
O dia mal começava na Cour Napoléon e milhares de turistas se alinhavam em frente à emblemática pirâmide do
Louvre, em
Paris. Seria apenas mais uma segunda-feira, não fosse pela fila que não andava. Confusos, visitantes ficariam horas sem qualquer explicação até que chegasse o aviso:
o museu estava em greve.
A paralisação de janeiro foi a terceira em menos de dois meses. Antes disso, o Louvre já fechara as portas em junho de 2025. Na pauta dos funcionários, queixas sobre a infraestrutura do museu e a queda dos subsídios estatais, mas, sobretudo, as más condições de trabalho geradas pelo
overtourism.
As consequências incluem a frustração de
até 30 mil visitantes diários, claro, mas também um prejuízo milionário. Apenas nas duas paralisações anteriores, o museu afirma ter perdido
"pelo menos um milhão de euros" (cerca de R$ 6,23 milhões).
A cena é cada vez mais comum entre destinos pressionados por visitantes. Ainda este mês, o mau comportamento de turistas levou a cidade de
Fujiyoshida, no Japão, a cancelar seu tradicional festival das cerejeiras. Em
Maiorca, na Espanha, milhares de moradores tomaram as ruas ano passado para reclamar dos impactos dos mais de
18 milhões de viajantes que passam anualmente por lá.
Longe de exemplos dramáticos, ou de um
first world problem, o
overtourism cresce à medida que novos locais ganham status de hype nas redes sociais. E aí as consequências se repetem: alta de preços, congestionamentos, descarte inadequado de lixo e até invasões de propriedades.
Essa semana fomos atrás dos novos destinos impactados pelo turismo excessivo. Em vez de Paris ou Milão, pense em
Funes, vilarejo de 2.500 habitantes no norte da Itália invadido por longas filas de carros em suas estradas rurais; ou no bairro de Roma Norte, na
Cidade do México, onde o preço dos aluguéis passou a superar o salário médio local.
A lista completa de lugares para onde não ir em 2026 você confere aqui.