🔥 Esquenta dos Mercados Depois de dias dominados pela tensão no Oriente Médio, os mercados globais tentam virar a página nesta terça-feira (10), com a expectativa de que a guerra na região possa estar se aproximando de um desfecho.
O gatilho veio de Washington. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no fim da tarde de ontem que a ofensiva militar contra o Irã pode terminar “em breve”.
A fala do republicano foi suficiente para reduzir parte da aversão ao risco que vinha pressionando as bolsas. Depois de chegar a encostar nos US$ 120 por barril, o petróleo recuou com força e voltou a negociar na casa dos US$ 90 nesta manhã.
O movimento ajuda a aliviar temores de inflação global mais persistente e de juros elevados por mais tempo.
O dólar também estende as perdas da sessão anterior frente a outras moedas fortes. Apesar do respiro, o cenário segue delicado. Trump voltou a ameaçar o Irã, afirmando que os EUA poderiam reagir com “vinte vezes mais força” caso o país tente interromper novamente o fluxo pelo Estreito de Ormuz.
Do lado iraniano, o tom também continua duro. Autoridades de Teerã disseram que o próprio Irã determinará quando o conflito terminará. Durante a madrugada, o país lançou drones em direção à Arábia Saudita e ao Kuwait.
Mesmo assim, os investidores parecem dispostos a testar um pouco mais de otimismo nesta manhã. Depois de um pregão marcado por perdas generalizadas, as bolsas asiáticas conseguiram recuperar parte do terreno e fecharam em alta nesta terça-feira.
Na Europa, os principais índices também avançam forte, enquanto os futuros de Wall Street apontam para ganhos mais tímidos, indicando continuidade da leve recuperação vista ontem.
No Brasil, a agenda do dia é esvaziada. Sem indicadores relevantes no radar, o mercado deve continuar acompanhando de perto os próximos capítulos da crise geopolítica.
Se a trégua no petróleo se confirmar, o alívio também pode ter reflexos por aqui. Um cenário de energia mais barata ajudaria a conter pressões inflacionárias e poderia reabrir espaço para cortes maiores da Selic nas próximas decisões do Banco Central.
No campo corporativo, o destaque fica para os resultados de Prio (PRIO3), Cury (CURY3) e Allos (ALOS3), que divulgam balanços após o fechamento do mercado.
Na madrugada,
a Cosan (CSAN3) revelou um prejuízo líquido de R$ 5,8 bilhões no quarto trimestre de 2025. Segundo a holding, as perdas foram pressionadas por uma conta bilionária na subsidiária Raízen (RAIZ4), a subsidiária em crise do grupo de Rubens Ometto.