercados globais

Nesta segunda-feira, os futuros nos EUA operam em queda (S&P 500: -0,3%; Nasdaq 100: -1,0%). As ações de chips seguem sob forte pressão, com destaque para a queda superior a 10% da SK Hynix no pré-mercado após sua estreia na Nasdaq e perdas em Micron, Sandisk, Seagate, Intel e AMD. No cenário geopolítico, a troca de ataques entre EUA e Irã no fim de semana voltou a elevar a tensão no Oriente Médio, impulsionando os preços do petróleo.


Na Ásia, o Kospi caiu quase 9% e o Nikkei recuou 1,9%, também pressionados por companhias ligadas à inteligência artificial. Apesar do movimento negativo no setor de semicondutores, a TSMC divulgou crescimento de 67,9% na receita de junho, reforçando a forte demanda.


Na Europa, o Stoxx 600 cai 0,1%, com o setor de tecnologia entre as principais quedas, enquanto petróleo e gás lideram os ganhos. Nesta semana, o foco dos investidores também estará nos resultados dos grandes bancos americanos e na divulgação do CPI de junho nos EUA. Confira o Top 5 temas globais da semana.


IFIX

O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou a semana com queda de 0,1%, refletindo tanto os ruídos geopolíticos quanto a dinâmica interna, diante dos níveis ainda elevados das taxas de juros de longo prazo, com parte das perdas sendo recuperada no pregão de sexta-feira – desempenho positivo de 0,30% – após a divulgação do IPCA.


Em termos setoriais, o desempenho foi sustentado principalmente pelos fundos de recebíveis, que permaneceram praticamente estáveis, enquanto os fundos de tijolo recuaram 0,09% na semana, pressionados pelos segmentos de lajes corporativas (-0,44%) e logística (-0,20%). Ainda assim, conforme temos enfatizado de forma recorrente, ambos os setores seguem apresentando fundamentos sólidos, com sinais positivos de demanda e melhora operacional, especialmente por meio de reajustes de aluguel que, em diversos casos, têm superado a inflação, como observado em escritórios de alta qualidade.


Entre os destaques positivos do pregão de sexta-feira, sobressaíram HGRE11 (+2,7%), MFII11 (+2,2%) e VRTA11 (+1,9%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por KORE11 (-1,9%), TOPP11 (-1,8%) e BRCR11 (-0,7%).

Economia

A escalada entre Estados Unidos e Irã continuou dominando o noticiário, com novos ataques militares e versões conflitantes sobre a situação do Estreito de Ormuz, rota responsável por cerca de um quinto do petróleo transportado por via marítima no mundo. O aumento da incerteza mantém elevados os riscos para a oferta global de energia, a inflação e a atividade econômica.


No Brasil, o governo intensificou as negociações com os Estados Unidos antes da decisão prevista para 15 de julho sobre a possível aplicação de tarifas de 25% às exportações brasileiras, mantendo a estratégia de negociação técnica e sem sinalizar concessões em temas considerados estratégicos.


Na agenda desta semana, os mercados acompanharão os índices de inflação ao produtor e ao consumidor nos Estados Unidos, além das vendas no varejo, da produção industrial e da divulgação do Livro Bege pelo Federal Reserve (banco central estadunidense), indicadores importantes para avaliar a evolução da atividade e calibrar as expectativas para a política monetária americana.


No Brasil, a atenção estará voltada para as vendas no varejo e o volume de serviços de maio, que deverão fornecer sinais sobre a composição do crescimento econômico, além do IBC-Br, indicador mensal de atividade do Banco Central. Também será divulgado o IGP-10 de julho, para o qual esperamos deflação, refletindo principalmente a queda recente das cotações internacionais do petróleo. Leia o Economia em Destaque.



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ECONOMIA

1. Persistência do conflito no Oriente Médio mantém mercados em alerta


EMPRESAS

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RENDA FIXA:

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ALOCAÇÃO E FUNDOS

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ESG

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Equipe Expert | XP Research

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