🔥 Esquenta dos Mercados Não há outra maneira de começar o Esquenta de hoje sem falar dos ataques do final de semana. A semana inicia em tensão máxima no terceiro dia de conflito entre Irã e Estados Unidos após o início dos ataques no final de semana.
Na manhã desta segunda-feira (2), os contratos futuros de petróleo Brent, referência internacional de negociação, avançavam mais de 8%, com o barril rondando os US$ 80. Já o WTI, padrão nos EUA, também acelera na mesma magnitude, a cerca de US$ 72.
A
commodity é uma das mais impactadas pelos embates na região —
que culminaram na morte do líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, no poder há décadas. Em resposta ao ataque norte-americano em conjunto com Israel, Teerã fechou o estreito de Ormuz por onde escoa mais de 20% do petróleo do mundo.
Cálculos iniciais indicam que é altamente provável que o preço do petróleo suba a US$ 100 o barril, ou até mais, caso ocorram grandes interrupções por causa do fechamento do estreito ou impactos a campos petrolíferos sauditas. Se isso se concretizar, os efeitos para a economia global são severos.
Confira nesta reportagem da editora do Seu Dinheiro, Carolina Gama. Além disso, de acordo com a imprensa internacional, a refinaria estatal iraniana Saudi Aramco foi atingida por drones, causando um incêndio já contido e o fechamento de uma refinaria.
Na escalada do conflito, as agências internacionais também noticiaram que o exército israelense lançou ataques contra alvos do Hezbollah, aliado do Irã, no Líbano, em retaliação aos mísseis disparados pelo grupo.
Em Wall Street, a sangria está contratada: os índices futuros de Nova York caem forte nesta manhã. Na Europa, também há queda acentuada em todos os principais mercados.
Na Ásia as bolsas fecharam no vermelho, com desataque para o Hang Seng, de Hong Kong, que terminou as negociações com recuo de 2,14%.
Por aqui, os ADRs da Petrobras negociados lá fora aceleram mais de 4%, se aproximando dos US$ 17. A petroleira está na lista de empresas favorecidas pelo movimento do petróleo, já que o avanço implica no aumento das receitas.
Os futuros do ouro, considerado um porto seguro em meio às incertezas globais, sobem mais de 3%, a US$ 5.406,5 a onça-troy. O Vix, conhecido como índice do medo e que mede a aversão a risco no mercado, salta quase 17% nesta manhã.