Bom dia, investidor, Confira os destaques desta terça (8): - Varejo recua em maio, mas ainda cresce no ano, segundo IBGE
- Trump adia novamente o "tarifaço"
- Governo vai defender manutenção de decreto do IOF no STF, diz Rui Costa
Varejo recua em maio, mas ainda cresce no ano, segundo IBGE- O volume de vendas do comércio varejista caiu 0,2% em maio de 2025, na comparação com abril, segundo dados do IBGE com ajuste sazonal. Apesar da retração pontual, o setor continua em território positivo no ano, com alta de 2,1% frente a maio de 2024 e avanço de 3,0% no acumulado em 12 meses, o que sugere uma desaceleração moderada, mas ainda com base de consumo relativamente sólida.
- No recorte ampliado, que inclui veículos, motos, autopeças e materiais de construção, o desempenho foi mais favorável: alta de 0,3% no mês e de 1,1% em 12 meses, embora a média móvel tenha ficado estagnada. O movimento aponta para uma recuperação gradual em setores cíclicos, como veículos e construção, ainda que pressionados por juros altos.
- Entre os destaques positivos, cresceram as vendas de equipamentos de informática (+3,0%), móveis e eletrodomésticos (+2,0%) e medicamentos e perfumaria (+1,7%). Já setores ligados a bens não essenciais, como livros (-2,0%), outros artigos pessoais (-2,1%) e combustíveis (-1,7%), mostraram retração. O dado reforça um padrão de consumo seletivo das famílias, ainda sensível ao crédito caro e à renda apertada. Para o investidor, os números mantêm a expectativa de um segundo semestre mais estável, mas sem grande tração para o PIB, cenário que pode reforçar apostas de manutenção da Selic em níveis elevados.
Trump adia novamente o "tarifaço" - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prorrogou de 9 de julho para 1.º de agosto de 2025 o início de um amplo pacote de tarifas, que variam entre 20% e 40%, sobre importações de 14 países.
- A medida foi oficializada por uma nova ordem executiva assinada nesta segunda-feira (7), após 90 dias de negociações frustradas. A Casa Branca diz que o objetivo é forçar acordos "mais justos e recíprocos" com nações que, segundo Trump, "exploram o mercado americano há décadas".
- O adiamento dá mais tempo para negociações bilaterais, mas mantém a incerteza para setores fortemente dependentes das exportações aos EUA, como o automotivo e o de manufaturados leves.
- Entre os países atingidos estão Japão, Coreia do Sul, Indonésia, Tailândia e Malásia, importantes elos na cadeia global de produção de veículos e eletrônicos. O pacote também afeta emergentes da Ásia e da África, como Bangladesh, Mianmar, Laos e Tunísia.
- O impacto imediato foi sentido nos mercados: o S&P 500 caiu 0,8%, pressionado pelas ações de grandes montadoras; no Brasil, o Ibovespa recuou 1,26%, aos 139.489 pontos, enquanto o dólar disparou 0,99%, fechando a R$ 5,48.
- Papéis de empresas japonesas listadas em NY sofreram: Toyota caiu 4,1% e Honda, 3,8%, com alertas de que o tarifaço pode reduzir o lucro em até US$ 1,3 bilhão em somente dois meses, mesmo com parte da produção já instalada nos EUA.
- General Motors e Ford, embora americanas, também revisaram para baixo as projeções de lucro para 2025, diante da expectativa de aumento nos custos com peças importadas.
- Para o investidor brasileiro, o adiamento alivia a pressão imediata sobre empresas exportadoras, mas a possibilidade de tarifas em 2025 ainda exige atenção, especialmente em setores que podem sofrer com a queda na demanda global ou repasse de custos.
Governo vai defender manutenção de decreto do IOF no STF, diz Rui Costa- O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou que o governo federal vai defender no STF (Supremo Tribunal Federal) a validade do decreto que eleva as alíquotas do IOF. Em entrevista ao programa Roda Viva na noite desta segunda-feira (7), Costa classificou a medida como "essencial" para preservar o equilíbrio fiscal diante do veto do Congresso, que derrubou o aumento.
- Segundo ele, sem a elevação das alíquotas, o governo corre o risco de ter que cortar ainda mais gastos em áreas sensíveis, como programas sociais, infraestrutura e investimentos públicos.
- O decreto, que havia sido editado em maio, ampliava as alíquotas de IOF sobre crédito e câmbio, com impacto estimado em cerca de R$ 18 bilhões ao ano na arrecadação federal. A derrubada, articulada por parlamentares da base e da oposição, foi lida no mercado como mais um obstáculo ao plano fiscal do ministro Fernando Haddad.
- A judicialização do tema acende alerta no curto prazo sobre a capacidade do governo de cumprir a meta de déficit zero em 2025, e pode alimentar volatilidade nos ativos domésticos, principalmente se o STF decidir rapidamente pela suspensão do decreto.
Veja o fechamento de dólar e Bolsa na segunda (7): - Dólar: 0,99%, a R$ 5,478.
- B3 (Ibovespa): 1,26%, aos 139.478,70 pontos.
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