🔥 Esquenta dos Mercados Ontem (2), o Ibovespa conseguiu superar o medo generalizado que se espalhou nos mercados em meio à escalada do conflito entre Irã e Estados Unidos. O principal índice da bolsa brasileira encerrou as negociações com alta de 0,28%, aos 189.307,02 pontos.
Boa parte do impulso veio das petroleiras, que se beneficiaram com a disparada do preço do petróleo, com destaque para a Prio (PRIO3), com a maior valorização do dia. As ações ordinárias da Petrobras (PETR3) ficaram em segundo lugar, seguidas pelos papéis preferenciais (PETR4). Como a estatal é um peso pesado no Ibovespa, o seu avanço ajudou a sustentar o índice no campo positivo.
Já hoje (3), Israel iniciou o quarto dia de confrontos com novos ataques a alvos em Teerã e Beirute, enquanto o Irã manteve ofensivas contra o rival e mirou outros pontos nos países do Golfo. O Estreito de Ormuz — por onde passam cerca de 20% do petróleo global — segue com restrição, e o Irã ameaçou incendiar os navios que passarem por lá.
O presidente Trump também afirmou que os EUA têm um "suprimento praticamente ilimitado" de armas. O chefe da Casa Branca destacou que "guerras podem ser travadas para sempre, e com muito sucesso, usando apenas esses suprimentos”.
O conflito segue assombrando as bolsas ao redor do mundo — por aqui não é diferente. O EWZ Brazil, ETF que acompanha nossas ações, registrava perdas de 2,41% nesta manhã.
Por aqui, também saem números do PIB do quarto trimestre de 2025 e do Caged, fundamentais para avaliar o ritmo da economia e o mercado de trabalho.
Na Ásia, os mercados fecharam em queda intensa. Liderando as perdas, o sul-coreano Kospi tombou 7,24% na volta do feriado local, no seu pior pregão em 19 meses.
Na Europa, as baixas são fortes nesta manhã, com destaque para o Stoxx 600, que reúne as principais empresas do continente e chegou a se aproximar de uma queda de 3%. Por lá, os investidores também reagem a dados de inflação.
Enquanto isso, nas bolsas de Nova York,
que ontem até apaziguaram o baque do conflito, os futuros voltam a indicar quedas hoje, com o Nasdaq 100 perdendo mais de 2%.
O petróleo, por sua vez, segue acelerando. Os futuros do Brent, referência global de negociação, chegaram a saltar quase 6% no início desta terça-feira, a US$ 82 o barril. Já o WTI, padrão norte-americano, teve altas na mesma magnitude, a US$ 75 o barril.
O Vix, conhecido como índice do medo que mede a aversão a risco nos mercados globais, sobe 22% hoje.