🔥 Esquenta dos Mercados Às vésperas da Super Quarta, o mercado até tenta olhar com mais atenção para os juros — mas quem dita o ritmo hoje ainda é o petróleo. Com a commodity acima dos US$ 100, a guerra no Oriente Médio segue no comando do humor global. O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã já chega ao 18º dia, com novos bombardeios e riscos crescentes para o tráfego no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial. O resultado é um mercado de energia volátil — e mais pressão sobre as expectativas de inflação e crescimento globais. Ainda assim, nem tudo é aversão ao risco. Uma dose de otimismo veio da tecnologia: anúncios da Nvidia impulsionaram ações de semicondutores e montadoras na Ásia, após a empresa projetar que sua receita com chips de IA pode chegar a US$ 1 trilhão até 2027. As bolsas asiáticas fecharam sem direção única, e a Europa opera em alta nesta manhã, enquanto os futuros de Wall Street recuam levemente, em clima de cautela. No pano de fundo, cresce a expectativa pela Super Quarta, quando saem as decisões do Federal Reserve, nos EUA, e do Copom, no Brasil. Já na quinta, entram em cena Banco Central Europeu (BCE) e Banco da Inglaterra (BoE). A leitura predominante é de que o ambiente de incerteza pode levar os bancos centrais a manterem os juros inalterados. A agenda desta terça-feira (17) é mais leve, no entanto. Por aqui, sai o IGP-10 de março, enquanto o Copom inicia sua reunião de política monetária. Entre as empresas, EcoRodovias (ECOR3) e Taesa (TAEE11) publicam os balanços do quarto trimestre de 2025. No exterior, o foco recai sobre dados de vendas de imóveis nos EUA e expectativas econômicas na Alemanha. |