🔥 Esquenta dos Mercados A semana até começou com o mesmo roteiro das últimas — tensão, guerra e aversão ao risco. Mas, desta vez, o mercado encontrou um possível ponto de virada. Depois de um fim de semana marcado por escalada — com ultimato dos Estados Unidos, ameaças do Irã e novos ataques de ambos os lados — o presidente norte-americano, Donald Trump, sinalizou uma mudança de tom. Segundo ele, Washington e Teerã tiveram conversas “produtivas” e devem continuar negociando nos próximos dias, abrindo espaço para uma possível descompressão do conflito. O alívio, ainda que inicial, bateu diretamente no petróleo. O Brent chegou a subir pela manhã, mas virou para forte queda ao longo do dia, mesmo ainda orbitando os US$ 100 por barril — um nível que segue sensível para inflação e juros no mundo todo. A reação dos mercados veio na sequência. As bolsas asiáticas fecharam em queda, repercutindo o clima de aversão ao risco antes do sinal de trégua. Já Europa e os índices futuros de Wall Street inverteram o tom e passaram a subir, acompanhando a melhora no humor global. O pano de fundo continua sendo a política monetária. Na semana passada, Federal Reserve, Banco Central Europeu e Banco da Inglaterra mantiveram os juros inalterados, em meio às incertezas trazidas pela guerra — e qualquer alívio no petróleo pode voltar a influenciar esse cenário. No Brasil, com a agenda esvaziada, o mercado deve seguir a dinâmica externa. O destaque do dia é o Boletim Focus, o primeiro após o início do ciclo de cortes da Selic. Ao longo da semana, ainda entram no radar a ata do Copom, o IPCA-15 de março e a coletiva do presidente do BC, Gabriel Galípolo. Do lado das empresas, a temporada de balanços reserva os resultados da Movida (MOVI3) e Even (EVEN3), no Brasil, e Agibank, no exterior. Lá fora, o calendário de indicadores traz dados do Japão, com destaque para inflação (CPI) e indicadores de atividade (PMIs). |