Para piorar, o ano começou com a suspensão da emissão de novos alvarás de construção, demolição e intervenções urbanísticas em São Paulo, por decisão judicial.
A medida, motivada por questionamentos do Ministério Público sobre mudanças no zoneamento da cidade, tem travado novos projetos, afetando diretamente o setor imobiliário.
Na prática, incorporadoras já revisam seus cronogramas e lançamentos, com possibilidade de ajuste no reconhecimento de receita no curto prazo.
Na outra ponta, as novidades são positivas No segmento econômico, apesar do recuo das ações no período, encontramos um cenário mais favorável.
As companhias reportaram resultados trimestrais sólidos (conforme esperado), e as estimativas do setor imobiliário foram renovadas: nesta última semana, o Conselho do FGTS aprovou uma nova rodada de ajustes no programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), com aumento dos limites de renda em todas as faixas, além da elevação do teto dos imóveis nas Faixas 3 e 4.
Com mais famílias elegíveis e maior capacidade de financiamento, a tendência é de continuidade da demanda por imóveis e, consequentemente, as construtoras podem dar andamento ao forte ritmo de lançamentos dos últimos períodos.
As mudanças já eram antecipadas pelo mercado, mas reforçam uma leitura positiva para construtoras com maior exposição ao segmento de baixa renda, que se beneficiam diretamente do aumento do público atendido, e para aquelas com atuação nas faixas intermediárias, onde o ganho de poder de compra foi relevante.
É uma oportunidade para posicionamento? O recuo recente pode gerar uma janela de oportunidade para investidores com horizonte de médio prazo.
Na coluna completa, no Seu Dinheiro, eu chamo atenção para duas dessas oportunidades, desta vez no mercado de ações do setor imobiliário.
Confira as indicações.