Morning Call | Mercados acompanham conflito no Oriente Médio; saiba o que esperar na semana

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30 de março de 2026

Morning Call: 

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Ibovespa

O Ibovespa encerrou a semana passada em alta de 3,0% em reais e 4,1% em dólares, aos 181.556 pontos, superando significativamente os mercados globais. 

O principal destaque positivo da semana foi MBRF (MBRF3, +31,5%), em meio ao aumento das expectativas de uma possível redução do conflito no Oriente Médio.

Na ponta negativa, Braskem (BRKM5, -11,3%) recuou após a divulgação dos resultados do 4T25. Confira o resumo semanal da Bolsa.

Renda Fixa

No comparativo semanal, os juros futuros refletiram o aumento da aversão ao risco em meio à continuidade do conflito no Oriente Médio e à alta do petróleo, levando a uma reprecificação das expectativas para a política monetária global. Nos EUA, a T-Note de 2 anos encerrou em 3,91% (+2 bps vs. semana anterior), a T-Note de 10 anos em 4,43% (+4 bps) e o T-Bond de 30 anos em 4,97% (+2 bps). No Brasil, a curva de juros manteve o patamar elevado da semana anterior, apesar de variações marginais ao longo da curva, refletindo o ambiente externo e a reprecificação das expectativas para a política monetária. O DI jan/27 encerrou em 14,40% (-2 bps), o DI jan/29 em 14,12% (+1 bp) e o DI jan/31 em 14,15% (0 bp).


Mercados globais

Nesta segunda-feira, os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: +0,4%; Nasdaq 100: +0,3%), após uma sessão negativa na sexta-feira, que levou os principais índices a novas mínimas recentes. O movimento ocorre no início de uma semana encurtada pelo feriado de Sexta-feira Santa, com o conflito no Oriente Médio entrando em sua quinta semana, reduzindo o otimismo inicial de uma resolução rápida. No radar, investidores acompanham dados do mercado de trabalho ao longo da semana (Jolts, ADP e payroll), além de resultados de empresas como Nike, McCormick e Conagra.


Na Europa, as bolsas operam em leve alta (Stoxx 600: +0,1%), recuperando-se após abertura negativa. O movimento ocorre apesar da deterioração dos indicadores de confiança econômica na região, refletindo o impacto do conflito sobre expectativas de crescimento. No corporativo, destaque positivo para a Orsted (+7,5%), após upgrade do Bank of America, em meio a uma leitura de melhora na relação risco-retorno da ação.


Na China, os mercados fecharam em queda (HSI: -0,8%; CSI 300: -0,2%), acompanhando o aumento da aversão ao risco global. A pressão foi mais intensa no restante da Ásia, com o Kospi recuando cerca de 3% e o Nikkei caindo 2,8%. O petróleo volta a ser o principal fator de transmissão para os mercados, com implicações diretas sobre inflação e política monetária, inclusive levando membros do Bank of Japan a sinalizarem a necessidade de possível aperto mais acelerado.


IFIX

Apesar da elevada volatilidade ao longo da semana, o Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou o período com alta de 0,18% no acumulado, impulsionado principalmente pelo avanço de 0,31% no pregão de sexta‑feira. O desempenho positivo foi liderado pelos Fundos Híbridos e de Multiestratégia, que registraram altas de 0,53% e 0,18%, respectivamente. Em sentido oposto, os Fundos de Tijolo apresentaram recuo de 0,32%, pressionados sobretudo pelo desempenho negativo do segmento de Lajes Corporativas, que caiu 1,08%.


Os demais segmentos do grupo tiveram desempenho positivo, com Shoppings e Ativos Logísticos avançando 0,20% e 0,06%, respectivamente. Além disso, os Fundos de Recebíveis também registraram alta, com valorização de 0,47%.


Entre os destaques positivos, chamaram atenção JSAF11 (+1,8%), CCME11 (+1,6%) e HSAF11 (+1,6%). Já no campo negativo, as maiores quedas foram registradas por URPR11 (‑2,1%), GRUL11 (‑1,6%) e BRCO11 (‑1,5%).

Economia

A incerteza sobre os próximos passos do conflito no Oriente Médio segue elevada. Segundo jornais, Trump avalia uma operação para retirar urânio do Irã, enquanto, paralelamente, os Estados Unidos reforçam tropas na região. Ao mesmo tempo, o presidente afirma a jornalistas no Air Force One que as negociações com o Irã avançam "extremamente bem", o que Teerã nega. O governo iraniano também declarou que destruirá qualquer força americana que tente entrar em seu território.

No Brasil, os estados devem responder hoje sobre a adesão ao plano de dividir o subsídio ao diesel importado.

Na agenda internacional desta semana, destaque para os indicadores de emprego nos Estados Unidos. Na Zona do Euro, amanhã será publicada a leitura preliminar do índice de inflação ao consumidor de março. No Brasil, o Banco Central divulga as estatísticas fiscais e creditícias de fevereiro. Do lado da atividade econômica, destaque para a geração líquida de empregos formais e a produção industrial (ambos referentes a fevereiro).



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ECONOMIA

1. Notícias sobre o conflito no Oriente Médio seguem contraditórias


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1. De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa


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Equipe Expert | XP Research

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