Era pra ser um dia gostoso, pra cima, alto astral, depois da tensão da Super Quarta. O Ibov reagiu bem, contente, esperançoso com a possibilidade de corte da Selic em março. O índice deu uma disparada firme rumo a mais um recorde - isso até ficar contaminado pelo "mau humor em Wall Street". As Bolsas de Nova York acordaram meio que com a pá virada, painéis avermelhados, numa sangria desatada que atravessou continentes até desembarcar por aqui. De repente, o que era festança pós-Copom virou um pregão desanimado, cabisbaixo, numa mudança de humor doida que fez enterrar o otimismo da Bolsa. "Hoje só amanhã, credo", reclamaram investidores. "O mar não tá pra peixe, nem pra tubarão, jacaré, vaca leiteira, o diabo", postou alguém no X. Recomenda-se calma, um suquinho de maracujá, um arzinho puro no parque, longe desse clima feroz. Temos motivos pra você não se contaminar: das boas perspectivas para 2026 dos gurus da Faria Lima à estreia do Pic Pay em, adivinha, Nova York. O único pessoal sem cara amarrada no meio do friozão - pelo contrário, todo o mundo na maior paz, só alegria. Pega leve aí, rapaziada de Wall Street, relaxa! |