
Mais uma vez,
Los Angeles vai dar samba. Ao menos no que depender da torcida por
Wagner Moura,
Kleber Mendonça Filho e toda a delegação brasileira no
Oscar 2026.
Pouco mais de um ano após fazer Carnaval com
Ainda Estou Aqui, o país retorna ao
Dolby Theatre com
O Agente Secreto. Indicada a quatro categorias, a produção dobra a aposta da arte falada em português no maior palco do cinema global.
E há, sim, motivos para ser otimista. Desde a estreia mundial no
Festival de Cannes, quando foi aplaudido por 13 minutos, o
thriller brasileiro surpreendeu, arrebatando boas críticas e prêmios por onde passa.
Em Cannes mesmo, foi Melhor Ator para Moura e Melhor Diretor para Mendonça Filho. Em janeiro veio a vitória no
Critics Choice Awards e no
Globo de Ouro como Melhor Filme Internacional, ou em Língua Não-Inglesa. Ali mesmo, Wagner Moura também se consagrou como Melhor Ator em Filme de Drama, superando até mesmo favoritos como
Michael B. Jordan, de
Pecadores.
É claro que há concorrentes. E fortes. O maior deles, o norueguês
Valor Sentimental, disputa em duas das quatro categorias almejadas pelo longa brasileiro.
Ainda assim, a produção nacional chega a este domingo cercada por uma sensação positiva. Uma aura
cool, resultado, em grande medida, da campanha feita nos últimos meses. Mais que uma formalidade, trata-se de um trabalho extenso de presença internacional e geração de mídia com um propósito principal:
manter o filme na boca do povo.
Mas qual é o custo de uma campanha como essa? Foi exatamente a pergunta que buscamos responder essa semana, em um dossiê que avalia as origens – e os montantes – da trajetória de
O Agente Secreto até aqui. Se vai dar certo ou não, é difícil apurar. Grosso modo, cinema é uma aposta. Mas o objetivo de chegar ao Dolby Theatre entre os melhores do mundo já está concluído com sucesso.